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Hoje, 05 de julho de 2016, foi anunciada a morte dos smartphones com teclado QWERTY físico. Algo que a gente já sabia a algum tempo se tornou oficial, quando a BlackBerry confirmou que não mais vai produzir smartphones da marca com o seu formato “clássico”.

Eu tive a oportunidade de usar por um ano um BlackBerry com teclado físico, tal e como esse que aparece na foto acima, e adorei o smartphone. Aliás, uma das minhas primeiras paixões no mundo mobile foi justamente ter um BlackBerry. Achava prático e funcional o fato de um telefone contar com um teclado que permitisse uma digitação mais produtiva e precisa.

Porém, o tempo passou, e os teclados virtuais dominaram tudo.

 

Sinal dos tempos

Não podemos deter a evolução tecnológica. Só taxista e Daniella Cicarelli tentam esse tipo de medida absurda e pouco funcional. E a decisão da BlackBerry de hoje é mais um sinal claro dessa máxima.

A própria BlackBerry é a prova de como o mundo da tecnologia não para. Os canadenses estavam na crista da onda (pelo menos no mercado corporativo), dormiram no ponto e, quando acordaram, constataram que tanto a Apple (com o iPhone e o iOS) como o Androis estavam na frente, com soluções mais práticas, funcionais e intuitivas para os usuários.

Por mais que muitos prefiram pulsar as teclas fisicamente (e não discuto os gostos e escolhas de cada um), a verdade é que, nos dias de hoje, os teclados virtuais oferecem uma praticidade muito maior, com uma maior velocidade de escrita, resultando em maior produtividade.

É importante deixar claro que essa regra se aplica especificamente à digitação nos smartphones. Nos computadores pessoais, nada vai substituir o teclado QWERTY físico, que oferece a precisão e velocidade necessárias para horas e horas de uso diante do computador. Bom, pelo menos para mim. Já testemunhei pessoas digitarem muito rápido no teclado virtual do iPad.

De qualquer forma, a BlackBerry marca hoje a morte do conceito do teclado físico nos smartphones. O fim de uma era. O sinal dos tempos. Mais uma tentativa desesperada dos canadenses na recuperação do mercado.

Entendam como quiser.