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De novo, chegou a hora de jogar água no chope dos mais empolgados (aliás, com essa crise, estou sabendo que as pessoas estão comprando menos cerveja). A Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) decidiu (mais uma vez na calada da noite) proibir que as prestadoras de acesso à internet executem o dito bloqueio e/ou redução de velocidade quando o usuário ultrapassar a sua franquia de consumo de banda. Porém… é por tempo indeterminado.

Isso quer dizer que não é uma decisão definitiva ou ‘ad eternum’. Em algum momento, tudo pode mudar, e a mesma Anatel, que na figura dos seus executivos se mostram claramente favoráveis à limitação do volume de dados consumidos pelo internauta brasileiro (chegando ao absurdo de culpar os gamers por ‘jogarem demais’), pode simplesmente dizer quais são as regras para as operadoras exercerem as limitações, e pronto: temos uma internet toda limitada, e você não pode fazer o que quiser com o serviço que você paga todos os meses.

Não podemos parar de pressionar a Anatel e as operadoras. A ideia parece que é colocar panos quentes no assunto, e fazer todo mundo esquecer dele nesse momento, para que no futuro, quando tudo estiver mais calmo, as regras limitantes sejam aplicadas, e os usuários enganados. Não podemos permitir que isso aconteça.

É sempre preciso relembrar que o limite de banda na internet brasileira é um retrocesso em todos os sentidos. Diferente do que prega o Ministro das Telecomunicações e o presidente da Anatel, é uma pequena parcela de países que oferece planos com limite de banda de internet e, mesmo assim, são países que oferecem uma concorrência enorme, uma qualidade de internet muito melhor que a do Brasil, e um respeito ao consumidor que aqui simplesmente não existe.

Logo, fica a dica: continuem a fazer barulho sobre o tema. Essa história ainda não acabou. Não vão poder limitar nossa internet. Fato.

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