Eu sou um defensor do Chrome OS. Já tive pelo menos três Chromebooks. O mais recente, o Acer Chromebook R11 é um dos meus amores. E posso dizer, com propriedade, que o Windows 10 S jamais teria a capacidade de bater a proposta dos Chromebooks, mesmo a longo prazo.

O anúncio do fim do Windows 10 S, que deixa de ser uma versão do Windows para ser um ‘modo’ dentro das versões já existentes, é apenas a constatação de algo que não nasceu para dar certo. Em tempos onde a própria Microsoft decidiu apostar em um Windows como um serviço, oferecer uma plataforma limitada quando todas as outras oferecem uma relativa liberdade de uso de aplicativos e funcionalidades é um erro que não faz muito sentido.

Aliás, só fez algum sentido quando pensamos que o desejo principal da Microsoft era acabar de vez com os aplicativos Win32. Algo que a empresa ainda tenta com o projeto Solaris. Mas derrotar o Chrome OS, no terreno onde o sistema operacional da Google é mais forte? Isso dificilmente iria acontecer.

Não que o Chrome OS seja tão versátil assim. Ele nem precisa ser. Já oferece o suficiente para as necessidades mais básicas. Eu mesmo, como produtor de conteúdo, consigo fazer o básico nesse sistema operacional, sem maiores dificuldades. E é um sistema que permite o uso de apps de terceiros, incluindo os aplicativos do Android, o que já é uma vitória.

Por outro lado, o Windows 10 S se limitava a promover as próprias soluções da Microsoft, e as pessoas já não aceitam mais plataformas com esse tipo de proposta. Principalmente quando pensamos que as pessoas que hoje usam o computador tradicional contam com necessidades específicas, que precisam ser exploradas no uso diário.

Ou seja, o Windows 10 S diz adeus de forma esperada e previsível. Jamais nasceu para dar certo. Talvez como modo dentro do Windows funcione melhor e, ainda assim, me pergunto se até mesmo o setor educacional poderia tirar vantagem de um modo tão limitado para um uso informático.

Bom, ao menos é menos pior do que investir tempo e recursos em uma versão dedicada, que não chegaria a lugar nenhum.