@oEduardoMoreira

Meu mundo tech, pop e geek!

Arquivo para a cateoria: Top 10

[Top 15] Videoclipes que vi na MTV Brasil | #3 Racionais MCs, “Diário De Um Detento”

by

racionais-mcs

Racionais MC’s | Diário De Um Detento | Sobrevivendo No Inferno | 1998

Cada sentença um motivo, uma história de lágrima, sangue, vidas e glórias.
Abandono, miséria, ódio, sofrimento, desprezo, desilusão, ação do tempo.

O massacre da penitenciária do Carandirú aconteceu em outubro de 1992, e só agora, em 2013, mais de 20 anos depois, e os envolvidos são julgados e condenados. Alguns deles não podem pagar pelos seus crimes, pois faleceram antes da questão ser devidamente julgada pelo judiciário brasileiro. E o fato de uma música (e videoclipe) como “Diário De Um Detento” ainda ser tão atual, mesmo falando de um assunto que já tem duas décadas, só mostra para mim como as coisas estão erradas no Brasil, em várias esferas.

Os Racionais MC’s contam com o mérito de se transformarem em um dos maiores fenômenos fonográficos do Brasil. Se o cenário do rap nacional estava em expansão, eles representam o ápice, uma vez que eles conseguiram a façanha de vender mais de meio milhão de cópias oficiais dos seus CDs, vindo de uma gravadora pequena, e sem contar com o apoio da grande mídia. O único canal que passava o seu videoclipe na íntegra em horário nobre (detalhe: o videoclipe tem aproximadamente 8 minutos de duração) era a MTV Brasil.

Isso, sem falar nas cópias piratas, que o próprio grupo admitia que existiam no mercado. Eles estimavam que, com as cópias não oficiais, eram pelo menos mais de 2 milhões de cópias de “Sobrevivendo No Inferno”. E eu não duvido disso.

Talvez essa música tenha me causado mais o impacto de engajamento do que de qualquer outra coisa. Obviamente, a letra pesada e as imagens fortes chamaram a atenção, e isso torna o videoclipe sensacional. Mas a consciência que o assunto que a música aborda é inegavelmente acionada. Ainda mais quando os réus do massacre do Carandirú ainda são julgados. E alguns deles ainda podem recorrer da pena, e continuarem livres.

Tem muita coisa errada no judiciário brasileiro. A prova disso está nos tais “recursos infringentes” que foram recentemente aceitos pelo STF aos réus do Mensalão. Aliás, vivemos em uma democracia que se sustenta através de uma máquina “democrática” viciada, onde os mais poderosos tem todos os recursos para não irem para a cadeia, e os mais pobres acabam ficando entregues ao próprio destino.

Não me entendam mal. Assassino, sequestrador e autor de crimes hediondos devem responder pelos mesmos na cadeia. O problema é o sistema prisional brasileiro, a nossa justiça, o sistema de reintegração do indivíduo à sociedade, a violência e corrupção que se faz presente na polícia e nos órgãos responsáveis pela segurança pública… ou seja, eu sei que bandido tem que ficar preso. Mas também sei que nenhuma rebelião pode ser contida com AR15 e bombas de efeito moral.

 

Para saber os critérios dessa escolha, clique aqui.

[Top 15] Videoclipes que vi na MTV Brasil | #4 Skank, “Resposta”

by

skank

Skank | Resposta | Maquinarama | 2000

Ainda lembro que eu estava lendo
Só pra saber o que você achou
Dos versos que eu fiz
Ainda espero Resposta…

Tá, eu sei. O Skank fez vídeos melhores, mais bem produzidos e com maior rotatividade na MTV Brasil. Mas “Resposta” eu considero a música que virou a chave da história da banda. E foi a música que marcou o início da mudança mais importante da minha vida.

Em 2000, eu já estava apaixonado por Dalva Teruel Pavan. E pelas inúmeras dificuldades da vida (e das nossas respectivas existências, cada um com suas famílias, impedimentos e preconceitos), a forma que a gente se comunicava um com o outro era através de cartas. Na verdade, antes disso, a gente já se comunicava por cartas, no tempo que ela precisou ficar em Campinas por outros motivos da vida. E, mesmo depois disso, mantivemos esse costume. Pela nossa conveniência, e pelo prazer de ler as palavras escritas um para o outro.

Então, quando ouvi essa música no rádio pela primeira vez, eu fui fisgado de imediato. As primeiras frases da música se encontravam diretamente com os meus desejos, propósitos e sentimentos. Foi inevitável não ter aquele sentimento de saudade inexplicável de quem já faz parte de sua vida, mesmo não estando na sua vida todos os dias.

E quando vi o videoclipe, tudo se encaixou. O fato de tudo acontecer em um simples atravessar de rua em um semáforo, onde no nosso mundo real só aconteceria em 30, 40 segundos no máximo. Mas são desses poucos segundos que o destino precisa para atuar e poder fazer com que duas almas se encontrem, se conectem. Uma concepção simples, conceitual, em um preto e branco que não é bem um preto e branco. De qualquer forma, é direto, objetivo. Artístico.

