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Como o hábito de beber café afeta o seu cérebro?

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Para mim, o café é vida.

É uma das coisas que me mantém vivo nesse mundo cruel e sombrio que a galera do 17 transformou em 2018. Recentemente, descobri que não sou um cara dependente da cafeína, mas confesso que dificilmente poderia sobreviver sem o café.

Mas… além de manter você acordado e feliz por horas, quais são os outros efeitos que o café produz em nosso cérebro? Será que ficamos mais inteligentes? Ou a burrice é inevitável, e não é o cafezinho que salva a gente da ignorância?

Vamos descobrir isso juntos.

 

 

 

Um recado para os viciados

 

Antes de continuar, vale a pena explicar algo muito importante que passa batido pela maioria das pessoas.

Para ser considerado uma droga, não necessariamente é aquilo que leva ao vício, mas sim qualquer substância que causa algum efeito no organismo. Desde chocolate até bebidas alcóolicas, passando é claro pelos episódios de De Férias Com o Ex Brasil.

Nesse sentido, a cafeína pode ser considerada uma droga, da mesma forma que vários medicamentos também são. Você encontra essa substância maravilhosa nos grãos de café, no cacau e nas folhas de chá. Por isso, esta é a droga legalizada mais consumida no mundo, pois está no café, chá, sucos, refrigerantes, bebidas energéticas, chocolates e vários outros produtos que basicamente 100% da população mundial consome todos os dias, de alguma forma.

A cafeína não é tão viciante quanto o álcool ou a nicotina, mas o seu consumo constante desenvolve uma dependência física e psicológica no indivíduo. Por isso, é importante ter uma maior atenção ao seu consumo, evitando exagerar nas doses e nos produtos que contam com essa substância para não terminar caído pelas ruas com tremores e cantando canções do Aerosmith com um inglês todo errado.

Ah, não… desculpa… esse é o efeito SEM a cafeína.

 

 

 

Cafeína serve para acordar? Ou para não dormir?

 

Nós bebemos café porque a cafeína tem um efeito estimulante, contrastando com a sonolência que aparece pelas manhãs e após o almoço, e deixando você mais alerta para a jornada de trabalho. Isso acontece porque essa substância bloqueia a adenosina, um neurotransmissor cerebral que regula os ciclos de sono ou vigília.

Mas isso, na teoria. Na prática, um estudo recente realizado pela Universidade de Basileia mostra que o efeito da cafeína sobre o sono não é bem aquele que nós sempre acreditamos. Ou seja, alto consumo de café não altera o ciclo do sono a ponto de provocar a insônia.

 

 

 

Mais café, menos massa cinzenta (que péssima notícia)

 

 

O estudo mostrou que não há grandes diferenças entre os ciclos de sono quando se consome cafeína daquelas pessoas que consumiram um placebo. Por outro lado, o volume de massa cinzenta daqueles que consumiram a substância que supostamente tira o sono DIMINUIU!

O grupo de neurónios chamado córtex cerebral daqueles que tomaram cafeína diminuiu nas regiões do cérebro relacionadas com a consolidação da memória. Por outro lado, o estudo não prova que a substância tem um impacto negativo no cérebro, pois depois de um tempo, tal matéria cinza se regenerava.

Algo bem louco. A grosso modo, beber café pode causar uma espécie de amnésia temporária ou burrice repentina. Mas depois tudo volta ao normal.

De qualquer forma, os responsáveis pelo estudo alegam que outras análises mais aprofundadas são necessárias para determinar os reais efeitos da cafeína nos processos cognitivos. Logo, não adianta colocar a culpa no café por esquecer o aniversário de casamento da sua esposa.

 

 

Via NDPI, NCBI, Sci-News


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