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O dinheiro não pode comprar a felicidade. É o que algumas pessoas afirmam com certa convicção.

Depende: do que estamos falando quando nos referimos ao termo “felicidade”?

Tá. Vamos entrar no assunto.

A afirmação que o dinheiro não pode comprar a felicidade rem muita força na cultura popular, e alguns estudos científicos já demonstraram que não existe uma relação direta entre o dinheiro e a alegria (são pessoas que nunca foram na Disney, certamente). Porém, há quem diga que existe uma certa tranquilidade e paz de espírito com as pessoas que não possuem dívidas no seu nome ou que não tem contas para pagar.

Para eliminar com as dúvidas de uma vez por todas, a Associação Psicológica Americana (APA) realizou um estudo sobre a divisão das classes, segmentando cada uma delas de acordo com a felicidade que sentem.

Isso mesmo que você acabou de pensar, amigo leitor mais esperto nos paranauês deste texto. A APA não dividiu os grupos analisados entre ricos, classe média ou pobres (algo que seria elitista e sem sentido, dentro do objetivo final do estudo), mas sim associou a felicidade de acordo com os ganhos familiares que cada lar apresentava.

Diante disso, o estudo detectou que, com exceção das pessoas que já apresentavam alguma enfermidade mais séria (como depressão, por exemplo), as pessoas são mais felizes a medida que ganham melhores salários. O estudo se centrou em pessoas que tinham receitas mínimas anuais a US$ 108.410, um valor que está ajustado com a inflação norte-americana.

 

 

 

A felicidade baseada na quantidade de dinheiro que você ganha

 

 

É importante ressaltar aqui que o estudo não levou em consideração a população que ganha muito mais do que o valor indicado. Ou seja, não analisou a possibilidade dos bilionários serem felizes com todo o dinheiro que eles queimam todos os dias. O objetivo aqui foi inserir os grupos que, de alguma forma, são economicamente afetados pela inflação anual norte-americana.

No estudo, os profissionais perguntaram aos voluntários: “Levando tudo em consideração, como você afirma que estão as coisas nesse momento? Você diria que é muito feliz, feliz ou não muito feliz?”.

As respostas dos participantes foram analisadas em função das receitas que eles possuem. O estudo aconteceu entre 1972 até 2016 (por isso foi considerada a inflação anual), de modo que os resultados envolvem nada menos que quatro décadas de investigação, reduzindo assim a margem de erros, mas também considerando as mudanças culturais e econômicas que os cidadãos tiveram que enfrentar durante esse período.

As pessoas que superaram o valor ajustado pela inflação, ou seja, US$ 108.410, tiveram 5% a mais de probabilidades em responder que estavam muito felizes. Diferente daqueles que estavam abaixo dessa faixa limite de dinheiro, onde essa porcentagem foi menor.

Por outro lado, conforme o dinheiro arrecadado aumentava, as probabilidades de serem muito felizes não diminuíam. Ou seja, a relação entre ganhar dinheiro e felicidade foi aumentando conforme o saldo bancário aumentava também.

Ou seja: o dinheiro pode até não trazer a felicidade, mas ter um saldo bancário cada vez mais gordo aumentam as chances de você ir buscar essa felicidade quando você mais deseja.

Pense nisso.

 

 

Via APA, The Washington Post


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