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Ainda precisamos do Microsoft Surface Duo?

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Não me entenda mal, amigo (ou inimigo) leitor. Eu estou apenas fazendo o meu papel em ser um geek velho, chato e um tanto quanto reticente às novas tecnologias. E os smartphones com telas dobráveis é algo que ainda estou naquele estágio do “ver para crer se vai dar certo”.

Depois de alguns modelos lançados nos últimos dois anos, entendo que esta ainda é uma tecnologia em evolução. Para ficar bom, ainda falta pelo menos mais uma geração.

Porém, quando olho para o Microsoft Surface Duo, a impressão que fica é que acabamos de dar alguns passos para trás. E isso é péssimo.

 

 

 

Precisamos mesmo disso?

 

 

Fica a impressão que a Microsoft só quer seguir o hype de telefones dobráveis, e lançou o Surface Duo porque precisava ter um produto dentro desse segmento, e nada mais. A prova mais clara disso é que o dispositivo tem uma dobradiça central, quebrando a proposta de design unificado das telas dobráveis de verdade.

Até entendo. A Microsoft não quis arriscar. Foi no terreno seguro por entender que as telas dobráveis ainda não estão maduras o suficiente.

Mas isso explica a existência desse dispositivo em nossas vidas?

Quem sabe sim. Afinal de contas, o geek chato sou eu, e não os caras que criam um smartphone com duas telas, que tem um ano de desenvolvimento para chegar ao mundo… com o Android, já que com o Windows 10X ainda não rola.

O que é outro acerto da Microsoft. Pelo menos nesse momento, não dá para ficar inventando com um sistema operacional que ainda não está pronto.

E mais uma prova que esse é um protótipo de produto que será melhor no futuro. Tal e como tantos outros produtos de tecnologia que conhecemos ao longo da história.

É… early adopter sofre nessa vida…

 

 

 

O preço como um dos seus trunfos

 

 

O Microsoft Surface Duo vai chegar ao mercado dos Estados Unidos em setembro, antecipando a sua previsão inicial (dezembro de 2020). Seu preço sugerido é de US$ 1.399, o que não impede de chamá-lo de caro. Mas também podemos chamá-lo de “menos caro que os outros”, sem maiores problemas.

Esse pode ser um ponto a favor do Microsoft Surface Duo em relação aos seus adversários diretos. Já que é uma proposta conceitualmente mais simples, ele obrigatoriamente precisa custar mais barato que eles.

E é isso o que acontece na prática: ele é efetivamente menos caro do que todos os seus concorrentes, e os interessados podem olhar para esse detalhe como algo positivo. Até porque o que manda no final das contas é o preço do produto.

Mas estou curioso para ver qual será o desempenho desse telefone “dobrável” da Microsoft no mercado. Como será que o consumidor vai receber a proposta?

É isso o que vai determinar se realmente precisávamos de um produto como esse em 2020 (pelo menos do jeito que ele chegou).


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