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Como funcionava o smartphone que o FBI vendeu para rastrear criminosos

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Uma história mais que interessante apareceu nos últimos dias nessa tão amada internet. O FBI e a Polícia Federal da Austrália venderam mais de 12 mil smartphones para criminosos como dispositivos de honeypot, ou seja, armadilhas para detectar informações desses usuários.

Vale a pena dar uma olhada em como esses dispositivos funcionavam. O que era sabido até agora que um dos telefones utilizados para a manobra foi um Google Pixel 4a modificado completamente na parte de software, onde a cada PIN digitado, o funcionamento do dispositivo mudava.

Uma intrigante engenharia de software para o combate ao crime.

 

 

 

Assim funcionava o smartphone que o FBI vendia aos criminosos

 

 

A operação Anon vendeu 12 mil telefones para criminosos, onde os dispositivos enviavam dados desses mesmos criminosos para um servidor de propriedade do FBI. O Google Pixel 4a em questão contava com uma ROM personalizada do Android 10 chamada AracneOS, completamente diferente da original.

Os telefones eram vendidos como dispositivos centrados na segurança, em um sistema de codificação de PINs que mudava a ordem dos números na tela de bloqueio, dificultando a identificação desse código. O telefone contava com duas interfaces de acordo com o PIN digitado, mostrando os aplicativos mais populares (e não funcionais) como uma tela falsa para quem tentasse acessar os dados verdadeiros.

 

 

Já o segundo PIN permitia o acesso à interface que era vendida como realmente segura, com os apps de relógio, calculadora e configurações. O aplicativo de calculadora era a tela de início de sessão para um app seguro e criptografado de troca de mensagens. E era esse aplicativo de mensagens que enviava dados de forma direta para o FBI.

O smartphone não contava com aplicativos ou serviços do Google, não podia receber outra ROM (mesmo com o bootolader desbloqueado) e, basicamente, era totalmente preparado para ser uma pegadinha contra os criminosos. E muitos caíram nessa.

 

 

 

Evite comprar smartphones de procedência duvidosa

Esse tipo de história serve de lição e reflexão para todos nós. Bem sabemos que está difícil comprar smartphones lacrados e de loja, pois os dispositivos estão ficando cada vez mais caros. E, por isso, as pessoas estão comprando telefones de terceiros onde, em casos bem específicos, não é possível comprovar a procedência do dispositivo.

Principalmente nos casos de compra de dispositivos Android, é fundamental fazer uma boa averiguação sobre a plena funcionalidade e procedência do dispositivo antes de entregar o dinheiro para o vendedor. Afinal de contas, são os seus dados pessoais que vão parar no dispositivo.

Diante de tais práticas adotadas pelo FBI (muito inteligentes, por sinal), é importante que os usuários que vão comprar um smartphone de segunda mão fique o mais atento possível para as características sensíveis do dispositivo, conferindo inclusive quais são os aplicativos que estão pré-instalados no telefone.

Dessa forma, as chances de você pegar um telefone que conta com aplicativos que podem espionar e roubar os seus dados diminuem drasticamente. Com um pouco de prudência, você pode evitar enormes dores de cabeça no futuro.

E evitar dores de cabeça no mundo de hoje é algo fundamental.

 

 

Via Motherboard


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