Sabe, de certo modo, uma parte de mim ainda espera as respostas das cartas que não obtive resposta. As respostas das cartas que escrevi para Dalva, mas que nunca foram enviadas. Ou que nunca chegaram. A outra parte de mim já teve a resposta: um casamento que vai completar 10 anos de existência em 11 de outubro.

 

Para saber os critérios dessa escolha, clique aqui.

[Top 15] Videoclipes que vi na MTV Brasil | #5 Titãs, “Epitáfio”

by

titas

Titãs | Epitáfio | A Melhor Banda de Todos os Tempos da Última Semana | 2002

Queria ter aceitado as pessoas como elas são
Cada um sabe a alegria, e a dor que traz no coração…

Foi difícil escolher um trecho dessa música para colocar nas aspas. É difícil até hoje assistir esse videoclipe. Talvez, de toda a lista, esse é o clipe mais objetivo, pessoal, emocional. Ainda mais com todos os aspectos envolvidos.

Em 2002, eu estava decidido a dar o passo mais importante da minha vida: me casar. Ser feliz com a mulher que eu amo. Correr os riscos de uma convivência a dois, com uma diferença grande de idade, com a não aprovação dos meus pais (na época), com o preconceito das pessoas com mente pequena. Eu estava disposto a tudo para ficar ao lado da Dalva.

Mas tinha medo.

Medo de como a minha vida iria mudar, de como seria depois, das dificuldades, das brigas. De perdê-la. De me perder no meio do processo. Medos talvez condizentes com a minha idade na época (22 anos), ainda mais pelo fato que aconteceu tudo o que eu previ que aconteceria, e em alguns aspectos, até pior. Porém, nada disso foi suficiente para fazer com que eu me perdesse, ou perdesse o amor da minha vida (completamos 10 anos de casamento em outubro).

Então, eu vi “Epitáfio” pela primeira vez.

Esse videoclipe estreou depois da morte de Marcelo Fromer. Mesmo com uma clara conexão com essa perda, o vídeo também foi um recado claro, direto, sem meias palavras (ou imagens): aproveite o hoje, não perca o seu tempo.

E sim. Eu realmente devia ter amado mais, ter chorado mais (mais até do que eu choro, pois sou um chorão). Deveria ter aproveitado mais o meu tempo ao lado da pessoa que hoje me ama do jeito que eu sou. Me aceita com minhas virtudes e defeitos. Deveria ter dito o “eu te amo” antes, para ter mais histórias para contar.

Sim. Deveria ter respeitado mais as pessoas como elas são. Tenho o grave defeito de exigir um “padrão de qualidade” que não existe em mim. Devia ter recebido mais pessoas na minha vida, ao meu redor. Devia ter olhado para o Sol, nascendo e se pondo todos os dias, mostrando que a vida continua, apesar das perdas.

Hoje, não perco mais tempo na vida. Vivo intensamente. Busco de forma incansável aqueles que querem estar ao meu lado. Afinal de contas, nunca saberei se a qualquer momento eu estarei diante do epitáfio dessas pessoas.

Não tenho mais medo da morte. Porque procuro celebrar a vida a cada segundo.

 

Para saber os critérios dessa escolha, clique aqui.

[Top 15] Videoclipes que vi na MTV Brasil | #6 Planet Hemp, “Queimando Tudo”

by

planet-hemp

Planet Hemp | Queimando Tudo | Os Cães Ladram, Mas a Caravana Não Para | 1997

Não adianta armadilha, mermão, eu não caio
E muito menos cabeça de pobre é pára-raio
A mente aguçada, mermão, eu sei que isso te espanta
Mas eu continuo queimando tudo até a última ponta

Vocês podem não acreditar no que eu vou dizer, mas: eu não bebo nada alcoólico, não fumo, e nunca usei nenhum tipo de drogas ilícitas (mas sei quando alguém está fumando maconha… acredite, tem gente que não sabe identificar o cheiro). E você não acreditar em mim não faz a menor diferença, pois é a minha palavra contra a sua. Sou contra a legalização das drogas (mas sou a favor de uma regulamentação específica para usuários não serem presos por motivos torpes). Mas, independente de qualquer posicionamento pessoal sobre o assunto… eu acho o Planet Hemp o máximo!

Veja bem: essa talvez foi a banda que a MTV Brasil mais brigou pelo direito de colocar os seus videoclipes no ar. Foi proibida de exibir o clipe de “Legalize Já” (por motivos óbvios), mas isso não impediu que o canal promovesse não só a sonoridade do grupo, que recebia várias influências musicais (indo do rap, passando pelo rock, pegando um pouco do eletrônico, uma pitada de samba, etc), mas principalmente o espírito transgressor, que foi o que me chamou a atenção neles.

