Eu sempre defendi o Uber, apesar dos seus problemas. E sempre vou defender. É um serviço que representa o claro sinal da modernidade, se aproveita bem da internet móvel (e agora até pelo computador, pois é possível utilizar o serviço pelo PC tradicional), e coneta de forma prática motorista e passageiro.

Não só o Uber, mas qualquer outro sistema de transporte por aplicativo, incluindo o 99 (que é uma porcaria, na minha opinião, mas agiliza a vida do usuário do mesmo jeito) e o Cabify (que até tentei utilizar, mas pecou pela ausência de respostas rápidas).

E, acredite, se quiser: não é pelo preço, mas sim pela praticidade.

Eu passei uma semana em Araçatuba (SP), cidade onde moram os meus pais. E lá, o Uber é um recém chegado. E eu comemorei como se tivesse ganho na Loteria Federal sozinho.

Eu uso o Uber em todas as cidades que morei e visitei, de forma irrestrita e sem medo de ser feliz. Já listei os motivos acima. E, por mais que eu não queira admitir, no caso específico de Araçatuba, o principal motivo para usar o serviço é mesmo o dinheiro.

E não teria como ser diferente.

Eu já escrevi sobre isso em um post aqui nesse blog. Reclamei abertamente sobre a forma como os taxistas abusavam do direito de cobrança por conta de uma questão mal resolvida com a prefeitura municipal de Araçatuba. Acredite, eu entendo o lado dos taxistas: impostos cobrados de forma indevida, falta de reajustes nos taxímetros e outras questões que, entendo eu, deveriam ser de obrigação do sindicato verificar e proteger a classe de trabalhadores.

Porém, por mais que eu entenda tudo isso, eu nunca vou concordar com o fato de todos esses erros ou equívocos ocorridos com os taxistas serem repassados de forma irrestrita e indiscriminada para o consumidor, a ponta final do processo que, ao meu ver, não tem absolutamente nada a ver com isso.

Alguns exemplos.

Um Uber do terminal rodoviário de Araçatuba até o bairro Paraíso (onde moram os meus pais) resulta em uma corrida no valor de R$ 13 em média. Um preço mais do que justo, mesmo em bandeira dois para um táxi (e eu posso falar isso com propriedade, pois aqui em Florianópolis eu percorro uma distância ainda maior, e o valor é menor do que esse) deveria ser de, no máximo, R$ 26.

Os taxistas de Araçatuba que ficam na rodoviária, além de não ligar o taxímetro (algo que considero contra a lei), cobram entre R$ 35 a R$ 40 pela corrida.

Outra situação.

Uma corrida de Uber do Shopping Praça Nova até o aeroporto da cidade, com o Uber, sai por pelo menos R$ 25. A mesma corrida, de táxi, pode custar até R$ 65. Eu mesmo já fui cobrado em R$ 60 em um táxi, saindo do bairro São Joaquim até o aeroporto, em uma distância consideravelmente menor do que saindo do shopping que citei antes.

Ou seja, era um assalto indiscriminado.

Os taxistas de Araçatuba estão completamente fora do senso de realidade, e para o Brasil. Se eles estão enfrentando problemas diversos com as taxas da prefeitura, o problema é deles, e não do cliente. Nunca concordei com esses valores, e quero ter a liberdade de escolher o tipo de transporte que eu vou utilizar na cidade.

Nesse caso, o Uber, sem pensar duas vezes.

Entendo que, ou os taxistas de Araçatuba começam a rever COM URGÊNCIA os seus conceitos e adotem preços mais próximos da realidade, ou eles estão simplesmente fadados à extinção. É uma questão de tempo para que o Uber se popularize na cidade, e os motoristas tradicionais não vão sobreviver aos novos tempos.

O meu aviso é muito mais que um conselho de amigo. É um conselho de consumidor.

Taxistas, revejam os seus conceitos. Pois o Uber chegou, e para ficar.

Simples assim.