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Eu acordo todos os dias em torno de 7h da manhã. Faço uma caminhada (para manter a minha diabetes controlada), tomo um café, e começo a jornada diária do blog em torno de 8h da manhã. Nesse momento, todos os meus gadgets estão com a bateria em 100%, principalmente o smartphone, que é o que vou usar mais ao longo do dia. Todos os meus gadgets passam a noite carregando, e isso se tornou um hábito. OU melhor, uma obrigação cotidiana. Vivemos em um mundo conectado, e são poucos no mundo que se permitem hoje a sair de casa sem um celular, ou mesmo com um gadget com a bateria pela metade.

Porém, esta necessidade tão imperiosa para a maioria dos usuários se vê confrontada com a filosofia dos fabricantes, que seguem dizendo que o que mais precisamos em um dispositivo é que ele seja de um tamanho compacto (ou não) e estilizado (fino, principalmente), e não uma bateria generosa, que nos livre do estresse de ter que conferir o tempo todo em como está a autonomia de bateria do nosso dispositivo. Afinal de contas, receber e-mails o tempo todo, fazer e receber ligações, conferir as redes sociais, acessar o WhatsApp e outras atividades típicas de uma pessoa conectada não são mais importantes que o smartphone contar com menos de 7 mm de espessura, não é mesmo?

São poucos os fabricantes que oferecem para os usuários alternativas de produtos com autonomia de uso pleno para, pelo menos um dia de uso, permitindo que a gente se esqueça dos limites de uso do nosso gadget. Porém, a tecnologia existe para isso, e parece que esse pesadelo vai acabar em breve, graças aos últimos avanços que algumas empresas estão apresentando nesse aspecto.

Não deixa de ser um paradoxo o fato da maioria dos smartphones mais vendidos no mercado durem apenas um dia completo de uso (e isso, com muita dificuldade). E a maioria de nós se acostumou com isso. O fato é que essa deficiência está hoje um pouco menor do que nos últimos anos. Vejo cada vez menos geeks com baterias complementares no bolso, ou cases com bateria para poder utilizar os seus smartphones durante um dia completo. Alguns modelos do passado (como o Palm Pre, por exemplo) simplesmente tinham a sua bateria esgotada no meio da tarde, deixando os seus usuários (na maioria dos casos, profissionais) malucos.

Na internet, temos vários conselhos que permitem prolongar a vida útil dos nossos dispositivos, como desativar o Bluetooth, 3G, notificações push, ou outros recursos. O problema é que isso transforma o seu smartphone cheio de recursos em um dispositivo de primeira geração (ou em um celular chique), sacrificando assim as suas funcionalidades mais interessantes.

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Mas uma coisa que deve ser observada é que, felizmente, esse problema não afetou os tablets (que fique registrado: os tablets de boa qualidade). Os principais fabricantes lançam no mercado produtos com baterias com elevada autonomia de uso. Alguns modelos permitem que você utilize o dispositivo por, pelo menos, dois dias completos sem precisar recorrer ao recarregador de bateria.

Mas vamos ao ponto que nos interessa: como resolver o problema da baixa autonomia de bateria dos smartphones?

A Intel realizou na última semana a International Science and Engineering Fair, uma feira anual onde as melhores ideias desenvolvidas entre estudantes na área de tecnologia são apresentadas. Uma jovem de 18 anos apresentou um super condensador, que poderia ser adotado nos dispositivos móveis, de forma que os mesmos poderiam recarregar a sua bateria em apenas 20 segundos. Mais: esse condensador poderia multiplicar os ciclos de carga da bateria. Agora, imagine a revolução e o impacto que uma descoberta como essa pode ter no mercado mobile.

A melhor parte dessa descoberta é que ela pode ser adotada também nos computadores portáteis (laptops, ultrabooks), e poderia (na teoria) ser combinada com a tecnologia Haswell da própria Intel, que amplia a autonomia da bateria dos seus dispositivos em 50% (incluindo os MacBooks que veremos no mercado no final de 2013 ou começo de 2014). Ou seja, até mesmo os notebooks e ultrabooks poderiam deixar os seus carregadores em casa.

Entendo que já temos hoje um cenário que é bem melhor do que aquele visto em 2007, 2008, onde já era uma vitória se um smartphone tivesse uma autonomia de uso de 8 horas. A maioria dos modelos que testei em 2013 já alcançam tranquilamente a marca de um dia de uso intenso (3G, WiFi, chamadas, redes sociais, e-mails, WhatsApp, alguns jogos, algumas horas de música e alguns vídeos). Ainda está um pouco distante do que eu considero como o ideal (pelo menos dois dias de uso), mas estamos no caminho.

Eu mesmo serei um daqueles que vai agradecer (e muito) em poder recarregar a bateria do meu smartphone em apenas 20 segundos. Ter que esperar pelo menos duas horas de recarga para obter 80% de bateria não é algo lá muito prático.