Não é difícil de explicar esse ponto. Tá, eu sei que durante a ditadura militar, o Planet Hemp sequer existiria. Mas ver em 1996 uma música sendo censurada era um tanto quanto pesado demais. E, quando você imaginava que eles fossem pegar pesado com tudo e todos pela censura de “Legalize Já”, eles foram para o bom humor, com a ótima “Queimando Tudo”.

E isso, em uma música de protesto. Que começa com uma das frases mais engraçadas da música brasileira: “eu canto assim porque eu fumo maconha…”. Na hora, a minha mente falou “caraca, esse cara está falando isso em rede nacional… DE NOVO?”

Talvez nós ficamos todos muito sérios, e não entendemos a piada que o Planet Hemp queria fazer. Não era a pura e simples apologia à maconha (até porque eu entendo que entra nessa quem quer, e não é uma música que vai me fazer usar a tal Cannabis Sativa), mas sim aquele desejo de dizer “como vocês são hipócritas! Não estamos dizendo para você fumar maconha. Queremos dizer que não queremos ser discriminados e presos por fumar maconha”.

Sim, eu sei. Eu não gostaria que meu filho um dia começasse a usar drogas, e não é nenhum incentivo que as crianças vejam os adultos fumando maconha. Da mesma forma que não vejo como bom exemplo adultos fumando cigarro e bebendo cerveja diante dos filhos. Mas esse não é o tema desse post.

Fato é que: sem a MTV Brasil, jamais entenderia as piadas do “Quem Tem Seda”, do “Ex-Quadrilha da Fumaça”, e muito provavelmente perderia o jeitão de drogados de Marcelo D2, B-Negão, Black Alien e companhia.

E, de novo: ouvir o Planet Hemp não me torna um drogado, ok, pais? Até porque vocês ouviram Caetano Veloso, Gilberto Gil, Os Mutantes, Tom Zé e tantos outros na década de 1960, e nem por isso saíram por aí usando substâncias alucinógenas, certo?

Ou eu estou enganado?

 

Para saber os critérios dessa escolha, clique aqui.

[Top 15] Videoclipes que vi na MTV Brasil | #7 Raimundos, “Eu Quero Ver o Oco”

by

raimundos

Raimundos | Eu Quero Ver o Oco | Lavô, Tá Novo | 1995

Eu quero é ver o oco

Essa foi uma das bandas que eu efetivamente conheci assistindo a MTV Brasil. Talvez essa seja uma das maiores contribuições do canal musical para o cenário musical brasileiro. Afinal de contas, quando o Raimundos não era nada, foi a MTV Brasil que foi lá fazer matéria com eles. E foi o canal o primeiro a exibir os seus videoclipes.

Esse não é o melhor videoclipe dos Raimundos. Existem outros muito melhores (I Saw You Saying, Andar na Pedra, Mulher de Fases, Deixa eu Falar…). Porém, esse é, basicamente, o videoclipe que colocou a banda no mapa em definitivo, mostrando o que eles poderiam fazer musicalmente. Gravado em um ferro velho de Los Angeles (EUA), com uma mecânica bem simples, e sem nenhum grande chamativo estético (pelo contrário; é um clipe visualmente primitivo nas imagens), chamou a minha atenção por justamente se conectar com a proposta da música.

O som de “Eu Quero Ver o Oco” é ruidoso. É um rock com guitarras distorcidas, uma linha de baixo bem marcada, uma bateria poderosa, e um Rodolfo fazendo o que ele sabe muito bem fazer: interpretar a canção, que é a narrativa de um moleque que tinha a “simples” missão de trazer o carro novo da família para casa.

“Eu Quero Ver o Oco” é mais uma daquelas músicas que lembra a minha rebeldia de juventude. É aquela música que se comunica com aquele desejo de mostrar ao mundo que pode. Mesmo sem poder. Lembra as peripécias juvenis, as pequenas delinquências escolares (sim, aprontamos algumas nos tempos de colegial). Lembra o meu tempo de estudante colegial. Aquele desejo de fazer o que não devia, o que não pudia, mas o que queria ser feito.

O clipe foi exibido à exaustão na MTV Brasil, mas ninguém se cansava dessa música. Como disse, colocou o Raimundos no mapa, e nos apresentou uma das melhores bandas da história do rock nacional. Hoje, não é mais a mesma. Falta alguém (e vocês sabem quem) para completar esse casamento perfeito, que culminou no “forrocore”, que foi muito bem recebido pela audiência.

Enfim… bons tempos de “semi-delinquente juvenil” que não voltam mais…

 

Para saber os critérios dessa escolha, clique aqui.

