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A barra de progresso. Quando fazemos um download de um programa, ou atualizamos algum outro software… ela está lá. Com ela, sabemos exatamente o quanto falta para aquela tarefa se encerrar, ou onde estamos no processo. Ela até tem um efeito tranquilizante no usuário. É uma pequena grande ideia mas… como ela apareceu?

Para começar, temos que agradecer a um estudante de informática que, na década de 1980, viu que o futuro envolvia essa barra. O jornal The New York Times publicou um artigo que revela que, no passado, os usuários não contavam com nenhuma forma de saber quanto tempo faltava para carregar um programa, ou se o seu computador tinha paralisado ou processando tal software.

Em 1985, Brad A. Myers, estudante de informática, apresentou um trabalho chamado “indicadores de progresso em porcentagem”. Nele, ele explicava o quão útil seria esta ideia de garantir aos usuários que o seu computador e o software estavam funcionando.

De acordo com a matéria do NYT, Myers pediu a 48 estudantes que fizessem buscas em uma base de dados de um computador, com e sem a barra de progresso. Como indicador, utilizou uma espécie de cápsula, que ia se enchendo da esquerda para a direita.

O resultado? 86% dos estudantes aprovaram a barra de progresso.

O mais interessante do estudo é que não importava muito se o sistema indicava de forma correta ou não. O simples fato de ter esse indicador era algo tranquilizador.

O pequeno experimento de Myers foi tomado ao pé da letra pelos fabricantes de software e computadores até hoje. As barras de progresso atuais são muito precisas, indicando quanto tempo realmente resta para o processo ser concluído, mas não faz muito tempo que elas indicavam 90% do progresso, quando na verdade, nem 5% da tarefa estava concluída. Mesmo assim, isso tranquilizava muita gente.

A barra de progresso. Poucas vezes um elemento na informática recebeu tanta carga psicológica.

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