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Razer é nova patrocinadora da equipe Keyd Stars de League of Legends

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A Razer anuncia o patrocínio à equipe Keyd Stars, uma das mais importantes do País e do mundo. Atualmente, a Keyd possui um time de League of Legends, que, além de utilizar equipamentos da Razer em treinos e em campeonatos, como o CBLOL (Circuito Brasileiro de League of Legends), levará a logomarca da empresa nas mangas de seus uniformes.

O patrocínio é valido até o final de 2015 e a exposição da marca Razer nos uniformes e em mídias da equipe será estendida a outros times da Keyd caso algum seja criado ao longo desse período.

 

Via assessoria de imprensa

As hashtags que você deve acompanhar durante o #SuperBowl XLIX

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Daqui a poucas horas acontece no University of Phoenix Stadium em Gleendale, Arizona (EUA) o #SuperBowl XLIX (ou #SB49), a final do campeonato de futebol americano da NFL. Como nos dias de hoje não tem mais muita graça ver qualquer coisa na TV sem comentar nas redes sociais, esse post dá algumas dicas das hashtags que vocês devem seguir durante o jogo, para acompanhar os comentários em tempo real no Twitter, e dois dias depois no Facebook #troll.

Não necessariamente temos que listar itens que são exclusivamente relacionados ao futebol americano. Estamos falando de um evento mundial, com várias referências à cultura pop, ao mundo da tecnologia e ao universo da música. O que torna o #SuperBowl algo acessível para praticamente qualquer pessoa.

Vamos lá? Ok.

A hashtag oficial da #NFL para o #SuperBowl é #SB49. É essa que deve ficar em maior evidência durante todo o jogo. Porém, não será surpresa se as tags #SuperBowl ou #SuperBowlXLIX figurarem nas primeiras posições. Porém, por uma questão de economia de espaço de caracteres, o #SB49 é a mais recomendada.

É claro, temos os dois times envolvidos: Seattle #Seahawks (campeão da NFC) e New England #Patriots (campeão da AFC). Os líderes naturais desse time são os seus dois QBs (ou Quarterbacks), #RusselWilson e #TomBrady (esse último também é carinhosamente conhecido como #Giselo… entendedores entenderão…), mas não são os únicos a receber destaque.

#RobGronkowski (ou simplesmente #Gronk) e #DannyAmendola, ambos dos #Patriots, devem ser observados de perto. Podem decidir a favor do time de New England, e são vozes ativas dentro de campo. Assim como #RichardSherman e #Marshawn Lynch, jogadores dos #Seahawks. Aliás, para Lynch temos mais duas hashtags interessantes: #BeastMode (por ser um running back praticamente indomável, com corridas furiosas contra a linha defensiva adversária) e #Skittles (doce favorito de Lynch; de acordo com a mãe dele, esse é o segredo de sua aptidão atlética).

O #SuperBowl tem como um dos seus atrativos o Show do Intervalo (o #HalftimeShow), que também deve ser acompanhado de perto por muita gente. Nesse ano, a atração musical fica por conta da cantora #KatyPerry, que contará com a ajuda do rocker #LennyKravitz. Esse é um dos momentos onde as hashtags relacionadas ao jogo devem ter um maior volume de mensagens postadas.

Algumas marcas investem pesado no #SuperBowl, seja patrocinando segmentos do jogo ou áreas relacionadas à liga (como é o caso da #Microsoft, que ofereceu pela primeira vez na história da #NFL tablets #Surface, para substituir as tradicionais pranchetas ou folhas de playbooks). Um exemplo do que estou falando é que hashtags da #GoDaddy, #Pepsi, #McDonalds, #Samsung, #Nike e outros anunciantes que tradicionalmente preparam propagandas comerciais especificamente para esse jogo devem ser impulsionadas ao longo da noite de hoje.

Ah, sim, claro… onde você pode ver o #SuperBowl?