[Top 15] Videoclipes que vi na MTV Brasil | #8 Legião Urbana, “Perfeição”

by

legiao-urbana

Legião Urbana | Perfeição | O Descobrimento do Brasil | 1993

Venha, o amor tem sempre a porta aberta
E vem chegando a primavera
Nosso futuro recomeça
Venha, que o que vem é Perfeição!…

Eu confesso que esse é um dos clipes escolhidos nessa lista que está posicionada muito mais pela música do que pelo videoclipe em si. Admito que quando vi o clipe dessa música pela primeira vez na MTV Brasil, me decepcionei. Esperava algo mais conectado com aquilo que a letra da música passa. Porém, entendi que a banda queria mesmo promover a capa do disco cuja música pertencia. Mais: entendi também que “nem tudo é perfeito nesse mundo”.

A Legião Urbana, com o passar do tempo, gera sentimentos difusos entre as gerações. Tem gente que ama a banda, e entende que Renato Russo é o Deus Salvador do rock nacional. Já outros simplesmente não suportam mais ouvir a frase “é preciso amar as pessoas como se não houvesse o amanhã”, e amaldiçoa o seu compositor.

Apesar de entender os dois lados, em mim, a Legião Urbana foi realmente muito importante, e aí quem viveu aquela época vai entender os sentimentos e motivações para o jovem se aproximar daquelas composições. É mais ou menos como a série Lost: só vai entender o que foi quem viu a série no momento que ela foi exibida. Dito isso, a letra de “Perfeição” é um choque moral para todos. Você não consegue passar indiferente diante de uma letra que mete o dedo na ferida de todo mundo, despertando alguns dos piores defeitos comuns do ser humano (e do brasileiro, em específico), e colocando tudo dentro da nossa perspectiva pessoal, mostrando que todos nós temos essas mazelas dentro de nós.

Eu não sou perfeito. Estou bem longe disso. Talvez a letra dessa música seja aquele grito de alerta que cada um precisa ter para ser a cada dia um pouco melhor. O problema não é ter defeitos, mas sim, não enxergá-los em si. Por conta do orgulho, da vaidade, da arrogância. Confesso que não sei aceitar muito bem as críticas que me são dirigidas (pois só eu sei o quanto eu luto todos os dias para fazer o que faço). Por outro lado, eu sei que preciso reconhecer essas críticas como mecanismos de melhora para minha vida profissional e pessoal.

E o que torna essa música especial: mesmo com tantas mazelas, vícios e deficiências naturais de todo e qualquer ser humano, a letra se conclui com um voto de esperança que, no final, com tudo isso, nós temos a vida perfeita. Ou aquela vida que deve ser. E ter o controle para mudar tudo isso, recomeçar, refazer os passos. E ser feliz no final da jornada.

“Perfeição” me lembra que o primeiro passo para a dita felicidade é o perdão. Mas o perdão à nós mesmos. Ninguém é capaz de perdoar ninguém se não se perdoar, se não se aceitar. Trabalhar nos erros latentes em nosso caráter é uma forma de nos perdoarmos. Não se acomodar com os louros do sucesso. Não se envaidecer com os elogios. Persistir na observação interna daquelas características que nos tornam pequenos diante das possibilidades de um melhor convívio com aqueles que nos amam, e uma maior compreensão com aqueles que nos odeiam.

E, no final das contas… “venha, que o que vem é perfeição” (que é sempre relativa, nunca absoluta… mas aprenda a ser feliz com isso).

 

Para saber os critérios dessa escolha, clique aqui.

[Top 15] Videoclipes que vi na MTV Brasil | #9 Pato Fu, “Made in Japan”

by

pato-fu

Pato Fu | Made in Japan | Isopor | 2000

Hotondo no buhin wa, Nihon-sei
Watashi wa, omotta no “Aa, shikataganai”

ou

Fiquei estarrecido ao perceber
Que metade das peças eram japonesas! “É o começo do fim!”

A tecnologia sempre fez parte da minha vida. Desde pequeno, quando ganhei os meus primeiros brinquedinhos “high tech” (naquelas, porque eram apenas brinquedos. O brinquedo que me despertou o interesse por esse mundo tecnológico foi um Pense Bem (TecToy), que não era um computador de verdade, mas fiquei por horas e horas brincando com o produto, detonando várias pilhas de tamanho médio durante o uso.

Da mesma forma como eu amo o processo de criação musical, a organização das notas, a estrutura musical de uma partitura, eu simplesmente amo escrever nos dias atuais sobre tecnologia. Comecei bem novo com a parte de programação (BASIC, DBASE III e Cobol, no começo; Turbo Pascal na faculdade), mas depois mudei para o lado da editoria de tecnologia, que era uma área mais promissora. Hoje, vi que fiz a coisa certa, mas em partes. Entendo que comecei nesse mundo dos blogs mais tarde do que o ideal. Se tivesse começado antes, minha vida daria mais certo.

De qualquer forma, “Made in Japan” está aqui por ser um dos clipes mais tecnológicos que o Brasil já viu. Eu já gostava do Pato Fu pelos vídeos anteriores, pela musicalidade, pelo bom humor nas músicas, e pela proposta de fazer uma música pop com sonoridades diferenciadas, mas sem abrir mão da modernidade e da tecnologia.

