Eu estou escrevendo vários posts sobre o Samsung Galaxy Fold e a sua recente crise. Mais ou menos no mesmo volume de posts que eu escrevi na época da crise do Galaxy Note 7. A Samsung pode gostar disso ou não, mas não pode ignorar o fato que a tecnologia de tela dobrável ou flexível nos smartphones é algo importante e relevante nesse momento, e o seu smartphone dobrável pode (ou não) se tornar uma referência nesse formato de dispositivo.

Modelos foram enviados para review com problemas, o iFixit desmontou o dispositivo e revelou que ele não é muito resistente e prático para ser reparado, e o seu lançamento teve que ser adiado contra a vontade da empresa. E não há uma nova data de lançamento.

Estamos falando da Samsung, e ver um problema desse porte praticamente obriga a todo mundo a se lembrar do Galaxy Note 7 e a sua crise. Mesmo que os motivos sejam bem mais sérios no caso do smartphone que estava explodindo ao redor do mundo.

 

 

A crise do Galaxy Fold é comparável a do Note 7?

 

 

Cuidado com as comparações. Os problemas do Galaxy Fold apareceram (aceite isso ou não) em unidades de testes, e não para o consumidor final, que é quando ele se torna um problema de verdade.

Sem falar que o Galaxy Fold não está explodindo e nem foi proibido de entrar em aviões. É um dispositivo frágil, tal e como mostrou o processo de desmontagem do iFixit (que foi retirado do ar a pedido da Samsung, que já quer reduzir o marketing negativo do produto; se bem que tal decisão só piorou as coisas, na minha opinião).

 

 

A sorte da Samsung é que o Galaxy Fold falhou agora

 

 

A Samsung tem muito trabalho pela frente com a tecnologia do Galaxy Fold, que por ser o primeiro de sua geração, possui muitos riscos associados. E a sorte dos coreanos é que os problemas apareceram agora, antes do produto chegar ao mercado em definitivo.

Não dá para considerar essa crise um “Galaxy Note 7 2.0”, mas o sinal de alerta já foi dado. Tanto para a Samsung como para as demais marcas que apostam nos smartphones dobráveis. Daqui pra frente, os demais fabricantes vão passar pelo mesmo calvário quando os seus telefones com tela flexível chegarem ao mercado.