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“Fundamental é mesmo o amor, é impossível ser feliz sozinho…”

Não concordo muito com essa afirmação.

Não podemos ser autossuficientes nesse mundo, pois em algum momento vamos no mínimo depender do trabalho de outras pessoas para que a nossa vida funcione bem. Agora, para muita gente que eu conheço (incluindo este que escreve esse post), a felicidade está materializada no fato de você poder sair de casa às 10h da manhã e só voltar às 2h da manhã do dia seguinte, abrir a porta do apartamento e não ter ninguém para dar qualquer tipo de satisfação sobre isso.

Mesmo assim, além da música popular brasileira, a ciência quer convencer a esse grande grupo de pessoas que encontraram a felicidade na vida solitária que a solidão em si não é algo tão bom quanto parece.

A Society for Neuroscience demonstrou através de um estudo como que o cérebro humano reage diante das relações com outras pessoas. Para isso, tomou como exemplo um grupo de pessoas que se consideram solitárias e outras que não se sentem sozinhas nesse mundo.

 

 

A solidão influenciando no cérebro humano

 

 

A organização científica estudou a atividade cerebral e o comportamento dos pensamentos. Pra isso, focou a sua investigação em uma região do cérebro chamada córtex pré-frontal medial (mPFC, para os mais íntimos).

Esta zona do cérebro registra os diferentes comportamentos de três tipos de pensamentos. Isso foi aplicado a pessoas solitárias e pessoas que, de um modo geral, se sentem acompanhadas. As três categorias de pensamentos que foram implementadas no estudo foram: eu mesmo, amigos e conhecidos e, por fim, celebridades.

As pessoas que se sentem acompanhadas na maior parte do tempo contam com uma percepção diferente das relações estabelecidas por aquelas que se consideram mais solitárias. A brecha foi percebida no momento dos pensamentos das pessoas conhecidas e daquelas que se sentem no grupo do “eu mesmo”. No caso das pessoas não solitárias, o comportamento da região do cérebro estudada foi muito similar aos usuários que pensavam neles mesmos e nos seus amigos.

Já as pessoas solitárias refletiram uma brecha importantes nos dois tipos de pensamentos indicados. Isso tem uma incidência direta em como as pessoas percebem as relações, de acordo com a atuação do seu cérebro.

O estudo feito pela Society for Neuroscience se relaciona com um estudo anterior, realizado pela Universidade de Bristol, mostrando como as pessoas solitárias contam com dificuldades para abandonar o vício do cigarro.

No final das contas, o fato de ser ou se sentir solitário é, de forma determinante, uma condição mental do indivíduo, que pode ou não resultar em uma influência direta no seu comportamento, hábitos e costumes e, de forma mais ampla, impactando ou não no seu convívio com outras pessoas.

Eu mesmo me considero uma pessoa solitária para alguns aspectos, e sociável para outros. Eu particularmente não tenho problemas em me relacionar com as outras pessoas (bom, quero dizer… depois de 2018, tudo ficou um pouco mais estranho), mas me considero solitário para as questões profissionais, pois gosto de resolver tudo por conta própria.

Por outro lado, eu sei que muitas pessoas contam com inúmeras dificuldades para se relacionar com outras pessoas, e a solidão nesse caso pode ser uma prisão. E esse grupo de pessoas precisa ser monitorado e ajudado mais de perto.

 

 

Via InfoSaulus, Slash Gear


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