E, quando vi o videoclipe de “Made in Japan” pela primeira vez na MTV Brasil, eu fiquei feliz. Para a época, era a prova que o videoclipe nacional havia chegado em um ponto de maturidade incrível. Não era só a criatividade, mas também todos os recursos técnicos, gráficos e computacionais que um dia precisavam ser utilizados por alguma banda nacional.

Eu fiquei simplesmente embasbacado com a estreia do videoclipe, e considerando que a TV em alta definição ainda estava engatinhando no Brasil, foi o máximo ver o resultado gráfico desse videoclipe. Hoje, para alguns, ele pode parecer um videoclipe mais “básico”, onde é possível ver algumas imperfeições nos recursos utilizados para sua produção.

Para mim, nada disso importa. “Made in Japan” segue sendo um daqueles videoclipes que eu assisto, e penso: “isso é sensacional”. É um daqueles clipes que me lembram por que é legal viver em um tempo onde os recursos tecnológicos são avançados o suficiente para chegar aos resultados que temos hoje.

E como foi ótimo ver o começo disso tudo.

 
Para saber os critérios dessa escolha, clique aqui.

[Top 15] Videoclipes que vi na MTV Brasil | #10 Câmbio Negro, “Esse é o Meu País”

by

cambio-negro

Câmbio Negro | Esse é o Meu País | Círculo Vicioso | 1999

Brasil, primeiro mundo, todo mundo feliz!

Era um cenário muito favorável para o rap nacional. Os bons grupos de rap estavam se consolidando, acompanhando o sucesso do Racionais MCs, que no ano anterior obteve a façanha de vender meio milhão de cópias de um único CD (Sobrevivendo no Inferno), sem aparecer na grande mídia. E isso, sem contar os CDs piraras (palavras da própria banda).

Então, em 1999, o pessoal do Câmbio Negro decidiu levar a sério essa história de videoclipe, e nos entregou um dos clipes mais legais da história da MTV Brasil. Eu confesso que não conhecia direito o som deles, mas fiquei fã dos caras por causa de “Esse é o Meu País”, que possui uma edição muito bem feita, uma direção de arte, e uma letra matadora.

Aliás, aqui está fechada (por enquanto), uma “trinca”, pois os dois últimos clipes que indiquei foram “canções de protesto”. Essa aqui é mais uma, mas com uma viés diferente. Já que tudo o que se passa na letra da música é um sonho, a perspectiva é como se tudo fosse uma doce realidade. Uma realidade que eu ainda quero.

Realidade que a maioria quer. De novo: só a minoria está feliz e satisfeita com os dias atuais. Queremos mesmo é mais hospitais, mais escolas, profissionais melhores, uma educação melhor… queremos um país de primeiro mundo! Pode chamar a gente de “insatisfeito”. Qualquer um fica insatisfeito quando o governo adota placebos para resolver problemas, arrancando do cidadão comum mais de R$ 1 trilhão em impostos – em 2012. Em 2013, essa marca já foi superada.

Então, de tempos em tempos, temos que ver esse videoclipe. Pra gente se lembrar de qual é o objetivo final das manifestações e protestos.

 

Para saber os critérios dessa escolha, clique aqui.

[Top 15] Videoclipes que vi na MTV Brasil | #11 Gabriel o Pensador, “Até Quando?”

by

gabriel-o-pensador

Gabriel, o Pensador | Até Quando? | Seja Você Mesmo (Mas Não Seja Sempre o Mesmo) | 2001

Na mudança de atitude não há mal que não se mude, nem doença sem cura
Na mudança de postura a gente fica mais seguro
Na mudança do presente a gente molda o futuro

Para mim, quem acha que “o Brasil está bem, está tudo certo, quem reclama é reaça”, ou é vendido, ou não sabe o que “reaça” quer dizer, ou é parente do Zé Dirceu (ou do Genoíno, ou do Lula, da Dilma, do Serra, do Alckmin… a lista é longa). Fora eles, não entendo como alguém pode ficar satisfeito com tudo o que está acontecendo.

Em 2001, quando essa música foi lançada, o governo atual era o de Fernando Henrique Cardoso. E as pessoas não estavam satisfeitas. Queriam o direito legítimo da mudança. A mudança veio. Não estamos gostando da mudança. Precisamos mudar de novo, e quantas vezes forem necessário. Até quando? Até acertar, oras!

Não é possível que, com o passar das décadas, com tantos políticos corruptos, com a Lei de Gérson, com o “jeitinho brasileiro”, nós estamos condenados a ter políticos com essa estirpe o resto da vida. Aliás, se a síntese do “cada povo tem o governo que merece” for verdadeira, nós estamos ferrados. Ou pelo menos descobrimos do que é feita a moral do povo brasileiro.

