Parece que eu saí do Paraná na hora certa. Os Correios entram em greve (de novo), e muita gente reclamando que, em Curitiba, foi criado um “portal mágico”, onde as encomendas lá chegam e nunca mais saem de lá.

A má notícia é que o mesmo acontece em Santa Catarina. Em Florianópolis, eu postei um produto para devolução para uma das assessorias, e o produto só chegou quase dois meses depois, porque ele foi extraviado dentro do próprio estado.

Um equívoco que as pessoas estão cometendo é achar que a crise dos Correios começou nos últimos seis meses. Errado: Os Correios são sabotados pelas gestões públicas desde 2012, pelo menos. Era sim uma empresa competente, que prestava um serviço de qualidade.

Era. Não é mais.

Foi mais uma das estatais que foram sucateadas e depenadas pelas últimas gestões, e hoje é apenas um esboço de empresa que não consegue mais entregar um serviço digno para a população.

Tem muita gente por aí que é contra a privatização dos Correios ou de qualquer estatal. Em tese, eu também deveria ser. Mas não consigo. Pelo simples fato que o governo brasileiro não tem competência alguma para gerir qualquer coisa no Brasil.

E eu estou falando de COMPETÊNCIA. Não estou falando de eventuais roubos.

Eu não tenho como não defender a privatização dos Correios. Do jeito que está (só gerando prejuízos, sem oferecer para a população produtos de qualidade e sem perspectivas de melhora), apenas a iniciativa privada, que parece entender do assunto, pode gerenciar essa empresa de forma competente.

Aliás, eu sou a favor da livre concorrência. Quanto mais empresas atuam em um mesmo setor, melhor para todos. OK, eu sei que os serviços de telefonia e internet não entram nessa regra. Mas se as teles ainda estivessem nas mãos do governo, eu não iria pagar R$ 180 por 120 MB de internet. Pagaria pelo menos o triplo disso.

É uma pena que os Correios se transformaram nesse lixo que temos hoje. Era um setor do governo que eu e muita gente sempre respeitou. Agora, é um monstro que precisa ser abatido a tiros, para o bem de todos.