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Café. Ah, o café…

Como eu amo essa bebida. E acredito que essa é a bebida mais popular do mundo, ou pelo menos aquela que garante um maior nível de sanidade mental em um mundo que está cada vez mais sem sentido. Porém, qual é a melhor forma de fazer um café em casa?

Com o isolamento social, as pessoas estão precisando “se virar nos 30” para fazer um bom café em casa, pois cafeterias nesse momento fica um pouco difícil (quero beber café, e não contrair um vírus). Aqui, a ciência pode ajudar a oferecer um pouco de luz no caminho das pessoas.

Existem tantos tipos de cafés quanto de pessoas no mundo. É quase impossível beber dois cafés rigorosamente iguais, e independentemente das suas preferências, já existem evidências científicas sólidas o suficiente para afirmar qual é o café que tem mais sabor.

Nesse post, apresentamos alguns conselhos que a ciência deixa para ajudar a identificar o melhor café. Ou pelo menos aquele que pode agradar ao seu paladar de forma mais precisa.

 

 

 

 

 

Qual é a melhor água para fazer o café?

 

Há quem diga que usar água mineral é a melhor escolha. Já outros não ficam com frescura e usam a água da torneira. Esse é um debate que não tem sentido, pois qualquer pessoa sabe que, de acordo com a luz da ciência, a melhor água para fazer café é aquela com uma concentração de cálcio e magnésio entre 17 e 85 mg por litro.

Isso mesmo: você vai ter que consultar se a sua água encanada oferece isso. Menos é claro na cidade do Rio de Janeiro, onde a água da torneira é bem problemática.

Isso é importante porque os íons de cálcio e magnésio ativam uma maior quantidade de partículas relacionadas com o sabor, o que deixa o sabor do café algo mais intenso.

É claro que você pode seguir utilizando a água mineral, mas ela não vai oferecer vantagem alguma no sabor do seu café.

 

 

 

Qual cafeteira faz o melhor café?

 

Vamos deixar de lado as cafeteiras de cápsulas (que muita gente nem considera isso como café de verdade). Entre as cafeteiras expresso e as que utilizam um coador tradicional, é preciso levar em consideração as duas variáveis que afetam diretamente na produção de um bom café: pressão e tempo.

Além é claro da água, que já foi abordado nesse texto.

Aqui, a principal e fundamental diferença é que nas cafeteiras expresso, o café está muito mais prensado, enquanto que no coador, isso não acontece. Logo, as melhores cafeteiras para um café com sabor mais intenso sempre é a expresso. Além disso, o café passado no coador tem a água extraindo o sabor da parte externa do grão, mas deixando praticamente intacto o sabor do interior do grão.

Vários estudos já demonstraram que a cafeteira expresso, até mesmo pelo seu método de elaboração, contém maior quantidade de cafeína e de ácido clorogênico, duas substâncias diretamente relacionadas com uma menor pressão arterial, menor colesterol e outros benefícios adicionais para a saúde cardiovascular.

Ou seja, os cardíacos podem começar a pensar seriamente no investimento de uma cafeteira expresso para a sua saúde.

Por fim, uma boa forma de simular o efeito do café expresso é verter a água com uma jarra sobre o filtro de café. Deixe repousar a água e distribua uniformemente antes de começar a passar o café para a xícara. Você vai constatar que o sabor é muito mais encorpado.


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