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Alguém descreveu em detalhes como seria um smartpnone… em 1953!

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Boa parte dos leitores deste blog jamais ficaram frente a frente com um telefone fixo. Muito menos um telefone fixo de disco. Aliás, tem muita gente que nem mesmo sabe um número de telefone de cabeça, pois a agenda do smartphone sabe tudo de cor.

Mas em 1953, os telefones fixos estavam na crista da onda da tecnologia de comunicação por voz. E alguém ainda conseguiu descrever o smartphone do nosso presente, com uma aproximação dos detalhes que é absurda para a sua época.

Vamos ver como isso aconteceu, e entender como essa aproximação narrativa foi estabelecida. Quem sabe essa foi uma previsão de futuro que flerta com a bruxaria.

 

 

 

Uma descrição de futuro com 69 anos de antecedência

Tudo aconteceu no dia 11 de abril de 1953, através de uma coluna publicada no jornal The Tacoma News Tribute, e descoberta pela Open Culture. E já começa com um título bombástico:

No futuro, não vamos conseguir escapar dos telefones.

Não tem como ser mais conciso e preciso em uma previsão.

A coluna questiona Mark R. Sullivan, presidente e diretor da empresa de telefonia Pacific Telephone & Telegraph sobre a sua visão de futuro. Lembrando que em 1953 os telefones fixos eram utilizados principalmente por departamentos públicos e empresas. Só os muito ricos tinham um telefone em casa.

Também é importante destacar que o primeiro telefone móvel só foi lançado em 1973, e o primeiro smartphone moderno foi mesmo o iPhone, que chegou ao mundo em 2007.

Dito isso, segue a resposta de Mark R. Sullivan:

“Em seu desenvolvimento final, o telefone será carregado pelo indivíduo, talvez como usamos um relógio hoje. Provavelmente não exigirá nenhum mostrador ou equivalente, e acho que os usuários poderão se ver, se desejarem, enquanto fala.”

De forma assustadora, ele acertou em cheio o conceito do smartphone, inclusive na capacidade de realizar chamadas de vídeo. Para algo dito em 1953, é simplesmente impressionante.

Aliás, Sullivan vai além, descrevendo os serviços de tradução, afirmando que o telefone do futuro poderia traduzir as conversas de um idioma a outro.

Eu nunca ouvi falar de Mark R. Sullivan até prodiuzir este post, mas já me convenci que ele era um visionário, se posicionando muito na frente do seu tempo. É claro que temos que pensar que cada tecnologia pertence ao seu tempo, mas o grande mérito aqui é ver que basicamente tudo o que ele disse se transformou em realidade.


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