Nos EUA, o jogo será exibido pela #NBC. No Brasil, a #ESPNBrasil vai exibir na TV paga, e o #EsporteInterativo fará a cobertura na TV aberta. Ao longo da temporada, a ESPN Brasil utilizou a hashtag #ESPNtemNFL durante os jogos, mas na final, a tag a ser utilizada deve ser mesmo a #ESPNtemSuperBowl49. O Esporte Interativo não definiu sua tag até o momento da produção desse post.

Enfim, acho que é isso. Essas são as principais.

Nos falamos no Twitter (@oEduardoMoreira) a partir das 19h. E bom #SuperBowl para vocês!

Jogar Super Mario World com uma flauta NÃO é uma boa ideia…

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Esse e o Wakou, e ele está tocando a flauta com o nariz. Mas não é só isso: enquanto ele faz isso, ele usa um programa chamado Audio Pad, que interpreta os sons da flauta, e os transforma em comandos para o game Super Mario World.

É ‘simples’: um Fá move o personagem para a direita, um Ré para a esquerda, e por aí vai… resumindo: uma tortura!

Wakou preparou um vídeo que mostra suas ‘habilidades’ ao jogar Super Mario World desse jeito. Não será estranho se, em breve, alguém criar a música para se jogar perfeitamente o jogo com a flauta. Mas sem tocar o instrumento com o nariz, pelo amor de Deus.

 

Via Kotaku

Temos um novo recorde de conclusão do game Super Mario World

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O gamer linkdeadx2 registrou o novo recorde mundial de conclusão do game Super Mario World (SNES). Ele zerou o jogo em apenas 9 minutos, 51 segundos e 12 milésimos. A marca foi obtida na modalidade de porcentagem livre, onde o objetivo não é completar 100% do jogo, mas sim, fazer isso no menor tempo possível.

A modalidade também permite que se aprecie as falhas no jogo, ou truques ocultos no mesmo. Aliás, nesse tipo de desafio, cada milésimo de segundo conta, e a quebra do recorde foi por milissegundos. Logo, não será de se estranhar que esse recorde de hoje dure pouco.

Vídeo a seguir.

 

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Essa é a reação das pessoas quando elas jogam Minercraft pela primeira vez

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Minercraft é um jogo diferente em vários aspectos, e os primeiros minutos no mundo virtual de construção podem ser muito desconcertantes. Esse vídeo coleta as reações mais interessantes de pessoas comuns jogando Minercraft pela primeira vez.

O vídeo foi elaborado pelo Buzzfeed, e apesar dos novos jogadores contaram com a ajuda de um especialista em Minercraft, algumas perguntas óbvias foram inevitáveis, o que torna o vídeo ainda mais interessante. Confira!

 

A história dos consoles portáteis da Nintendo, em um vídeo de 30 segundos

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Desde 1980 até os dias de hoje, a Nintendo reinou no mercado de consoles portáteis. Esse curto vídeo animado abaixo faz uma revisão dos consoles da empresa, desde as primeiras edições do Game & Watch com telas monocromáticas, at[e o Gameboy, e suas múltiplas versões.

O vídeo termina em 2012, com o Nintendo 3DS XL, mas dá uma ideia muito clara dessa evolução, mostrando alguns consoles que acabamos nos esquecendo com o passar do tempo. A animação foi feita pelo designer Dadot.

 

 

Seu personagem de Infinity Blade III, impresso em 3D a partir do próprio jogo

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O pessoal da Chair oferece a possibilidade de você ter dois dos personagens criados por você no jogo Infinity Blade III impressos e personalizados em action figures, com a ajuda da tecnologia de personalização da Sandboxr.

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As figuras contam com preços que variam entre US$ 30 e US$ 100, dependendo do tamanho escolhido (entre 9 e 15 cm de altura). A seguir, um vídeo demonstrativo do serviço.

