Press "Enter" to skip to content

As operadoras vão “dividir para conquistar” em nome do crescimento do mercado mobile no Brasil?

Os provedores de serviços de Internet estão estagnados no segmento de telefonia móvel, pois todo mundo já comprou os celulares ou smartphones que tinham que comprar, e a migração entre as operadoras através da portabilidade está estagnada.

Quem mais sofre com essa história são as empresas que operam em modo MVNO, que são as operadoras virtuais que, em sua maioria, são menores ou regionais. Além de contar com a competição com as principais operadoras, precisam se fazer visíveis em um mercado dominado pelas três grandes empresas do setor (Claro, Vivo e TIM).

Será que ainda é possível inovar dentro do segmento para conquistar novos clientes?

 

Inovar é preciso

O que alguns executivos sugerem é que as operadoras precisam usar a sua proximidade com os clientes para criar ofertas competitivas, algo que, sinceramente, eu duvido que vá acontecer tão cedo.

Digo isso porque Claro, Vivo e TIM tomaram medidas nos últimos meses que espantaram os clientes, como aumento de planos, redução de benefícios e o famigerado fim do zero rating, que era o grande trunfo de qualquer operadora.

Há quem diga que o desaparecimento da Oi Móvel, que chegou a ter 17% de mercado antes de ser adquirida por concorrentes, é um exemplo de que as operadoras precisam aprender o tempo todo, reagir rapidamente aos sinais de crise e abraçar uma enorme resiliência para se manterem competitivas.

Eu concordo com tudo isso.

O ponto é que não vejo nenhuma operadora de telefonia móvel indo além do básico neste momento. E a grande maioria das ofertas apresentadas não são tão competitivas quanto parecem.

E aquelas que podem valer a pena obrigam o usuário a permanecer por um ano na operadora, em uma fidelidade forçada.

 

As parcerias estratégicas

Outra saída para as operadoras é justamente as parcerias com as MVNOs. Justamente por serem menores, essas operadoras virtuais podem oferecer propostas mais agressivas nos preços dos planos.

E por tabela, as grandes operadoras aumentam suas respectivas carteiras de clientes. Neste momento, existem mais de 300 provedores de MVNOs em modelo white label no Brasil, e considerando o volume de usuários e a capacidade de manter uma operação sustentável, unir forças pode ser a saída para todos os envolvidos.

Os cases que reforçam a viabilidade dessas alternativas existem. Resta saber se as grandes operadoras que controlam o setor terão uma visão estratégica mais aberta para compreender que o “dividir para conquistar” é uma das alternativas para que todos consigam evoluir.

E Claro, TIM e Vivo deixam várias dúvidas se o plano sugerido pelas MVNOs pode se tornar algo viável em algum momento.

Por enquanto, na minha mente, tem um grande “EU DUVIDO”. Mas o tempo sempre entrega as respostas que precisamos.

 

Via TargetHD