Gosto dos posts polêmicos. De vez em quando, é preciso dar uma cutucada nas pessoas, fazer com que elas saiam do lugar comum para refletir sobre o mundo ao nosso redor. Ainda mais quando as pessoas demonstram aceitar tudo do jeito que é, sem questionar nada.

Recentemente, eu escrevi um post longo para o SpinOff.com.br, falando sobre a importância da maior representatividade da comunidade LGBTI no cinema e na TV. Eu tenho plena convicção que esse post vai dar merda. Aliás, até mesmo os membros da comunidade LGBTI vão reclamar comigo, provavelmente por conta de algum termo que eu usei “de forma errada”, mas que alguns deles, por entenderem que são donos do seu próprio vocabulário, vão me questionar.

E não fiz o post porque eu quero dar uma de bonzinho. Quem me conhece sabe que, de bonzinho, tenho pouco. Fiz porque, como minoria (por ser negro), eu defendo as demais minorias. Eu tenho amigos gays, trabalho com gays todas as semanas, e sou um cara realmente desprovido de pré-conceitos. Até mesmo os malucos eu aprendi a olhar como criativos e diferentes. Mesmo porque os ditos normais são mais perigosos.

Logo, tenho consciência de que estou erguendo a voz para questões que precisam ser debatidas com inteligência. Sério mesmo, eu não entendo por que questionam filmes com protagonistas do grupo LGBTI. Aliás, me pergunto por que alguém pode achar ruim o maravilhoso filme Me Chame Pelo Seu Nome apenas porque é protagonizado por um casal gay.

Na boa, tem que ter muita bosta na cabeça para pensar assim. Aliás, isso nem é pensamento livre. É uma idiotice sem tamanho. É falta de respeito em níveis grosseiros.

Podem me criticar. Usei um palavrão em um post. Mas ao menos eu olho para todos como pessoas. Só lamento que algumas pessoas tem merda no lugar de cérebro.

Aliás, nem lamento. Gente com pensamento assim eu ignoro.