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Cats, filme musical baseado na obra de Andrew Lloyd Webber, está dando o que falar. E é um falatório que seus realizadores não gostaram de ouvir. As primeiras críticas foram demolidoras, e esse tem tudo para ser um dos filmes mais decepcionantes, revoltantes e constrangedores do ano nos aspectos criativos.

Isso mesmo… mais que Star Wars: A Ascensão Skywalker (pasmem).

O filme é um fiasco na bilheteria (quem mandou querer estrear no mesmo final de semana de Star Wars) e na sua estética (é visualmente estranho). E estamos falando da quarto musical da Broadway mais longevo de todos os tempos.

Onde foi que a Universal errou nesse filme?

 

 

O problema dos efeitos visuais

 

 

No papel, Cats foi bem planejado: um bom elenco, um bom argumento e funções que funcionaram bem na Broadway. O problema é exclusivo dos efeitos especiais, onde a produção optou pela combinação de um CGI que permitia ver os rostos dos intérpretes originais.

O tempo foi mostrando que Cats seria um desastre. O trailer que estreou com o reboot de O Rei Leão foi duramente criticado, e desde então o filme foi retocado nos efeitos visuais… até o último segundo possível, com a finalização dessa pós produção na noite da pré-estreia do filme em Nova York em 16 de dezembro.

O mais bizarro de tudo isso? Depois da estreia de Cats, a Universal redistribuiu o filme com uma versão com os efeitos especiais retocados e melhorados. De novo! Até porque, se não bastasse gatos com nariz de humano, temos a aliança de Judi Dench aparecendo em algumas cenas. Ou seja, falhas de produção simplesmente imperdoáveis para um filme com um orçamento tão grande.

 

 

Um movimento sem precedentes, deixando claro que a produção de Cats foi um caos completo. A boa notícia de tudo isso é que esse filme tem tudo para se tornar um elemento de culto, ou pauta para falatório generalizado para os próximos anos.

Da mesma forma que vamos falar por algum tempo sobre a recriação do Sonic digitalizado em Sonic the Hedgehog, diante da reação negativa do público.

Há quem diga que a principal mudança estética está na substituição dos narizes humanos pelos focinhos de gatos nos personagens que são gatos. Mas essa confusão toda mostra a clara vantagem que o cinema digital pode entregar. Uma decisão como essa seria impossível em sua logística na era do celuloide. E esse pode ser o primeiro passo para uma nova fase da tecnologia dos cinemas.

 

 

Não que o processo de atualização seja simples: os filmes projetados nos cinemas chegam encriptados, e será necessário substituir a master de Cats no mundo inteiro. Mas tal atualização só seria possível na era digital, se valendo da mesma tecnologia de projeção e distribuição de conteúdos.

Por isso, um conselho que eu posso deixar para aqueles que realmente estão querendo assistir ao filme Cats (apesar de todas as críticas negativas já publicadas) é: espere mais um pouco. Não sabemos quando a versão 2.0 do longa vai chegar ao Brasil, mas é certo dizer que aqueles que assistiram ao filme tão logo ele estreou por aqui acabou vendo uma versão cheia de falhas de pós produção. E é quase certo que esse grupo de early adopters se decepcionou mais do que os outros.


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