Aquecimento Vingadores: Guerra Infinita | Pantera Negra (2018) | Cinema em Review

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Daqui até o dia 26 de abril de 2018, data de estreia de Vingadores: Guerra Infinita, vamos revisar todos os filmes da Marvel Cinematic Universe, em reviews semanais (em alguns casos, dois por semana). Nosso objetivo é apresentar toda a caminhada até aqui.

Provavelmente minha perspectiva sobre os filmes será diferente daquelas que tive quando escrevi os reviews no calor da emoção. Em alguns casos, os filmes não tiveram review, porque o SpinOff.com.br ainda não existia, ou porque não fazíamos a cobertura do conteúdo de cinema que fazemos hoje.

Desse modo, uma nova série de posts nasce no blog, como aquecimento para um dos maiores eventos do cinema em 2018.

 

 

Pantera Negra (2018)

 

 

Pantera Negra é diferente dos demais filmes da Marvel Cinematic Universe, por dois motivos muito fortes: 1) é um filme que tem voz própria; 2) é um filme que sabe o que quer, e investe nisso com força.

O personagem foi apresentado no ótimo ‘Capitão América: Guerra Civil’, o que não impediu que ele fosse reapresentado, para mostrar suas origens. T’Challa está prestes a se tornar o rei de Wakanda, e seu fascinante mundo é apresentado, assim como todas as suas regras e forma de viver.

À princípio, pode parecer mais do mesmo. Mas fato é que Wakanda tem vida própria, com seus próprios ritos e uma assombrosa tecnologia desenvolvida, fazendo os especialistas dos filmes de James Bond parecerem pessoas ridículas, e sem perder a seriedade da questão.

 

 

Temos um filme com várias cenas de ação em um ecossistema muito bem controlado, com várias cenas espetaculares de montagem típicas dos filmes da Marvel, que acabam ficando mais genéricos do que o desejado. Porém, esse filme progride de forma que tal detalhe é amortizado pela própria história.

Pantera Negra não é um filme especialmente profundo, mas se preocupa em ter personalidade própria. Tanto nos personagens como no próprio filme. Não cria um divisor de águas na Marvel, mas se percebe um claro interesse em dar ao seu roteiro uma dimensão mais humana do que a proposta voltada para adolescentes dos demais filmes desse universo.

Com isso, todos os personagens contam com algo que os define. Vários personagens femininos estão bem alinhados, algo não muito comum nos filmes da Marvel, e com ótimas interpretações de Lupita Nyong’o, Danai Gurira e Leticia Wright. E elas tornam Pantera Negra um filme ainda melhor.

 

 

Mas o principal do filme é o seu protagonista e o seu principal antagonista. Chadwick Boseman é perfeito para nos ensinar tudo sobre Wakanda, e Michael B. Jordan tem a força emocional que todo vilão precisa ter, mesmo não sendo justo qualificá-lo como tal.

Aqui, a presença do vilão vai crescendo, com bom desenvolvimento de suas motivações, mostrando uma peculiar visão do imperialismo e o colonialismo que adiciona ainda mais profundidade ao filme.

Tudo isso é adornado por um acabamento visual de primeira qualidade, entregando uma Wakanda deslumbrante, bem diferente das demais produções da Marvel. Sem falar que Martin Freeman e Andy Serkis conquistam o destaque merecido no longa.

Aliás, este último é um dos alívios cômicos de um filme onde o humor é bem contido, para não desequilibrar o peso dramático da história. É um dos trunfos do longa, e com a ótima trilha sonora, temos aqui um filme único dentro da MCU.

Pantera Negra trabalha o drama humano para ir um passo além do puro entretenimento. Até consegue melhorar na batalha final, já que vai direto ao ponto nesse aspecto, sem cansar o espectador.

 

 

Vários temas são abordados, ajudando o filme a se conectar melhor com o público afro-americano, que até agora não tinha um herói para se identificar. As motivações do vilão também ficam bem claras, de modo que é fácil tomar partido para um dos lados. Porém, o filme deixa claro que nenhuma das opções é uma escolha perfeita.

Por fim, Pantera Negra é um ótimo entretenimento, indo além de sua natureza como espetáculo visual. Pode não ser o melhor filme da Marvel em sua história, mas é muito mais interessante conceitualmente do que o habitual, sem se complicar. Tem personalidade muito bem trabalhada em todos os níveis, chocando em pequenos detalhes e se tornando um filme muito interessante de se assistir.

Com isso, encerramos o nosso preparativo para Vingadores: Guerra Infinita. Chegou a hora de assistir ao maior filme de heróis da história do cinema.

 

 


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