Depois de anos sendo analisada e estudada, a tal “carne sem carne” ou carne de mentira virou mainstream, e agora todo mundo quer esse “alimento” (se é que dá para chamar assim). Porém, os fabricantes desse tipo de ‘carne’ estão em apuros, porque não tem ‘carne’ para todo mundo.

 

 

A nova carne de mentira pode morrer pelo sucesso?

 

A demanda nos restaurantes norte-americanos é enorme (15% de todos os restaurantes dos Estados Unidos). E o motivo não poderia ser mais evidente: as pessoas estão procurando esses produtos, mesmo sendo mais caros. Até o Burger King decidiu entrar nessa, com o Impossible Whooper, registrando um aumento de 17% de visitas em suas unidades que oferecem esse produto (enquanto que a rede de fast food como um todo cai 2%).

Quem ganhou com esse boom da carne de mentira foram as empresas que lideram o setor, como a Beyond Meat e a Impossible Foods, que receberam investimentos porque muitos detectaram essa oportunidade de lucro. Mas o problema persiste: essas empresas podem cumprir com a demanda?

 

 

Esse rápido crescimento está batendo forte nas empresas. Mesmo porque não estamos falando em processamento de tofu ou cogumelos como os hambúrgueres veganos. Os novos produtos manipulam proteínas e adotam procedimentos bem mais complexos.

Sem falar que essas empresas não contam nem com cadeias de distribuição, o que dificulta a logística para os produtos chegarem até os restaurantes.

O grande segredo da carne de mentira é que este é um produto caro, e deve continuar assim nos próximos anos. O hambúrguer da Beyond Meat custa quase o dobro de um hambúrguer normal, e o da Impossible Foods não é muito mais barato. E o mais surpreendente é que muitas empresas se mostram reticentes a dar o passo justamente pelas dúvidas que esses preços geram, e temem que o produto não tenha futuro muito além de ser uma novidade.

E os mais receosos podem estar certos nesse caso. O grande desafio da carne de mentira é não morrer mesmo no mainstream. E, ao que tudo indica, não é uma missão fácil.

 

Via WSJ