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Eu me lembro como o Game Boy consumia uma bateria com a mesma voracidade que eu como uma macarronada. Mas alguém conseguiu resolveu esse problema, criando um videogame portátil com painéis solares e, por consequência disso, uma “bateria eterna”, ou sem bateria ou pilhas para funcionar.

E não foi uma tarefa das mais fáceis.

 

 

 

A autonomia infinita tem limites

 

 

Olhando de longe, esse console parece um filho do Game Boy com uma calculadora científica que tomou anabolizantes e Whey, com a adição de pequenas placas solares para o seu funcionamento sem pilhas.

Suas dimensões coincidem com as do Game Boy original, com exceção das bordas de tela que contam com tiras de painéis solares. A pressão dos botões atua como uma segunda fonte de energia, e isso ajuda a manter o dispositivo o tempo todo ligado.

Seu processador precisa de duas fontes de energia para funcionar, o que resulta em alguns cortes de fornecimento. Seus idealizadores tiveram que criar um sistema de detecção para evitar que as partidas sejam afetadas por esse problema, além de um sistema de memória interna para salvar as partidas.

Os desenvolvedores conseguiram entregar um produto que, nesse momento, é adequado para os jogos puzzle, como é o caso de Tetris ou do Paciência, mas não para os games de ação. Lamento, Mario… mas você vai ter que esperar.

 

 

 

Despertando a consciência ambiental nos gamers

 

 

Não considere que esse invento vai marcar o início da era dos videogames sem baterias, mas sim que é uma campanha de conscientização para a necessidade em cuidar melhor do meio ambiente. Com um dispositivo como esse, pilhas e baterias são poupadas, e o meio ambiente agradece por isso.

Pense em todas as coisas ao seu redor que usam pilhas e baterias em pleno 2020. Não são poucos itens. E entre eles, temos os brinquedos infantis e os controles de videogames.

As pilhas ainda são muito práticas em muitos dispositivos. Porém, nem todo mundo pensa no inconveniente que elas geram para o meio ambiente, além da sua produção insustentável: para produzir cada pilha alcalina é preciso gerar 100 vezes mais energia do que aquela que acabamos aproveitando durante o seu uso.

 

 

 

Via Northwestern University


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