Quanto você gasta de tráfego de dados no seu celular? 250 MB? 500 MB? 1 GB? Quase nada (porque a grana está curta)? Seja qual for o caso, fique sabendo que muito provavelmente você não está sozinho no quesito “preciso economizar no meu pacote de dados, senão, estou ferrado”. Um estudo publicado no The New York Times revela que até na largura de dados da banda larga móvel existe uma desigualdade. E acredite se quiser: não estamos falando do Brasil.

O resultado do estudo é impressionante: metade de toda a banda de internet móvel do mundo é consumida por apenas 1% dos usuários. Isso mesmo que você leu: 1%! O estudo buscou as profundas diferenças existentes entre os diversos perfis de usuários e países. Como bem sabemos, o brasileiro consome bem menos dados no celular do que os norte-americanos, mas isso não significa que os norte-americanos utilizam a banda larga móvel de forma intensa. Afinal, apesar dos smartphones lá terem preços justos, é um país em crise, e a população economiza no que pode. Inclusive na hora de acessar a web.

O estudo mostra que a Finlândia é, na média, o país europeu que mais consome dados móveis, já que mais da metade dos usuários possuem um smartphone (que, por definição, possuem um maior consumo de dados). Para reforçar a sua posição de nação dominante da comunicação móvel, a média de consumo de dados por usuário é de excelentes 1 GB de dados por mês.

Mas se você pensa que o grande responsável por esse consumo de dados é o simples acesso ao Twitter, Facebook e YouTube pela telinha, você está enganado. Segundo o estudo, a maioria utiliza essa conexão para conectar os seus portáteis como modem USB ou hotspots WiFi. 64% dos dados consumidos nas redes móveis entram nessa modalidade. Os smartphones representam um consumo de 33%, e os tablets (mais especificamente o iPad sozinho) acumula 3% dos megas consumidos pelos usuários.

Com isso, dá pra concluir algumas coisas. Primeiro, que mesmo em tempos de smartphones poderosos e tablets versáteis, a maioria dos usuários ainda não dispensaram o notebook ou netbook (e agora, os ultrabooks) para acessarem a internet em qualquer lugar. Segundo: tem muita gente que tem o iPad apenas no modo WiFi. Terceiro: um terço dos usuários acessam a web pelos smartphones de forma regular. E isso não é pouca coisa.

Fico curioso para saber como serão esses números no Brasil. Seria interessante saber qual é a média de consumo de dados pelos dispositivos móveis. Esses dados são valiosos para usuários, que podem ajustar o seu consumo de acordo com a média nacional (e de acordo com suas condições financeiras) e para as operadoras, que poderão ofertar pacotes de acesso à web mais próximos da média.

Bom, isso na teoria. Pois se depender das operadoras…. bom, melhor deixar quieto.