
Todo chefe de estado precisa seguir rígidos protocolos de segurança, ainda mais agora nos aspetos cibernéticos. Principalmente se você é ninguém menos que o presidente dos Estados Unidos.
Essas restrições precisam ser severas, por conta dos óbvios riscos de segurança. Pense que uma guerra cibernética pode acontecer por conta de vazamentos de dados sensíveis dos líderes mundiais, e medidas que cubram a proteção dos chefes de estado são necessárias.
Agora… pensar que a Casa Branca não tinha internet WiFi até 2009 chega a ser algo engraçado e até inusitado. E foi a gestão de Barack Obama que mudou isso.
O caso de amor de Barack Obama e o BlackBerry

Em 2009, Barack Obama se tornou um ícone de tecnologia na presidência dos Estados Unidos ao insistir em manter seu BlackBerry em funcionamento com ele durante a sua gestão.
O BlackBerry sempre foi um smartphone diretamente relacionado com a conectividade e o perfil mais corporativo/executivo das pessoas, mas conquistou o grande público durante um bom tempo.
Obama pode ser chamado de “presidente geek”, e gostaria de manter o seu dispositivo, mesmo com uma linha telefônica oficial para contato com a presidência dos Estados Unidos.
Ele não teve dificuldades em conseguir a permissão das agências de segurança em seguir usando o seu BlackBerry. Afinal, estamos falando do homem mais poderoso do mundo.
Mas isso só aconteceu porque o dispositivo foi constantemente monitorado pela equipe de segurança, que realizava verificações mensais para garantir que o dispositivo não estivesse comprometido.
Mesmo sendo um BlackBerry, que se destacava pela maior capacidade de proteção na troca de mensagens e aplicativos ativos, ainda existiam os ricos de segurança e a preocupação em dados vazados.
Mas o BlackBerry não poderia funcionar por conta própria. Precisava de uma conexão à internet via WiFi…
…algo que a Casa Branca não tinha.
Como a Casa Branca se tornou mais tech
Também foi durante a gestão de Barack Obama que a Casa Branca passou a receber uma rede WiFi. E, mesmo assim, com muitas limitações de funcionamento.
Foram novos desafios a serem superados pelo time de segurança do presidente, já que a conectividade sem fio poderia ser explorada por hackers.
Para que tudo funcionasse de forma minimamente aceitável, Obama passou a utilizar um dispositivo chamado Selectra Edge, que não é de conhecimento do grande público.
A solução tecnológica foi projetada para cobrir as possíveis vulnerabilidades da tecnologia do WiFi na Casa Branca, permitindo dessa forma um uso ainda mais seguro do BlackBerry por parte de Obama.
A tecnologia muda com os presidentes

Obama não foi o único presidente dos Estados Unidos a ter demandas tecnológicas específicas. Outros presidentes que vieram depois dele adotaram hábitos que resultaram em comportamentos específicos com o mundo tech.
Por exemplo, Donald Trump adotou o iPhone como seu dispositivo principal, substituindo-o regularmente para mitigar riscos de violação de dados.
A troca frequente de smartphones é uma prática comum entre os principais líderes mundiais, e tem como objetivo reduzir a exposição de dados pela exploração de vulnerabilidades em modelos mais antigos de um smartphone.
A justificativa de Trump em preferir o iPhone foi o seu uso ativo das redes sociais, principalmente no caso do Twitter/X.
É óbvio que a segurança dos seus dados ficava mais comprometida com o uso dessas plataformas e, por tabela, representar um risco à privacidade do presidente e uma potencial ameaça contra a segurança nacional.
Mas… considerando que é o Trump… nem sei se ele estava muito preocupado com isso.
Já Joe Biden foi visto utilizando um Apple Watch, o que também indica uma clara adoção à tecnologia moderna.
E se ele tem um Apple Watch, muito provavelmente tem um iPhone também, cujo modelo não é conhecido. De qualquer forma, Biden também aposta em um ecossistema de produtos que oferece segurança e confiabilidade.
Independentemente do chefe de estado que estará no comando dos Estados Unidos, a vulnerabilidade dos dispositivos conectados é uma preocupação constante de especialistas no assunto.
A segurança cibernética atual não se limita a ter telefones mais seguros, mas abraça todos os tipos de dispositivos conectados, indo de lâmpadas inteligentes até computadores.
E como estamos falando de pessoas que, em alguns casos, passam longe de serem especialistas em tecnologia, qualquer investimento em proteção de dados pode representar bilhões de dólares economizados em medidas de contra-ataque aos ataques hacker.

