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Disney+ quer repetir a burrice da Netflix

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Aí, Netflix… viu o que você fez?

Agora, todos nós vamos ter que pagar A MAIS por causa da iniciativa safada da Netflix em cobrar a mais de quem divide o acesso ao seu serviço. Porque, tal e como eu imaginei que iria acontecer, alguém mais ia surfar nessa mesma onda. Até porque todo mundo ama dinheiro neste mundo, não é mesmo?

Então… o Disney+ já começa a se movimentar para a mesma direação, e pretende também cobrar um valor adicional dos pobres usuários que decidiram dividir contas para aliviar as despesas com o streaming. Ou seja, os executivos da Disney entraram na mesma seita maldita que Reed Hastings e Ted Sarandos, e todos nós vamos ter que pagar os bodes que esse povo vai imolar durante as madrugadas.

 

 

 

Um rato que não passa de uma Maria-vai-com-as-outras

Isso que dá a falta de personalidade, não é mesmo?

Nem mesmo para seguir o exemplo da Warner Bros. Discovery, que nem perdeu tempo em ver a bola quicando dentro da área e já chutou no ângulo ao afirmar que “não se importa” com o compartilhamento de senhas entre seus usuários.

O Disney+ decidiu agir como um rato safado (desculpa, Mickey, mas é você quem vai segurar essa jemba também), e fazer coro com a Netflix, reforçando um posicionamento que está sendo duramente criticado por assinantes de todo o planeta. E… eu realmente não sei se esse povo é surdo ou se é burro mesmo.

O mundo inteiro está reclamando da decisão da Netflix em cobrar valores adicionais dos assinantes que decidiram dividir os acessos do serviço, e no lugar de olhar para si, detectar os erros e corrigir rotas… não: penaliza o cliente, que é sempre a ponta mais fraca do processo.

A impressão que fica é que as empresas de streaming estão se comportando exatamente da mesma forma que as gravadoras na década de 1990. Ah, você não se lembra disso porque nem era nascido naquela época… tá, vou explicar de forma breve nos próximos parágrafos.

 

 

 

Um erro que se repete

Na década de 1990, as gravadoras de CDs, DVDs e discos de vinil acreditavam que detinham todo o controle da indústria do entretenimento e, por causa disso, ditavam as regras com mãos de ferro: colocavam os artistas que queriam nas rádios, vendiam os CDs pelos preços que queriam e cobravam caríssimo pelos shows (aliás, cobram até hoje).

Pois bem, na virada do milênio, tudo mudou. Veio o Napster para mostrar ao mundo que qualquer pessoa poderia compartilhar músicas de forma livre pela internet e, anos depois, Steve Jobs bateu na mesa com o iTunes, revolucionando para sempre o mercado de músicas ao redor do mundo.

Hoje, se as pessoas escolhem o que vão ouvir e se existe um mercado de streaming, é porque lá atrás houve uma revolução que fez com que o comportamento do usuário mudasse de forma definitiva. Hoje, apenas colecionadores compram CDs e DVDs, e até mesmo o download de músicas foi aposentado para dar lugar ao streaming.

E, de forma definitiva, as pessoas hoje escutam o que elas querem.

 

Pois bem, a Netflix praticamente sozinha promoveu uma revolução equivalente, e agora quer voltar atrás.

Não tem como.

Os serviços de streaming mudaram os hábitos do consumidor que, por sua vez, encontraram uma maneira de pagar menos por algo que está ficando caro demais. Não tem como fazer os usuários voltarem atrás na cultura do compartilhamento de senhas.

Se isso acontecer (por pura forçação de barra das plataformas de streaming), esses mesmos usuários vão voltar para o Torrent. Simples assim. E as produtoras que se virem para pagar advogados para levantar processos.

 

 

 

O Disney+ já começou a consultar os seus assinantes sobre o assunto

Tudo começa com uma consulta sobre o tema, e o Disney+ já está questionando os seus assinantes sobre os motivos pelos quais os clientes compartilham senhas com pessoas que não vivem na mesma casa ou fazem parte da mesma família.

O desespero dessas plataformas em não perder clientes é algo flagrante, principalmente depois de uma pandemia global e com um conflito bélico em andamento, que resultou na perda de milhares de assinantes de uma tacada só.

Agora, tomar a atitude insensata de penalizar os assinantes porque os preços estão elevados demais (e os próprios serviços se recusam a deixar os valores mais acessíveis) é um erro que beira ao grosseiro.

Eu não sei onde isso vai dar. Porém, se depender de mim, o Disney+ entra no mesmo pacote de cancelamento da Netflix.

Se a brincadeira custar caro demais para mim, eu simplesmente cancelo o meu pacote e sigo minha vida como se nada estivesse acontecendo.

Mesmo porque eu “dou meus pulos” para seguir assistindo as séries da Marvel (se é que você me entende).


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@oEduardoMoreira