Por falar nisso, será que um dia o cidadão comum, pai de família, que é preso por roubar um pacote de bolacha para matar a fome do seu filho de quatro anos, que chora nos braços da mãe debaixo de uma ponte qualquer, vai ter direito a tal “ampla defesa?”. Eu acho que não.

Quando “Até Quando?” estreou na MTV Brasil, o recado foi muito claro, e de certo modo, foi entendido na época. Agora, 12 anos depois, entenderam o recado de novo. Música e vídeo nesse caso se encaixam mais uma vez pela simplicidade na proposta de edição e produção, e no foco na mensagem mais relevante: fazer o brasileiro médio (que é burro e acomodado) sair do sofá, e cobrar de quem você elegeu o dever de fazer direito. De cuidar de você.

Aliás, dona Dilma, é sempre bom lembrar: ser presidente do Brasil não é nenhum favor. Foi eleita pelo voto do povo. Logo, é sua OBRIGAÇÃO. Você é funcionária nossa. Faça direito, ou vamos tirar você daí e encontrar outro que faça. E vamos obrigar que seja feito direito. Nem que seja na base da força.

E é sempre bom lembrar desse videoclipe, de tempos em tempos. Se o gigante acordou, “Até Quando?” precisa ser uma das cafeínas, para manter esse mesmo gigante sempre alerta.

 

Para saber os critérios dessa escolha, clique aqui.

[Top 15] Videoclipes que vi na MTV Brasil | #12 Charlie Brown Jr, “Não É Sério”

by

Charlie-Brown-Jr

Charlie Brown Jr. (part. Negra Li) | Não é Sério | Nadando Com os Tubarões | 2000

Eu vejo na TV os que eles falam sobre o jovem, não é sério
O jovem no Brasil nunca é levado a sério

2013 foi o ano que o contexto dessa música mudou um pouco. Os jovens foram para as ruas, para serem levados a sério. 2013 também marcou mais uma perda para a estrutura da banda Charlie Brown Jr., que acredito eu, deve encerrar as suas atividades a partir de agora. De qualquer forma, quero aqui confessar que eu gostava sim de Charlie Brown Jr em 2000. Era condizente com a minha idade.

Era um som novo. Diferente. Com sonoridade diferente. Você pode até dizer que mais da metade da letra de “Rubão, o Dono do Mundo” não é letra (e eu concordo com você). Mas no caso de “Não é Sério”, estamos lidando com algo mais político. Comercial ou não, não importa. Até porque a lista é de videoclipes, não de músicas necessariamente.

Mesmo assim, o casamento de música e vídeo, nesse caso, foi mais uma vez algo com resultados felizes. O simbolismo da melancia, que era o ponto comum entre a orgia dos poderosos, e o sagrado alimento da família humilde foi o que me chamou a atenção nesse videoclipe. Como um mesmo elemento pode ser o elo de ligação de dois mundos tão diferentes. E como esse elo de ligação se faz forte e presente nos dias atuais.

Acho que a minha geração dos “vinte e poucos anos” não entenderam isso da forma adequada. Ou se acomodaram, porque não se enxergavam em nenhum dos dois grupos. Precisavam se tornar adultos para se indignar, e mesmo assim, só se indignaram quando viram a geração anterior indo para as ruas, protestar sobre o que estava acontecendo.

Mesmo assim, não importa. O “Não é Sério” de 2000 foi importante. Foi um começo para enxergar que as coisas, naquela época, já estavam erradas. Valores errados, injustiças, corrupção. E a pior de todas as mazelas: a impunidade.

O grande problema do Brasil hoje não é a corrupção. É justamente a impunidade. É aquela sensação que os corruptos não serão punidos, e que a justiça não favorece o lado mais fraco. Que quem é ladrão, bandido, mensaleiro ou carteleiro vai se dar bem, não importa o que aconteça.

Mesmo assim, eu acredito que “essa porra um dia vai mudar”.

 

Para saber os critérios dessa escolha, clique aqui.

[Top 15] Videoclipes que vi na MTV Brasil | #13 Cidade Negra, “Firmamento”

by

cidade-negra

Cidade Negra | Firmamento | O Êrê | 1996

Todo verbo que é forte
Se conjuga no tempo
Perto, longe, o que for

Todas as vezes que eu vejo esse videoclipe, eu me lembro da minha família. Mais: me lembro especificamente de minha mãe. Ela ainda está viva, cuidando dela (assim espero). Temos nossas diferenças de tempos em tempos, mas com o passar dos anos, eu percebi que ela não vai mudar. Que ela é a minha mãe. E que eu a amo assim mesmo.

Quando nos tornamos mais velhos, nós percebemos que a maioria dos pais (sim, pois existe a minoria que é simplesmente desprezível) lutam desesperadamente pela nossa felicidade. Buscam o melhor para nós, e até tentam a todo o custo que nós, filhos, não venhamos a repetir os erros que eles cometeram. Nem sempre são bem sucedidos no processo, mas não podemos culpá-los por tentar. Minha mãe, da maneira dela, fez isso.

