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Há pouco mais de um ano era anunciada a notícia que mudaria o rumo do WIndows Phone para sempre: a Microsoft adquiria a divisão de dispositivos móveis da Nokia, iniciando assim a consolidação de uma estratégia que faria com que a empresa se transformasse na responsável pelo hardware e software de sua plataforma móvel.

A Microsoft também anunciava uma hipotética maior abertura para outros fabricantes que contavam com acordos. A ideia era que mais e mais marcas apostassem no Windows Phone, mas… o que realmente mudou para o sistema operacional de um ano para cá?

 

Um ano de transição

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2014 foi um ano de transição para o Windows Phone: a compra da Nokia estava associada a uma complexa fusão de equipes de desenvolvimento, que tiveram que ser ajustados para evitar redundâncias e ajustar custos.

As temidas demissões foram uma das notícias esperadas nesse processo de absorção, e das 18 mil demissões anunciadas, 12.500 postos eram de trabalhadores da Nokia Devices and Services. O processo foi acontecendo ao longo dos últimos meses, e não devem parar por aí.

Mas isso parece não ter sido obstáculo para que vários lançamentos acontecessem. O Microsoft Lumia 535 (por exemplo) é o primeiro dispositivo com assinatura do time de Redmond, removendo de vez a marca Nokia do seu vínculo com a família de dispositivos Lumia.

Os últimos modelos Nokia foram o Lumia 735 e o Lumia 830, dois modelos de linha média muito centrados na parte fotográfica. O Lumia 530 parecia ser relevante – até o lançamento do Lumia 535 -, enquanto que os modelos de linha média só recebeu o Lumia 930 em abril, tentando competir com os modelos mais completos do mercado. O modelo chegaria acompanhado de um novo membro dos produtos de linha média, o Lumia 630 e sua variante 4G/LTE, o Lumia 635.

Por outro lado, vimos a consolidação do Lumia 520 como um dos modelos mais vendidos da história da Nokia, e em julho a Microsoft confirmava que eles venderam mais de 12 milhões de unidades desse modelo desde o seu lançamento. O Lumia 520 impulsionou a cota de mercado do Windows Phone, e se transformou no exemplo claro de um dispositivo de baixo custo com ótima experiência de usuário.

 

O melhor Windows Phone da história

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Todos esses lançamentos receberam a grande novidade de 2014: o Windows Phone 8.1, uma versão que trouxe uma grande quantidade de novidades.

Entre elas, destaco o Action Center, a nova tela inicial, o suporte ao modo de escrita ‘swype’ no teclado nativo e as melhoras em outras áreas como sensores, o navegador Internet Explorer, entre outras.

Mas o protagonista do Windows Phone 8.1 é o Cortana, o assistente de voz da Microsoft (que, por enquanto, só fala inglês). Ainda com margem de melhora, fica claro que o Cortana quer se transformar no pilar fundamental da nossa experiência de uso com o smartphone.

As mudanças são importantes, e transformam o Windows Phone 8.1 em uma plataforma madura. O seu catálogo de software segue bem limitado, e as ausências de algumas ferramentas importantes para os usuários volta a ser um ponto fraco. Mesmo assim, a solução da Microsoft evoluiu de forma notável.

 

Cada vez mais difícil competir com um duopólio

Os movimentos da Microsoft no terreno de hardware e software em 2014 não parecem ter um impacto significativo na sua cota de mercado, e nos últimos anos vemos o Android e o iOS concentrando a maior parte do mercado em suas mãos.

A evolução do Windows Phone nos últimos anos foi algo sensível, mas não se consolidou nos últimos meses. De fato, o crescimento de sua cota estagnou na maioria dos países onde o sistema está presente. A Itália é o único país que realmente aposta no Windows Phone, com 15.2% de mercado (em setembro de 2014), enquanto que os demais países apenas variaram de forma tímida, com aumento e queda, dependendo do país.

O lançamento dos novos iPhone 6 e iPhone 6 Plus impactaram nesse movimento, que pode ser maior nos próximos trimestres, promovendo mudanças sensíveis na atual posição do Windows Phone e até na liderança dominante do Android.

 

Um 2015 mais interessante

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2014 foi um ano difícil para o Windows Phone, e a Microsoft deve realizar mudanças radicais depois da compra da Nokia. A situação do mercado mobile oferece muitos obstáculos para a gigante de Redmond, mas a empresa está dando passos bem interessantes para o futuro. A visão de Windows unificado, onde o núcleo de todas as plataformas passa a ser o mesmo, é algo bem interessante.

Mesmo que isso represente o fim do Windows Phone, e o começo do Windows 10.

A filosofia ‘One Windows’ que a Microsoft prega é muito promissora, e mesmo que não pareça que o sistema vai ameaçar a relevância do Android e do iOS, temos que reconhecer os seus planos de se adaptar e se renovar. Veremos se sua aposta será acertada ou não.

O ano de 2015 se encarregará de responder essa pergunta.


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