Apple

“Porque é a Apple” é uma resposta muito simplória.

A gigante de Cupertino apresentou os seus mais recentes resultados financeiros, que apontaram para uma queda no volume final de vendas de iPhones, mas um aumento nos lucros.

Com isso é possível?

Para qualquer outro fabricante, quedas no volume de vendas representam quedas nos lucros. No caso da Apple é diferente, por alguns fatores muito importantes.

O primeiro deles é sim o ‘fator Apple’. A fidelidade de seus usuários é absurda, e muita gente decidiu trocar o seu iPhone antigo por um novo, e não importa qual modelo é (iPhone 8, 8 Plus, X e até mesmo o iPhone 7, já que muitos ainda estão no 6 ou anteriores).

Mas o fator decisivo para essa inversão na balança foi o sucesso do iPhone X.

É quase surpreendente que um smartphone que custa US$ 1.000 tenha vendido tanto. O produto deu muito certo, e não apenas porque a Apple apostou que tinha gente disposta a pagar pelos valores cobrados, mas também por apresentar um ponto de quebra de paradigma da própria empresa (ao apresentar algo novo depois de muito tempo de mesmice) e, principalmente, por ser o momento certo de puxar para cima a barra de preços.

A Samsung fez o mesmo com o Note 8, e as duas fabricantes agora estabelecem o padrão de smartphone ‘premium megablaster pica das galáxias que só a Xuxa pode dar de presente de amigo secreto para o Roberto Justus’.

Mais unidades do iPhone X ajudaram a puxar a balança a favor da Apple nesse caso, pois aumentou a margem de lucro da empresa, mesmo com um número menor de unidades comercializadas do iPhone 8 e 8 Plus. Matemática pura e simples explica essa receita generosa do último trimestre.

Moral da história: a Apple acertou de novo na sua estratégia comercial, e as demais devem seguir o mesmo exemplo. Nos preparemos para ter smartphones incríveis custando um preço que a maioria de nós não vai conseguir pagar.