Cometeu erros e excessos por muitas vezes. Eu também passei dos limites por diversas vezes. Mas hoje, em 2013, entendo que o que aconteceu na época é que era um processo turbulento de entendimento de duas almas que tentavam ainda se conhecer, mesmo que uma seja originária da outra, e mesmo em uma convivência de 17 anos. Na época, minha família era bem rachada. Hoje, como todo mundo cresceu, e os netos chegaram, ela se tornou mais próxima, mais cúmplice no compromisso de uma boa convivência comum.

Talvez a distância realmente ajude a aproximar as pessoas. A distância, as dificuldades, as saudades.

“Firmamento” é um clipe excelente. Mostra de forma simples essa coisa boa de estar em família. De ter aquelas pessoas que nos querem bem incondicionalmente perto da gente, ao nosso lado. De entender e preservar as nossas raízes mais profundas. Pois são essas raízes que vão nos sustentar nas piores tempestades. Confesso que antes de ver esse videoclipe na MTV Brasil, eu não dava muita bola para essa música do Cidade Negra. Porém, depois que vi o clipe pela primeira vez, a música passou a fazer todo o sentido.

E, como disse lá atrás… penso muito na minha mãe ao ouvir essa canção. E ela só passou a me conhecer melhor quando durante uma discussão, essa música começou a tocar no rádio. E pedi para que minha mãe parasse um instante com a gritaria, e disse: “por favor, ouça essa música! É parte do que eu sinto por você”.

E até hoje, eu penso: “o que é que eu vou fazer agora se o seu Sol não brilhar por mim?”

 

Para saber os critérios dessa escolha, clique aqui.

[Top 15] Videoclipes que vi na MTV Brasil | #14 Lulu Santos, “Aquilo”

by

lulu-santos

Lulu Santos | Aquilo | Calendário | 1999

Outra vez a mesma história, volta sempre a acontecer

1999… vai ser só mais um ano… um dia na vida, uma gota no oceano… ops, essa é outra música. Enfim, 1999 foi um dos melhores anos em termos de música, e um dos melhores anos da minha vida. Estava me definindo como homem que paga suas contas e seus impostos, estava definindo o meu progresso profissional (inciado cinco anos antes)… mas faltava alguma coisa.

Faltava o amor.

Na verdade, com 20 anos de idade, você já sabe o que é o amor. Pelo menos, na teoria. Talvez você não o entenda, mas tem uma vaga ideia do que é se sentir amando alguém. Não que essa música me ensinou o que é amar, mas o seu videoclipe mostrou de forma tão peculiar diferentes e singelas formas de amor (mesmo que com uma linguagem completamente abstrata e de livre interpretação para quem está assistindo), que a música automaticamente se tornou uma das minhas trilhas sonoras daquele ano.

Até porque foi nesse ano que eu me dei conta de que estava realmente apaixonado pela mulher que hoje é a minha esposa.

Mas preferi ficar quieto, pois tinha a diferença de idade (ela é bem mais velha que eu), tinha a minha mãe (que era neurótica… bom, é até hoje, mas ela pode: é mãe), meu pai (que não dava muita bola para isso), e minhas irmãs (cada uma arrumando os seus próprios problemas). Enfim, uma família como outra qualquer.

Eu vivia naquele turbilhão todo, arrumando meus próprios problemas. Ainda tentando me encontrar. Mas percebi com “Aquilo” que eu sabia o que era sentir “aquilo” (que não é no sentido bíblico) por uma pessoa só. Eu sabia qual era aquela pessoa. Queria aquela pessoa. E deveria ser apenas uma questão de tempo. E, de fato, foi.

Gringo Cardia fez um ótimo trabalho nesse videoclipe. Com uma proposta retrô (década de 1950 total), em preto-e-branco, com um ótimo ritmo de edição, e com uma música que é um excelente hit pop. Aliás, o que Lulu Santos tem hoje de chato (quem assiste The Voice Brasil sabe do que eu estou falando), ele tem de excelência e qualidade como hitmaker. Ele sabe como compor músicas de qualidade. Sabe como tocar corações e mentes com harmonias e letras que se conectam diretamente com a alma daqueles propensos à isso.

Não foi nada difícil escolher essa música. Até porque ela foi um dos itens que me ajuda a dizer para minha esposa a frase “eu te amo”.

 

Para saber os critérios dessa escolha, clique aqui.

[Top 15] Videoclipes que vi na MTV Brasil | #15 Marisa Monte, “Segue O Seco”

by

marisa-monte

Marisa Monte | Segue o Seco | Verde, Anil, Amarelo, Cor-de-Rosa e Carvão | 1995

Ô chuva vem me dizer
Se posso ir lá em cima prá derramar você

A primeira vez que vi “Segue o Seco” na MTV Brasil eu tinha 16 anos de idade. Estava em um momento de mudanças na minha vida. Mudanças de perspectivas, de visão de mundo. Estava detectando quais eram os meus reais sonhos, e onde precisava seguir para realizar esses sonhos.

