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Estou eu vivendo a saga de buscar um smartphone intermediário, apenas como quebra galho antes de comprar o LG G4 (aka novo objeto de consumo para as jornadas tecnológicas). Não estou procurando um smartphone barato demais, mas também não quero pagar algo que não vai me entregar a relação custo-benefício que espero do dispositivo. Logo, imaginei que o Motorola Moto G poderia ser uma boa alternativa provisória.

Não estou muito preocupado com a geração do dispositivo, apesar de confessar uma preferência maior pelo modelo de segunda geração, lançado em 2014. Não compro o modelo de quarta geração novo porque ele hoje é o mesmo preço do LG G4 (ou um pouco menos, no modelo mais completo). Mas na impossibilidade de achar uma versão do Moto G 2014 que esteja em um preço que eu considere justo, vou acabar abraçando sem medo de ser feliz o Moto G 2013. É só por algumas semanas, para não ficar completamente sem smartphone.

O problema é que, ao pesquisar as opções no mercado de seminovos tanto no OLX como nos grupos de desapego nas redes sociais, percebi que o Moto G 2013 está um tanto quanto supervalorizado pelos seus proprietários. Não me entendam mal: acho o dispositivo excelente, foi um dos marcos da Motorola, é o smartphone mais vendido da história da empresa… mas daí a custar mais de R$ 300 em um produto que tem três anos de vida?

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Não estamos falando da Apple, pessoal. Estamos falando da Motorola, que é uma marca que, oficialmente, não existe mais (a Lenovo absorveu a empresa e matou a marca), de um produto que está descontinuado (ou seja, não é mais produzido) e que não possui suporte oficial do fabricante para novas atualizações do Android. Ou seja, mais defasado, impossível.

Mesmo assim, encontro absurdos nos valores cobrados, alcançando até R$ 500 em modelos com 8 GB de armazenamento. Nem é o modelo de 16 GB.

Alguma coisa está fora da ordem.

Eu bem sei que, quando fazemos um investimento em um produto, queremos recuperar uma parte desse investimento quando passamos o produto adiante. Porém, não podemos fugir da realidade dos fatos. O Moto G 2013 é um ótimo smartphone, mas foi amplamente superado pelos seus sucessores, e sequer receberá novas versões do Android. Sem falar que possui limitações quase inconcebíveis nos dias de hoje (sem slot para microSD, sem conectividade 4G).

Não estamos diante do iPhone do Android. Logo, não vejo motivos para que esse modelo seja tratado como tal.

Vendedores, me ajudem a te ajudar. Reduzam o preço desse Moto G. Caso contrário vou ter que ir direto para um smartphone novo. E vocês vão continuar tentando a venda. Apenas isso.