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A Huawei começa a cumprir com seus planos (quase promessas, quase profecias). Ultrapassar a Apple e se tornar, mesmo que momentaneamente (ou nesse momento em que escrevo esse post) a segunda colocada no mercado global de vendas de smartphones não é pouca coisa. E por vários motivos.

Para começar, quem aí realmente achava que a Huawei tinha essa bala na agulha toda?

Como eu sei que ninguém levantou a mão dizendo “EU”, é importante relembrar o tamanho do feito da empresa. A Huawei saiu de marca pequena, amplamente conhecida por fabricar modelos de qualidade questionável, para se tornar uma das fabricantes das linhas Nexus da Google, entregando dispositivos de qualidade e ganhando credibilidade até mesmo com alguns dos analistas mais exigentes.

A empresa fez questão de deixar de lado um pouco os mercados mais acessíveis para apostar com mais ênfase nos mercados de smartphones intermediários e, principalmente, dispositivos top de linha. Mas não apenas abandonou os modelos mais simples, mas decidiu não mais ser conhecida como a fabricante que só fazia smartphones de gosto duvidoso e qualidade questionável.

A Huawei tinha uma meta: se tornar líder do mercado de smartphones até 2020 (depois, ampliou o prazo para 2021). Muitos achavam que esta era uma missão quase impossível, não apenas pela onipresença das gigantes Samsung e Apple no setor, mas também pelas demais ameaças asiáticas que ganhavam terreno.

Porém diante desse devaneio futuro, a empresa já conseguiu superar um imenso desafio: ultrapassar a Apple no mercado global, assumindo temporariamente a segunda posição.

Por mais que essa vice-liderança tem tudo para ser temporária, já que no próximo trimestre a Apple deve recuperar esse posto com os novos iPhones, vemos nessa troca um claro sinal de força da Huawei. Um sinal de que o projeto deles é sério, e que não pode ser subestimado por ninguém. A empresa apresentou nos últimos anos dispositivos de ótima qualidade entre os modelos top de linha, e com uma relação custo-benefício consideravelmente melhor do que os smartphones de Cupertino.

Somando todos os fatores envolvidos, podemos dizer que, mesmo sem ter uma constatação de roubo direto de cota de mercado da Apple, a Huawei é uma das que mais se beneficia nesse momento na variação das participações entre os principais vendedores de smartphones, e por méritos próprios, já que cresce de forma sustentável dentro do segmento.

Nos próximos trimestres, veremos sim uma batalha titânica entre Apple e Huawei pela vice-liderança do mercado de smartphones. Será muito interessante ver se os asiáticos conseguem sustentar esse movimento de alta, e se os norte-americanos conseguem recuperar uma segunda posição consolidada com novos e esperados iPhones.

Serão meses muito intensos, meus amigos.