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Como são-paulino, eu peço: volta, Copa do Mundo de Clubes da FIFA!

O São Paulo perdeu para o Flamengo por 2 a 0 em mais uma exibição que faria qualquer torcedor tricolor questionar se não seria melhor voltar a assistir à Copa do Mundo de Clubes nos Estados Unidos.

Sou são-paulino desde 1999-2000, ou seja, peguei a época boa do Telê Santana, Raí e Leonardo. Podem me chamar de modinha à vontade, mas pelo menos vi o São Paulo ganhar alguma coisa na vida – diferentemente da atual geração de torcedores que só conhece sofrimento e reconstrução eterna.

Ainda estamos sob os efeitos da “era Zubeldía”, e vamos levar um tempo para a desintoxicação acontecer. Porém, não resta tanto tempo assim, e o rebaixamento pode ser algo iminente se alguma coisa não mudar (e rápido) no São Paulo.

 

A demissão inevitável do Zubeldía

Não dá para dizer que o resultado foi surpresa.

O São Paulo demitiu Luis Zubeldía e trouxe de volta Hernán Crespo em uma jogada que parece mais desespero do que planejamento.

A demissão aconteceu porque o clube flerta perigosamente com a zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro – e olha que eu estava sentindo falta de falar sobre isso.

Durante semanas, afirmei que Zubeldía só se mantinha no cargo por causa da Libertadores. Sua saída, na minha modesta opinião, simboliza que nem na competição continental o São Paulo acredita mais.

É como jogar a toalha antes mesmo de entrar no ringue.

O elenco até que não é o pior do mundo, mas o problema real está na diretoria e no conselho deliberativo.

Essa galera arcaica que está no clube há mais de 70 anos toma decisões esdrúxulas – tipo aprovar reforma da área de bocha ou da hidromassagem em vez de reforçar o time.

Prioridades, né?

 

Flamengo em outro patamar

O Flamengo, que duas semanas antes estava disputando a Copa do Mundo de Clubes, mostrou por que é referência no país.

O time carioca está tão bem estruturado que vai receber o Bayern de Munique para pré-temporada no Ninho do Urubu – enquanto o São Paulo mal consegue pressionar a saída de bola do adversário.

A diferença foi gritante: enquanto o Flamengo pressionava e criava volume de jogo, o São Paulo parecia ter acabado de sair de uma feijoada.

Marcha lenta, sem criatividade no meio-campo e pouquíssimas chances de gol em 90 minutos.

O primeiro gol do Flamengo foi um golaço de longe, com aquela curva perfeita que já dava para sentir que seria derrota.

O segundo saiu após falha do goleiro Rafael, que soltou a bola nos pés de Wallace Yan – sim, esse é o nome composto do garoto, por mais escroto que pareça.

Não é demérito do jogador ter esse nome bizarro, e vale destacar que o jovem tem talento e bom posicionamento tático. Só o nome mesmo que é questionável.

Rafael, aliás, fez uma das melhores atuações da temporada – o que diz muito sobre como o Flamengo “massacrou” o São Paulo.

Poderia ter sido muito pior se não fosse pelas defesas do goleiro tricolor.

 

Realista, não pessimista

Estamos em 13 de julho de 2025, e o São Paulo é, sim, grande candidato ao rebaixamento. Não é discurso de pessimista, é de realista.

O Campeonato Brasileiro termina em dezembro, então ainda há tempo para recuperação – outras equipes já conseguiram se salvar em situações similares.

Corinthians no ano passado parecia rebaixado (eu mesmo gravei vídeo afirmando isso), mas conseguiu se salvar.

O retorno de Crespo pode ser a virada de chave necessária, embora trocar técnico agora seja meio que jogar a toalha. Pelo menos ele se veste bem na beira do campo – estava impecavelmente vestido contra o Flamengo, o que não muda a equação em campo, mas já é alguma coisa.

Muita gente prefere técnico de uniforme e calça jeans do que essa elegância toda, mas fazer o quê, né?

 

O que esperar daqui para frente?

A Copa do Brasil pode ser a salvação da lavoura – talvez seja mais fácil conquistar esse título do que se salvar no Brasileirão ou ir longe na Libertadores. O

torcedor são-paulino vai precisar de muita paciência com elenco e comissão técnica, mas bem menos paciência com dirigentes que colocaram o clube nessa situação.

O São Paulo pode até ter boa gestão no clube social e receber dinheiro do naming rights do Morumbi e futuros projetos com o metrô, mas onde mais importa para o torcedor – dentro de campo – falha miseravelmente.

O jogo contra o Flamengo foi talvez o primeiro capítulo de algo que pode ser muito pior.

Torcedores, elenco e comissão técnica precisam daquele choque de realidade: é necessário trabalhar muito para se salvar do rebaixamento.

Ver perspectiva de queda é preocupante, triste e patética, mas totalmente crível diante do cenário atual.

E olha que ainda estamos em julho – imaginem se fosse outubro…