Ir ao conteúdo

Aquecimento Vingadores: Guerra Infinita | Homem-Formiga (2015) | Cinema em Review

Compartilhe

Daqui até o dia 26 de abril de 2018, data de estreia de Vingadores: Guerra Infinita, vamos revisar todos os filmes da Marvel Cinematic Universe, em reviews semanais (em alguns casos, dois por semana). Nosso objetivo é apresentar toda a caminhada até aqui.

Provavelmente minha perspectiva sobre os filmes será diferente daquelas que tive quando escrevi os reviews no calor da emoção. Em alguns casos, os filmes não tiveram review, porque o SpinOff.com.br ainda não existia, ou porque não fazíamos a cobertura do conteúdo de cinema que fazemos hoje.

Desse modo, uma nova série de posts nasce no blog, como aquecimento para um dos maiores eventos do cinema em 2018.

 

 

Homem-Formiga (2015)

 

 

Eu cheguei a duvidar que daria certo. E que bom que eu estava errado. Homem-Formiga entrega, de forma improvável, uma diversão singular e de qualidade, além de reforçar e progredir com as bases da Marvel Cinematic Universe com sustentabilidade.

É um dos melhores filmes da Marvel, e muitos o consideram superior em relação ao filme anterior, Vingadores: Era de Ultron. Estamos diante do filme mais minimalista de todos os apresentados pela MCU, mas combinando a leveza de sua trama com a ação que sempre deve se fazer presente nessas tramas.

Aliás, todos os aspectos envolvendo sua produção são impecáveis, mas com uma maior preocupação em entregar uma história bem delimitada, com personagens com maior identidade própria e espaço para respirarem dentro do próprio filme.

Para isso, a maior dose de humor se fez necessária, com uma constante competente e linear, que funciona o tempo todo. Paul Rudd tem charme e timing de comédia, mas foi ajudado por um inspiradíssimo Michael Peña, que se adequou a quase todas as cenas que apareceu.

Isso fez com que o tom do filme fosse mais leve, onde o humor toma maior importância, mas sem cair nos erros de outros filmes da Marvel de saturar as cenas de ação com a comédia. Há várias brigas em Homem-Formiga, mas deixando um tom mais equilibrado no conjunto final.

É um filme com um dos orçamentos mais limitados e, mesmo assim, consegue explorar todas as suas possibilidades, com exceção de alguns poucos detalhes que não comprometem o resultado final.

 

 

O seu próprio enredo reduz o espectro de sua história, e em vários momentos tudo é um pouco mais acelerado do que o desejado. Isso limita um pouco os personagens e sua reações, mas em compensação temos um ritmo mais ágil que não incomoda. É tudo acertado e funcional, e se não fosse assim, o filme não iria tão bem.

Mas o que Homem-Formiga faz muito bem é apresentar um novo personagem sem dar uma importância excessiva para que o mesmo faça parte desse universo Marvel. Há elementos que o posicionam nesse universo, mas tudo faz parte da história do filme e estão perfeitamente integrados para manter sua natureza única.

Paul Rudd faz com que seja impossível não gostar de Scott Lang. Michael Douglas e Evangeline Lilly estão bem alinhados com os seus personagens, e Corey Stoll se sai muito melhor do que o esperado, com um vilão interessante (não é um dos melhores, mas tem motivações bem definidas, o que o torna bem equilibrado).

 

 

Por fim, Homem-Formiga é entretenimento que funciona como o filme que quer ser. Agrada como um filme de ação, diverte na sua comédia e consegue ser carismático de modo competente.

Encerra bem a fase 2 da Marvel, mesmo sem exatamente preparar para os grandes passos que a esse universo vai avançar daqui para frente. Aliás, nem é tanto a missão desse filme. Seu principal e real objetivo é cumprido sem grandes dificuldades: apresentar um personagem que, até aquele momento, era um grande desconhecido.

E eu repito: cheguei a duvidar que o filme iria funcionar.

 

 


Compartilhe
Publicado emResenhas e Reviews