 

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Assim é medida a distância percorrida por um jogador de futebol durante os jogos

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Como avaliar o desempenho de um jogador de futebol durante as partidas? As variáveis são muitas: passes dados, gols marcados, chutes à gol, recuperação de posse de bola… porém, dentre todos os itens, um se transformou em uma das principais referências para saber se um jogador foi bem ou mal em um jogo: a distância percorrida.

Muito se questiona o desempenho de um atleta pela quantidade de quilômetros percorridos por ele. Nesse post, falo um pouco do que pode acontecer com um jogador nesse aspecto, e o que o mundo da tecnologia tem a ver com isso.

 

As câmeras perseguem os jogadores (e seus números)

Vamos ver como a UEFA, uma das primeiras a incorporar esses dados de performance, conseguiu medir a distância percorrida pelos jogadores em campo. E a resposta está em uma empresa norte-americana, a Stats, que é de propriedade da Vista Equality Partners.

A Stats baseia o seu negócio no desenvolvimento de serviços de estatísticas para diferentes esportes. Dados de todo o tipo em um painel de controle permite o acesso à todas as informações de uma partida em tempo real. Até aí, nada de espetacular.

O que realmente interessa na Stats é o que eles batizaram de “player tracking”. Essa tecnologia vai além da medição de distância percorrida, e oferece outras variáveis individuais, como velocidade média e máxima, aceleração, velocidade com a bola, mapas de calor, distância total, vezes em que teve a posse de bola, entre outros.

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Os dados se separam entre equipes, jogadores e a bola. E é um volume de dados que disseca o jogo completamente.

Ok, a Stats mede muitos dados. Mas… como eles fazem isso?

Os dados coletados pelo Stats são obtidos por um sistema chamado SportsVU, que é um sistema de câmeras de alta definição que se divide em duas plataformas para fazer o registro dos movimentos em campo. É uma combinação de hardware e software simplesmente incrível.

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O SportsVU SV possui três câmeras que seguem os diferentes objetos do campo, obtendo as informações sobre a posição em três eixos (X, Y, Z), criando assim uma corrente de dados que são enviados em tempo real para computadores que os registram. Já o SportVU MV é um sistema de seis câmeras elevadas, que apóia os resultados enviados pelo sistema SV. Não é uma tecnologia perfeita (margem de erro de 3%), mas é suficientemente confiável para tirar conclusões do que acontece em campo.

Na última Copa do Mundo, foi a empresa italiana Deltatre a responsável pelas estatísticas dos jogos, em colaboração com as demais empresas responsáveis pela realização das partidas. Cada partida foi analisada, com suas informações enviadas em tempo real. De novo: como eles fizeram isso?

O sistema da Deltatre que segue os jogadores é parecido com o da Stats: várias câmeras seguem os movimentos de cada um para calcular a distância percorrida, gerando os mapas de calor. E esse parece ser o padrão para os próximos anos.

 

Fome de dados, falta de apetite para analisar esses dados

O que fica claro nesse ponto é que temos tecnologia de sobra para analisar diversas variáveis do jogo, que enriquecem de forma notável as estatísticas das partidas. Porém, ainda existem os mais céticos sobre a questão.

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Como aplicar esses dados de alguma forma? Além de munir o torcedor de dados para a conversa no bar no dia seguinte com os amigos, algumas estatísticas são realmente irrelevantes. Quem se importa com a velocidade máxima de um atleta durante um ataque? Ok, podemos formar um infográfico com os jogadores mais velozes, mas nada muito além disso.

Indo para o lado profissional, essas informações são bem mais úteis. Ver por onde os jogadores correram mais, analisar como o seu adversário se move em campo, e outros dados que podem oferecer conclusões e soluções para as equipes nos próximos jogos.

No basquete, temos um precedente com o Portland Trail Blazers: a equipe utilizou os dados de jogos anteriores e aqueles recebidos em tempo real para afinar um pouco mais a estratégia de jogo. O resultado? A melhor temporada da equipe nos últimos anos.

