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Tudo de mim e um pouco mais…

Author Archives: Eduardo Moreira

Metamorfose Ambulante | Raul Seixas, 1973

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O mundo está em constante transformação. E você precisa se transformar com ele.

Um mundo que gira. Felizmente. Não vivemos estáticos nem mesmo no universo que nos cerca. Aliás, precisamos sempre lembrar, de tempos em tempos, que somos apenas uma pequena fração, um milionésimo de um universo que só existe porque existiu um movimento de contração e expansão constantes.

Uma constante transformação. Movimentos de mudança do estado da matéria e da alma.

Tudo muda nessa vida. Tanta coisa mudou na minha vida em tão pouco tempo, que eu me assusto de vez em quando. Porém, eu escolhi mudar. Eu decidi que queria todas essas mudanças. Eu quis tanto mudar, e mudei tanta coisa, que decidi abraças as mudanças como um dos combustíveis da minha vida.

Mudar é o que me deixa vivo hoje.

Mudar é o que me permite acompanhar esse mundo que muda rapidamente. O tempo todo, constantemente. Mudar me permite acompanhar essas incríveis transformações que me rodeiam e me acertam todos os dias. Me motiva a dar passos, sempre com o desejo de chegar a algum lugar.

E, efetivamente, me permitem chegar a algum lugar.

Eu prometi para mim mesmo que jamais manteria a minha mente fechada para conceitos e pré-conceitos. Que iria abraçar as mudanças como fases, processos de desenvolvimento intelectual, físico, moral e espiritual.

Jamais iria acreditar naqueles que pregam que mudar constantemente significa ser dissimulado, seguir de acordo com a maré ou agir com falta de identidade. Pessoas que pensam assim dos outros não conseguem mais mudar. Ou não conseguem encarar as mudanças como um processo natural da vida. Se esquecem que, como seres humanos, nós passamos a vida mudando. Nosso corpo, gostos, desejos, objetivos, vontades… conceitos, pensamentos… sentimentos…

O tempo ensina a gente a mudar. O tempo ensina a gente a querer mudar. O tempo ensina que mudar sempre é o melhor presente que podemos dar para nós mesmos se queremos crescer e vencer.

As metamorfoses da minha vida me transformaram em uma pessoa muito melhor do que eu sonhei em ser. Posso não ter chegado onde queria chegar, mas cheguei a locais fantásticos. Conheci pessoas incríveis, que me inspiram a seguir caminhando, que me motivam a me transformar em alguém ainda maior do que posso vir a ser.

Sim, isso mesmo: alguém maior do que posso vir a ser. Pois não sei como será o futuro. E é essa incerteza sobre o futuro que me motiva a cada vez mais abraçar e compreender as metamorfoses da minha vida com intensidade, paixão e respeito ao tempo.

Aprendi a respeitar o processo de aprendizado. A respeitar os ensinamentos do tempo, e modificar pensamentos, sentimentos e atitudes em função do tempo. Aprendi a valorizar a caminhada, as paisagens que iria testemunhar ao longo da jornada. Aprendi a valorizar quem iria caminhar comigo ao longo da jornada, ou das pessoas que iria encontrar ao longo do caminho. Aprendi a deixar o melhor de mim para essas pessoas, na esperança de receber o melhor delas.

E, dessa forma, construir o melhor de tudo o que eu receber da vida.

As mudanças da minha vida me tornaram um cara com mais perspectivas de futuro. Com mais vontade de viver intensamente, realizar coisas fantásticas, fazer mais aquilo que me faz feliz.

As metamorfoses da minha vida me fizeram escrever esse texto em um aeroporto, às 7h30 de uma manhã de quarta-feira, antes de seguir viagem para mais um dia de trabalho. Do trabalho que eu escolhi. O trabalho que paga minhas contas, o meu sustento, os meus luxos… mas é o trabalho que eu amo.

Da vida que eu amo viver.

Da vida cheia de mudanças que estão por vir.

Mudanças elas que me tornarão alguém ainda melhor do que sou hoje.

“Metamorfose Ambulante”
(Raul Seixas)
Raul Seixas, 1973