Compartilhe

Daqui até o dia 26 de abril de 2018, data de estreia de Vingadores: Guerra Infinita, vamos revisar todos os filmes da Marvel Cinematic Universe, em reviews semanais (em alguns casos, dois por semana). Nosso objetivo é apresentar toda a caminhada até aqui.

Provavelmente minha perspectiva sobre os filmes será diferente daquelas que tive quando escrevi os reviews no calor da emoção. Em alguns casos, os filmes não tiveram review, porque o SpinOff.com.br ainda não existia, ou porque não fazíamos a cobertura do conteúdo de cinema que fazemos hoje.

Desse modo, uma nova série de posts nasce no blog, como aquecimento para um dos maiores eventos do cinema em 2018.

 

 

Capitão América: O Primeiro Vingador (2011)

 

 

Não é o meu filme preferido da Fase 1 da Marvel Cinematic Universe, mas é o filme que melhor apresentou seu personagem central, criando um envolvimento emocional que perdura até hoje.

Capitão América: O Primeiro Vingador é um dos mais redondos filmes da MCU. É um filme rico em detalhes, com uma narrativa regular, e que consegue criar uma empatia muito forte com os fãs do personagem e com aqueles que não eram tão próximos ao mesmo. Aliás, vai além: não só consegue assentar as bases do grande evento que viria a seguir (Os Vingadores) como já prepara para o próximo desafio do próprio Capitão América: o Soldado Invernal.

Chris Evans é um acerto e tanto nesse papel, e é ótimo ver como ele só vai melhorar nos próximos filmes. Aliás, a Marvel acerta muito bem no tempo em colocar Os Vingadores logo após o filme do Capitão América, já que estabelece conexões entre os opostos imediatos dentro dessa primeira grande geração de heróis da MCU: Tony Stark e Steve Rodgers.

Em Capitão América: O Primeiro Vingador, já é possível ver como as filosofias e visões de mundo desses dois personagens são completamente opostas, mesmo sem haver um primeiro encontro entre eles. Aliás, é natural que Rodgers tenha uma certa aversão à Stark, mesmo com o fato de que foi por causa dos experimentos de Howard Stark que Steve se tornou o Capitão América, incluindo o seu poderoso escudo. As consequências que esse experimento resultou deixaram marcas profundas na personalidade do soldado de mais de 70 anos.

 

 

Outro detalhe interessante no Capitão América é que seu patriotismo exacerbado pode tanto incomodar a algumas pessoas como ser o grande combustível para que outras tantas abracem o personagem de corpo e alma. Eu mesmo me incomodo com o patriotismo, pois em alguns momentos ele afeta o julgamento de Steve, a ponto dele quase beirar ao chato. Mas é perfeitamente compreensível e coerente com o personagem que ele se propõe a ser. Algo que, ao rever o filme, fica mais aceitável para meus critérios atuais.

Capitão América: O Primeiro Vingador tem uma produção grandiosa, com efeitos visuais excelentes. Já contando com o envolvimento do genial Kevin Feige (o homem à frente da MCU hoje), é um filme que dá continuidade ao tal ‘ajuste fino’ alcançado em Thor, mostrando de vez que a Marvel entendeu como são os tipos de filmes que eles querem fazer. Ou melhor, como o seu público quer assistir aos filmes dos seus personagens.

É um filme importante dentro desses 10 anos da MCU, pois estabelece o segundo personagem mais importante de toda essa história. Algo fundamental para as demais fases desse projeto, e um dos segredos para esse enorme sucesso que a franquia cinematográfica da Marvel alcançou.

Próximo passo: o grande evento. Os Vingadores.

 

 


Compartilhe