A melhor Copa do Mundo da minha vida

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Obrigado, futebol. Obrigado por ter voltado para casa. Obrigado por ter se sentido em casa. E por entregar ao fã de esportes e do futebol o seu melhor.

Obrigado, futebol. Obrigado por nos ensinar que um trabalho sério e organizado pode prosperar. Obrigado por não ser injusta. Obrigado por mostrar que trabalhar duro é algo que prospera. Que nos leva ao triunfo.

Obrigado, futebol. Obrigado pela dura lição dada em um 7 a 1. Não somos os melhores no futebol. Podemos voltar a ser. Só que o caminho da recuperação será bem longo. O trabalho precisa ser tão duro e sério quanto aqueles que hoje são os melhores do mundo. Não acredito que as coisas mudarão tão facilmente (nem que as coisas mudarão em alguns aspectos), mas ao menos a lição foi dada. De forma bem clara. Explícita até. E por causa disso, eu agradeço.

Obrigado, futebol. Obrigado por entender que o Brasil é um país cheio de mazelas, dificuldades, injustiças, corrupção e que tem até alguns brasileiros que humildemente chamo de “imbecis”. Mesmo com tudo isso, fomos elogiados por aqueles que vieram para cá. Em troca, você nos deu o seu melhor. Nos entregou uma Copa do Mundo maravilhosa, espetacular. Inesquecível.

Obrigado, futebol. Obrigado por colocar no espírito de cada um dos jogadores das 32 seleções o seu espírito. Mesmo com temporadas exaustivas e contusões, vimos um nível técnico altíssimo, jogos emocionantes, com alguns resultados surpreendentes. Eu agradeço por ter ficado diante da TV na grande maioria dos 64 jogos. O futebol precisava de uma Copa do Mundo como essa.

Por fim, muito obrigado, futebol. Obrigado por ter redespertado em mim os motivos pelos quais eu era apaixonado por esse esporte. Redescobri a paixão e o amor pelo esporte mais imprevisível de todos com essa Copa do Mundo.

Sabe, futebol, eu não deixei de amar você porque você me virou as costas. Eu deixei de amar você porque aqui no Brasil, cuidam muito mal de você. Me deixei ficar cego pela incompetência e descaso de dirigentes locais, sem perceber que a sua beleza vai acima das cartolagens, das maracutaias, dos superfaturamentos e de cambistas internacionais. Você, futebol, deve ser um dos motivos pelos quais nós, seres humanos, somos ainda mais humanos.

Obrigado, futebol. Obrigado por me trazer de novo o desejo de acompanhar jogos do meu time, de secar os adversários, de querer ver ainda mais o que acontece nas ligas europeias. Obrigado por me trazer o tesão de ver de novo uma partida de 90 minutos, de querer comentar na internet as jogadas realizadas, as transações, as polêmicas. Os campeonatos. O título. A Copa do Mundo.

Que durante os próximos quatro anos, eu possa me lembrar dos últimos 31 dias, esperando que a Rússia o receba de braços abertos. E que você, futebol, se sinta bem representado pela Alemanha. São os melhores no que fizeram por aqui, e deixaram lições que temos que aprender. Dentro e fora do campo.

Eu sou Eduardo Moreira. Tenho 35 anos de idade. E vi a melhor Copa do Mundo da minha vida. E, sem medo de errar, a melhor Copa do Mundo de todos os tempos.

Na próxima, que a Dona Lúcia treine o time…

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Em 2010, o Brasil foi eliminado nas quartas de final para a Holanda, em um segundo tempo “de pane”. Essa sim, pane. Hoje, o Brasil perde para a mesma Holanda de 3 a 0, provando que o que aconteceu na última terça-feira não foi “uma pane de seis minutos”. Aliás, o jogo de hoje foi tão sui generis, que Felipão sequer orientou o time direito. Então… que coloquem logo a Dona Lúcia! Sim! Aquela senhora da carta lida por Parreira.

