
É de se admirar os esforços que alguns modders realizam em nome apenas e exclusivamente dos views no YouTube e do dinheiro do AdSense. E eu sinceramente não posso julgar essas pessoas, pois se eu tivesse essa habilidade toda, faria exatamente o mesmo.
Após conseguir executar Half-Life 2 com míseros 8MB de VRAM, o canal Budget-Builds Official elevou o nível do desafio ao testar Minecraft nas mesmas condições extremas. O resultado surpreendeu os entusiastas de tecnologia e demonstrou a resiliência do jogo de blocos mais famoso do mundo.
E não é pouca coisa essa conquista, pois estamos falando de um jogo de mundo aberto, o que pode complicar um pouco as coisas para o hardware do computador.
Mas não neste caso.
O que é preciso para rodar Minecraft

Lançado oficialmente em novembro de 2011, o Minecraft evoluiu consideravelmente desde sua primeira versão alfa pública de maio de 2009. Apesar das atualizações constantes, o jogo manteve requisitos técnicos relativamente acessíveis ao longo dos anos.
Neste momento, as especificações oficiais indicam necessidade de processadores como Celeron J4105, memória RAM de 4GB e placas gráficas Intel HD 4000 (embora o Celeron mencionado utilize UHD Graphics 600).
São requisitos técnicos considerados modestos para os padrões atuais, mas o Budget-Builds Official decidiu explorar limites muito mais extremos. Mesmo porque contar com uma quantidade mínima de VRAM para rodar esse jogo é um desafio enorme
Como ele fez isso?

O experimento iniciou com o Minecraft Alpha 1.2.6, versão lançada em dezembro de 2010, rodando em ambiente Windows XP.
Inicialmente, o jogo se mostrou resistente, recusando-se a executar com tão pouca memória gráfica. E não podemos julgar o jogo (ou o hardware, ou o sistema operacional) neste caso, e por motivos óbvios.
A solução veio através de uma engenhosa adaptação: a criação de um sistema híbrido utilizando drivers SiS da Microsoft para uma placa de vídeo 3D Phantom XP-2800 (baseada no chip SiS 305), aprimorando o suporte OpenGL.
Para surpresa dos espectadores, os testes com a versão estável 1.6.4 (lançada em setembro de 2013) alcançaram os resultados desejados pelo modder.
O jogo conseguiu inicializar, embora com desempenho extremamente comprometido – apresentando taxas de quadros baixíssimas e travamentos frequentes a cada dois minutos.
Lembrando: o objetivo aqui era RODAR O JOGO em um hardware limitado, e não EXECUTAR O JOGO A PONTO DELE SE TORNAR JOGÁVEL em um PC tão limitado como esse.

A viabilização desse feito exigiu configurações gráficas nos níveis mais baixos possíveis, incluindo a redução da resolução para meros 320 x 240 pixels – uma definição que nos remete aos primórdios da computação gráfica dos anos 90.
No final das contas, agora todo mundo sabe que é sim possível executar Minecraft com apenas 8MB de VRAM, mas daí a conseguir jogar de forma decente? É demais!
E, mesmo assim: foi necessário alcançar uma combinação específica do hardware do passado, drivers modificados e vários sacrifícios na qualidade visual e de desempenho.
Possível nem sempre é sinônimo de viável. Mas as pessoas se esquecem disso.
Se você realmente quer uma experiência satisfatória em Minecraft, terá que investir bem mais do que isso. E ter um computador gaming minimamente razoável.

