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Vamos lá.

Esse post não tem nada a ver com política, e tem mais a ver com tudo o que está acontecendo no mundo nesse momento do que com o mercado financeiro. Bom, pelo menos na ótica desse cara que está escrevendo esse post. A mente é minha, e eu defino o foco do artigo do jeito que eu quiser.

Portanto, se você é contra ou a favor dos rumos que a economia brasileira está tomando, nem perde o seu tempo, porque esse não é o verdadeiro foco. Tá, eu até concordo que o PIB do Brasil em 2019 foi abaixo do esperado para muita gente (principalmente para aqueles que venderam a ideia que nossa economia estava se recuperando de forma “mágica e revolucionária” – sim, trocadalho com a Apple está valendo), mas esse é assunto para outro post.

O assunto desse post é: Apple, compra nóis!

 

 

 

Eu sabia que um dia isso ia acontecer…

 

 

Que a Apple é gigante, todo mundo sabe. Que Tim Cook está comandando a empresa para uma expressiva recuperação econômica depois da vertiginosa queda nas vendas do iPhone, também não chega a ser uma novidade.

Agora… que a gigante de Cupertino ia se dar tão bem com uma crise sanitária global… também é um fato mais do que consumado… quem poderia prever?

Ontem (6), as ações da Apple dispararam depois que a empresa confirmou as fortes vendas de Macs e iPads durante o segundo trimestre de 2020 (e vocês sabem muito bem por que isso aconteceu…), alcançando assim um valor de mercado recorde de US$ 1.92 trilhão.

E é por isso que esse post existe.

Colocando em perspectiva: a Apple tem mais valor de mercado que todo o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil em 2019. Apenas isso!

O Brasil produziu US$ 1.84 trilhão em 2019, de acordo com o Banco Mundial (ou R$ 7.3 trilhões na época). E não importa a moeda que você vai usar nesse comparativo, já que a Apple hoje vale o equivalente a R$ 10,25 trilhões.

Tudo bem que você tem que considerar que hoje o dólar se valorizou muito em relação ao real. Mesmo assim…

 

 

A Apple pode ser a primeira empresa de capital aberto da história a alcançar os US$ 2 trilhões em valor de mercado. E isso aconteceu apenas dois anos depois da empresa alcançar o primeiro trilhão, algo que aconteceu em agosto de 2018. Nem preciso dizer que, com essa montanha de dinheiro (que nenhum mortal consegue calcular o tamanho), ela é a empresa mais valiosa do mundo, superando a Microsoft (US$ 1.62 trilhão) e a Amazon (US$ 1.6 trilhão).

No segundo trimestre de 2020, a Apple registrou um aumento discreto nas vendas dos iPhones, algo que é surpreendente, considerando o momento caótico que vivemos. Porém, o que realmente deixou todo mundo no mercado financeiro de queixo caído foi o aumento das receitas com iPads de 31%, além do aumento nas vendas de Mac (imagino o quanto de gente que comprou MacBook e Mac Pro para trabalhar em casa) e o faturamento de serviços como Apple TV+ e Apple Music alcançando recordes históricos.

OK. É indiscutível que a Apple está fazendo os movimentos certos. Está dependendo menos do iPhone e investindo mais nos serviços (que agregam valor a médio e longo prazo). Mas registrar tais números no meio do caos? Algo que ninguém esperava. Mesmo.

Por isso, a pergunta não é um absurdo.

Aí, Apple… tem como comprar o Brasil?


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