Afinal de contas, mesmo que a Dona Lúcia traga chocolatinho quente para os nossos jogadores ao final de cada treino, ela faria com que a seleção brasileira treinasse em DOIS PERÍODOS, ou que realizasse treinos em campo NO DIA SEGUINTE AOS JOGOS. Sim, pois até a Dona Lúcia sabe que “os jovens precisam estudar, para aprender as lições”.

A Dona Lúcia não inventaria desculpas. Afinal, ela não entende de futebol, mas entende de caráter. Mais: Dona Lúcia também entende que colocar a culpa na arbitragem nunca resolve os problemas que existem em termos técnicos e táticos. Dona Lúcia também ensinaria aos jogadores que é muito feio ficar mentindo pra todo mundo ver, se jogando na área para simular pênaltis. Mesmo porque “menino que mente não ganha presente do Papai Noel no natal”.

Até a Dona Lúcia (que não entende de futebol, mas se conseguiu mandar um e-mail para a FIFA, deve ter jogado o FIFA 14 algum dia na vida) sabe que um time que só tem DUAS JOGADAS SUPER MANJADAS não consegue progredir em uma competição com times com diversas variações táticas e maior entrosamento. Aliás, a Dona Lúcia JAMAIS TREINARIA UM TIME COM TRÊS VOLANTES POR APENAS 15 MINUTOS. A voz da experiência e os anos de vida de Dona Lúcia a fariam treinar esse time nessa formação por mais vezes.

Aliás, a Dona Lúcia ouviria os seus olheiros/auxiliares, que a alertariam sobre a necessidade de povoar o meio campo contra a Alemanha, além de excluir o centroavante “cone” (que entra para a história como o pior centroavante brasileiro de todas as copas), certamente dizendo “meu filho, vai lá para o canto do castigo – o banco – e pensa no que você está fazendo de errado”.

Dona Lúcia… queremos a senhora comandando a seleção brasileira. Não porque a senhora entende de futebol. Mas porque qualquer um de nós entende mais de futebol que José Maria Marin. Seu otimismo e fé na atual comissão técnica são louváveis. Nós perdemos tudo isso. Pois foram 10 gols em 180 minutos. Um gol a cada 18 minutos.

Não foi uma pane de seis minutos.

Em 2018, que venha a Dona Lúcia. Quem sabe a cartinha dela, os bolinhos de chuva e as cartinhas de estímulo tirem o time da CBF do buraco sem fundo que se enfiou. Até porque a Dona Lúcia é “a voz de uma nação” no entendimento de Carlos Alberto Parreira.

E pensar que eu havia deixado de chamar esse time do “time da CBF”… vou ter que retomar essa denominação. Pois esse time não é a seleção brasileira. É o time dos cartolas. O time dos vampiros que estão destruindo com o futebol brasileiro.

Um time que já é treinado pela “Dona Lúcia”. Seja lá quem for essa senhora. Quem sabe ela não é um fruto das mentes alucinadas que estão dentro da CBF…

Meu avô precisa pedir perdão para Barbosa e a seleção de 1950

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O meu avô foi um ingrato. Aliás, toda a geração do meu avô foi muito injusta. Culpar Barbosa pela derrota do Brasil contra o Uruguai na final da Copa do Mundo de 1950 é de uma injustiça sem tamanho. Pra começar, um time é composto de 11 jogadores. Depois, ninguém coloca o mérito do Uruguai nessa vitória. Por fim, depois da humilhação sofrida pelo time do Felipão ontem, a primeira coisa que meu avô e seus amigos velhinhos que falam mal de tudo e de todos sentados no banco da praça jogando dominó deveria fazer é pedir perdão para Barbosa, e para todo o time de 1950.

