iPhone X

Um novo iPhone está a caminho. Na verdade, mais de um. Devemos ter dois modelos que atualizam os smartphones lançados em 2016, e um terceiro modelo inédito, o iPhone X, ou o iPhone de décimo aniversário.

Em 12 de setembro, esses novos modelos devem ser apresentados no novíssimo auditório Steve Jobs, no Apple Park em Cupertino, Califórnia (EUA). O momento será histórico não apenas por causa de todos os detalhes implícitos, mas também porque o iPhone X deve ser o primeiro smartphone da Apple a bater a casa dos US$ 1.000.

Tal e como escrevi sobre um Galaxy Note 8 que custa absurdos US$ 1.000, o mesmo devo dizer sobre um iPhone na mesma casa de preço. E o mesmo eu direi para qualquer smartphone que custar essa casa de preço, independente da marca.

Mesmo que o iPhone X tenha os seus “atenuantes” para custar US$ 1.000 (novo design, novas tecnologias embarcadas, novos recursos e funcionalidades, novo hardware, o valor agregado pelos fatores de indústria e desenvolvimento), nem de longe ele tem o preço mais justo do mercado para um dispositivo de sua categoria. Apesar de compreender que teremos defensores ferrenhos da Apple e de seus produtos (independente do quanto eles vão custar), compreendo que é fundamental lembrar mais uma vez que estamos falando apenas e simplesmente de um smartphone.

Produtos que custam um terço disso podem fazer a maioria das principais funcionalidades de um iPhone. Podem não entregar a mesma qualidade nas câmeras, nem ser tão otimizado no conjunto hardware + software, mas por excelência consegue realizar a maioria das funcionalidades de um bom modelo de linha média.

Mas a relação custo-benefício não é a questão desse post.

A verdadeira questão é: o que deve fazer aquele usuário fã da Apple, que sonhou por anos ver a empresa abandonando uma proposta de design que se mantém a mesma desde o iPhone 6, e quando a tal mudança chega custa US$ 1.000 ou mais?

Não acho que a Apple não tem direito de cobrar esse valor pelo iPhone X. Entendo que é um produto premium como tantos outros que a empresa apresentou ao longo de dez anos. Mas a marca alcançada mostra o quanto essa questão de valor para smartphone premium simplesmente perdeu a referência e noção de realidade. Como saltamos de US$ 849 para US$ 999 em tão pouco tempo?

O resultado pode não ser um abandono dos usuários ditos fãs da marca, mas sim uma manutenção dos modelos atuais, criando até um desânimo pela escolha dos novos modelos. Apenas e tão somente pelo fato de buscarem uma evolução para o modelo de décimo aniversário. Não dá para saber qual é o impacto que tal movimento pode render nas vendas da Apple, mas é notório que haverá um certo descontentamento por parte de alguns fãs mais entusiastas.

Com isso, a Apple mantém o seu status de marca diferenciada em tudo. O iPhone X um dispositivo premium, que será pensado sim na elite. Deixando muitos fãs simplesmente com o desejo de ter o produto de ponta que sempre sonharam, mas sem a chance de comprá-lo porque é caro demais.