Eu sou cliente da NET (no serviço de internet fixa) e da Claro (na internet móvel do meu tablet). Logo, eu posso falar essa frase com propriedade. E eu tenho (quase) certeza que: a NET/Claro quer f*d*r com a gente!

A Claro foi pedir para a Anatel o absurdo em liberar (de novo) o limite de internet na banda larga fixa. Por que? Porque eles querem ter a “liberdade” de poder flexibilizar os seus serviços.

A liberdade de ferrar com os clientes, certo?

Pois é.

Não, Claro. Não, NET. Não precisamos disso. Não estamos precisando disso, por favor. Agora não. Logo agora? Não.

A única coisa que você quer é ferrar com a gente. Com a gente, e com a Netflix, que é para quem a NET está perdendo audiência na TV por assinatura. E perdendo com razão, uma vez que os preços são simplesmente absurdos. Eu mesmo não tenho o serviço de TV por assinatura, porque a Netflix me faz muito feliz (eu nem baixo mais as coisas via Torrent, para você ter uma ideia).

A desculpa da “liberdade de oferta de serviço” disfarçada de “quero prender o consumidor a algo que só eu acho que vale a pena” é uma estratégia tão burra quanto defender político corrupto de estimação na internet.

Se bem que eu desconfio que eleitor burro consegue ser pior.

Mas enquanto eu faço as contas, a Claro/NET se esquece que existe uma coisa chamada CONCORRÊNCIA. Tudo bem, ela até pode ter o apoio da Vivo (que é outra que está doida para o limite voltar) e das demais operadoras, mas muitas pessoas vão mudar de operadora só pela birra. Só pelo ranço.

Não vai dar certo. Não vai funcionar.

Seria mais prático oferecer pacotes de TV paga mais vantajosos ou serviços de melhor qualidade. Tentar romper a corda para a ponta mais fraca do processo não vai ajudar dessa vez. Aliás, não ajuda nunca.

Fica a dica Claro/NET. Liberdade é o consumidor poder usar a internet quando quiser, como quiser, na hora que quiser, do jeito que quiser e assistindo as séries da Netflix que quiser. Não tem como mudar isso.

E se tentar mudar, nós é quem vamos mudar. Várias e várias vezes.