Aliás, não só nossos avós. Nós, brasileiros, como um todo, precisamos pedir perdão ao time de 1950.

O 7 a 1 sofrido ontem faz o 2 a 1 de 1950 parecer um ótimo resultado. De novo: eu sei que foi triste na época. Muito triste. Foi tão traumático, que nunca mais o Brasil jogou de branco. Mudamos tudo, a ponto de vencer cinco campeonatos mundiais depois disso. Mas não podemos mais tratar a derrota de 1950 como “vexame”. Foi uma decepção. Uma dor profunda, que nos motiva a mudar as coisas para melhor.

Aliás, a derrota de 1950 significou muito mais uma decepção por não conquistar um título mundial em casa do que qualquer outra coisa. A festa interrompida. A alegria arrancada. E isso aconteceu por conta de um time que jogou melhor do que o Brasil. Um Brasil que lutou, mas não conseguiu.

Então, vovôs e vovós do meu Brasil… comecem a perdoar de uma vez por todas a seleção de 1950. Absolvam a alma de Barbosa de uma maldição injusta, imposta por vocês. Diferente do que aconteceu ontem, o time de 1950 lutou, fez o que pode, e não conseguiu. O tal “Maracanazzo” acabou, de vez. Não existe mais esse trauma. Não existe mais o medo do Uruguai. Apenas isso.

Vamos exercer a prática do perdão. Todos nós. Esse capítulo triste do futebol brasileiro foi superado.

Já o time de 2014? Ele entra para a história como o time que sofreu a pior derrota da seleção brasileira. A mais humilhante derrota de nossa história. E eu prefiro ter dentro de mim o sentimento de decepção do que de humilhação. Aliás, por mais indiferente que alguns se sintam à essa seleção brasileira e ao futebol como um todo, é impossível não se sentir parte desse atropelamento.

O Brasil de 2014 é agora o nosso grande fantasma a ser superado. O nosso novo trauma. A nossa nova vergonha, e com dimensões que em 1950 eram inimagináveis. Afinal de contas, em 1950 não existia a transmissão de TV via satélite, a internet, o Twitter, o Facebook, o Instagram… em 1950, a “vergonha” foi doméstica. Hoje, toda e qualquer humilhação é transmitida para o mundo todo. E o mundo todo falou disso.

Aliás, que a derrota do Brasil de 2014 deixe uma grande lição para o “torcedor brasileiro”. Sim, coloco a expressão entre aspas porque não considero nem gente aquele cara que chega nas redes sociais e prega a pena de morte para um zagueiro do time adversário que tira o craque do Brasil em uma jogada desleal, ou que ameaçam estuprar a filha pequena desse mesmo zagueiro em uma foto no Instagram.

Esse “valentão do sofá”. O tipo de brasileiro que fode com o Brasil.

Que a derrota do Brasil de 2014 consiga “baixar a bola” desse tipo de brasileiro. Um brasileiro que não sabe perder, e muito menos ganhar na vida. Um brasileiro que é arrogante, prepotente, se acha o melhor do mundo, e acha que tem que ganhar a todo custo. Ou vencer de qualquer jeito.

Esse “torcedor brasileiro” é o que mais deve sofrer com essa derrota. Enta na conta dos humilhados de sua própria falta de discernimento, de inteligência. É praticamente um filho travestido do José Maria Marin (presidente da CBF), o “filhote da ditadura militar”, que jamais jogou futebol na vida.

Amigos… temos um novo trauma. Temos um “Mineiraço”. Será que vamos mudar tudo de novo? E não… aposentar a camisa amarela não vai resolver nada dessa vez.

 

P.S.: O título desse post é uma metáfora. O meu avô faleceu há 11 anos, e ele não perdoou Barbosa até a morte.

P.S.2: Barbosa faleceu em 2002, sem ser perdoado pelo povo brasileiro. Esquecido, injustiçado. Quem sabe agora a sua alma pode descansar em paz.