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Ciência mostra que Michael Bay não estava tão errado assim no filme Armaggeddon

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O filme Armaggeddon é muito criticado por ter muito mais do que ficção do que ciência. Mas isso nunca me incomodou, pois essa suposta falta de verossimilidade é algo que sempre me divertiu no filme. Porém, a ciência está mostrando que explodir um asteroide de dentro não é algo tão absurdo assim.

Um recente estudo criado pela Universidade Johns Hopkins concluiu que um ataque nuclear contra um asteroide que pode colidir de forma iminente com a Terra com o objetivo de fragmentá-la pode sim ser a última esperança do nosso planeta se todas as demais soluções falharem.

Quem diria, hein?

 

 

 

Michael Bay com a razão?

Deus que nos livre desse pesadelo de dar razão para o diretor responsável em acabar com a franquia Transformers no cinema… mas pode acontecer!

Várias soluções são estudadas para salvar a Terra deste cenário, e a alternativa preferidas dos especialistas está no evento que pode provocar o desvio desses corpos celestes da trajetória do planeta. E o projeto DART da NASA e um estudo chinês publicado recentemente apostam na solução desenvolvida por Michael Bay como solução.

A fragmentação pode resultar em pedaços de asteroide grandes o suficiente para causar muitos danos na superfície terrestre, mas essa tática de mitigação pode resultar na mudança de trajetória de um corpo celeste de grandes dimensões com vários anos ou até décadas de antecipação ao possível impacto.

Em um tempo muito curto, os resultados são ineficazes. Se a NASA realizar a ação apenas seis meses antes do incidente, as chances de impacto de um asteroide após mudar a sua trajetória com bombas é de nada menos que 100%.

Mas em casos onde a decisão é tomada pelo menos um ano antes da colisão, é possível lançar um dispositivo nuclear para fragmentar a rocha e, neste caso, o desvio de trajetória contra a Terra é realizado com sucesso. Os efeitos simulados de uma bomba com 1 megaton detonada na superfície de um asteroide com aproximadamente 100 metros de largura são eficientes (em cinco testes realizados com cinco trajetórias possíveis, o impacto foi evitado em todos os casos).

A simulação também concluiu que, com a potência adequada e pelo menos um mês antes do impacto com a Terra, é possível evitar que 99% da massa do asteroide alcançasse a superfície terrestre.

 

 

 

Não se anime com tudo isso

Os próprios autores do estudo afirmam que tudo isso não passa de simulações neste primeiro momento, e não dá para tirar conclusões definitivas. Dependendo das dimensões do asteroide, sua composição ou a potência da bomba, os resultados podem ser diferentes do esperado.

De qualquer forma, a estratégia de mitigação e fragmentação pode ser uma boa estratégia para ações desesperadas ou em cenário de respaldo, onde todas as medidas anteriores falharam e o asteroide está muito próximo da Terra.

E, mesmo assim, é melhor detectar a possibilidade de impacto com muita antecedência e esgotar todas as possibilidades anteriores antes de optar em lançar uma bomba nuclear em um corpo celeste.

Só não contem com o Bruce Willis ou o Ben Affleck para montar a bomba em um asteroide, pois isso seria um absurdo ainda maior.


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