AppleWatch

O co-fundador da Apple, Steve Wozniak, afirmou que o Apple Watch “não é uma compra atraente”. A declaração foi feita na Future Transport Summit, evento realizado nesse último final de semana em Sydney (Austrália).

Não é a primeira vez que Wozniak dificulta o trabalho do departamento de marketing da Apple. Afinal de contas, se o co-fundador da empresa não gosta dos seus produtos, fica um pouco mais difícil convencer o restante dos mortais das vantagens e necessidades desses produtos.

Palavras de Wozniak:

“O dispositivo simplesmente não oferece muita potência de cálculo, e é frustrante depender da conectividade dos smartphones”.

Esse não é um problema apenas do Apple Watch, e Wozniak fala de um modo geral dos demais wearables disponíveis no mercado, como relógios e pulseiras inteligentes que não conseguem decolar nas vendas como os fabricantes esperavam. A indústria do dispositivo vestível possui um grande potencial, mas ainda está muito verde tanto no hardware como no software, sem falar que é muito dependente dos smartphones. No caso do Apple Watch, totalmente dependente do iPhone para um funcionamento pleno.

As primeiras gerações contam com uma aproximação, mas nada comparável ao boom do smartphone. Enquanto um telefone inteligente se transformava em uma necessidade pelo aumento das funções que iam além das comunicações por voz, o smartwatch tem um longo caminho a percorrer antes de chegar nesse nível.

Em resumo: o gadget vestível ainda é um acessório, e não uma necessidade, pelo menos por enquanto. A Apple deve apresentar o Apple Watch 2 na conferência WWDC 2016 de junho. Será um bom momento para uma nova evolução porque, apesar de tudo, a Apple lidera no segmento em vendas, e segue sendo a única a criar expectativas e algumas necessidades, algo que nesse momento o consumidor não visualiza.

Nem mesmo o co-fundador da Apple, Steve Wozniak.