Eu estou nesse momento acompanhando o evento da Apple focado nos serviços da empresa. É a forma que Tim Cook encontrou para contra-atacar a queda de vendas dos produtos de hardware da empresa, especialmente no caso do iPhone.

A primeira novidade apresentada pela Apple é o novo Apple News+, que vai agregar em uma única plataforma jornais e revistas para consumo de conteúdo de qualidade e relevante para os seus usuários.

Tem uma coisa muito boa nesse anúncio.

A Apple decide dar relevância para o jornalismo sério, para os profissionais que dedicam a sua vida para oferecer ao mundo histórias reais e mais relevantes para o grande público. Que dedicam as suas vidas para serem testemunhas oculares da história, contando essas histórias como se fossem parte de suas histórias de vida.

Jornalistas que contam a história como ela é, e não baseada na distorção da narrativa.

Eu sei que a Apple quer ganhar dinheiro com o Apple News+. E quem não quer ganhar dinheiro nesse mundo? Todo mundo quer. Não podemos culpá-la por isso.

Mas em tempos onde as fake news se tornaram pauta do dia, com um coletivo alienado e cada vez mais considerando relevante a tia do zap zap, a Apple pode nesse momento estar fazendo um ótimo favor para o jornalismo global, oferecendo conteúdo de qualidade e credibilidade.

Como produtor de conteúdo, eu fico feliz em ver uma gigante como a Apple priorizando a informação e conteúdo para agregar valor aos seus serviços. Se pensarmos que a informação continua sendo o poder nas mãos de qualquer pessoa, a gigante de Cupertino está agregando um poder considerável com ela.

Eu gostei do Apple News+. Curti mesmo a ideia, inclusive na minha perspectiva de consumidor de conteúdo. A empresa estabeleceu parcerias com algumas das principais editoras dos Estados Unidos, e isso pode ajudar a resgatar vários desses negócios que estão afundando com a era da informação digital.

E com a promessa que o usuário não será perseguido com publicidade de forma alguma. O que é algo simplesmente excelente. Por um preço de apenas US$ 9,99 mês (somados, tem mais de US$ 8 mil por ano em conteúdos para o assinante), com direito a compartilhamento familiar sem custos adicionais.

Pena que o serviço não deve ser global. Mas acho que algumas pessoas na Amazon ficaram um pouco incomodadas com esse anúncio.