Aí, vem a Marisa Monte, faz um videoclipe visualmente belíssimo, com uma “indireta” direta e reta, para me lembrar que meus sonhos ainda eram possíveis. Pior era a vida daqueles que viviam de sonhos, mas pelas dificuldades naturais do meio que os cerca, não poderiam concretizar os seus anseios ou necessidades (o que era mais grave). Levei um choque, pois apesar de saber que a vida em regiões inóspitas do Brasil era algo muito complicado, não me lembrava mais dessa realidade. Tinha caído no comum. No trivial. E não podia pensar dessa forma sempre.

Eu acho esse videoclipe algo simplesmente lindo. Confesso que a primeira vez que o vi, as lágrimas foram inevitáveis. Pela simplicidade e objetividade. Poucos vídeos casam tão bem com a música. Explorava um drama que ainda persiste na vida de muitos brasileiros (a seca, a falta de água para plantio e agricultura, as condições de vida miseráveis pela falta d’água, etc), mas mostrando isso na TV como uma expressão de arte.

Seria fácil gostar de Marisa Monte. Desde antes, com “Bem Que Se Quis”, que é uma das obras primas de Nelson Motta. Mas, se eu descobrisse a existência de Marisa Monte nesse videoclipe, teria me apaixonado pela artista que ela é naquele momento. Até hoje carrego o respeito e admiração pela artista até hoje, pela sua independência e sensibilidade.

O multi-premiado videoclipe de “Segue o Seco” me ajudou a acordar para a vida. A entender que meu sofrimento não é maior que o dos outros. Que existe um mundo lá fora, em pleno movimento, em constante transformação. Me mostrou que era possível mostrar um videoclipe como expressão de arte. Foi a primeira vez que um videoclipe me fez chorar. Por me fazer sentir algo que eu não consigo explicar até hoje o que realmente pode ser.

Mas minha mente e meu coração entendem que é algo de elevada qualidade.

 

Para saber os critérios dessa escolha, clique aqui.

[Top 15] Os clipes que vi na MTV Brasil que marcaram a minha vida | Apresentação

by

mtv_logo

Pois é. Eu entrei na onda da nostalgia. Me peguei vendo os momento finais da MTV Brasil, que encerra as suas atividades no dia 30 de setembro. E, com a morte desse canal, decidi fazer uma série de posts, compartilhando com vocês os 15 clipes que vi no canal que marcaram a minha vida, de uma forma ou de outra.

Por que estou fazendo isso? Bom, primeiro porque esse é o meu blog, e escrevo nele o que eu quiser. Segundo, porque eu adoro música. Eu tenho as trilhas sonoras da minha vida, e acredito que, sem música, a vida não faz sentido (muito menos a MTV). Terceiro, porque eu já estava pensando em criar uma série de posts sobre temas diversos, para começar a compartilhar com vocês um pouco mais daquilo que eu penso e gosto.

E porque, apesar de não achar o fim da MTV Brasil uma coisa ruim (até porque a marca MTV continua no Brasil), também entendo que é o fim de um ciclo. Algo que faz parte da vida. Nem tudo nesse mundo é eterno, logo, temos que celebrar aquelas coisas que estão partindo, mas que foram importantes para a nossa existência.

Inicialmente, esta era para ser uma lista de Top 10, mas decidi adicionar cinco vídeos que não poderiam ficar de fora (e para completar a lista até o último dia de atividades do canal, 29 de setembro). Se algum dia eu fizer uma nova lista de qualquer coisa, ela será de um Top 10. Prometo (ou não).

A série de posts vai começar amanhã (15/09), e vai terminar no dia 29/09, último dia de programação da MTV Brasil. Oficialmente, o canal se encerra no dia 30/09, com a estreia da nova MTV na TV por assinatura no dia 01/10. Se você ainda tem dúvidas sobre essa mudança toda, a Mãe Dináh pode te ajudar.

Critérios para essa playlist: 

1) de forma prioritária, os meus clipes preferidos, dentro das regras subsequentes. Não necessariamente precisam ser os melhores videoclipes, mas sim aqueles clipes que são especiais dentro dos meus 34 anos de existência.
2) videoclipes que vi primeiro na MTV Brasil.
3) videoclipes que estrearam entre 1990 e 2006. Motivo: depois disso, a própria MTV Brasil “matou” o videoclipe de sua programação, e entendo que foi aí o começo do fim do canal.
4) um artista não pode ter mais de dois videoclipes na lista.
5) apenas videoclipes nacionais.
6) pelo menos um videoclipe dos principais segmentos musicais do canal (rock, pop, mpb e rap)

É isso. A partir de amanhã, no horário da tarde, um post por dia, do #15 até o #1, com a minha lista dos clipes que fazem parte da minha vida, exibidos pela MTV Brasil.