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Dona TIM… pague o que deve para a galera do TIM House!

Opa! Temos uma polêmica envolvendo a dona TIM, e apesar de tentar fugir das tretas nos últimos tempos, fica impossível não comentar algumas coisas sobre isso aqui.

Bem sei como é trabalhar produzindo conteúdos de tecnologia e não receber os valores previamente combinados. Neste momento, estou enfrentando esse problema: tenho US$ 100 para receber de um artigo pago e, por conta de uma divergência sobre quem paga a taxa do PayPal, o dinheiro está lá, travado.

Acontece que não vale nem a pena no meu caso ir à público reclamar disso, pois a empresa em questão não opera no Brasil.

Diferente da dona TIM, que colocou um monte de influenciadores no programa TIM House… e supostamente esse povo está sem receber o dinheiro previamente acordado entre as partes.

Não seria a primeira vez que vi isso. E se for verdade, muito provavelmente não será a última.

 

O que está acontecendo?

A sequência de relatos de criadores do TIM House revela um ambiente de frustração crescente, marcado por cobranças públicas e uma sensação de desamparo diante da falta de respostas da operadora.

Os influenciadores afirmam que cumpriram todas as etapas previstas pelo projeto. Gravaram vídeos, enviaram o conteúdo para aprovação, tiveram o material aprovado e publicaram, tudo dentro dos conformes.

Mesmo assim, os pagamentos não chegaram dentro do prazo combinado.

A situação se arrasta há semanas, e muitos já recorreram a plataformas de reclamação e até notificações extrajudiciais, numa tentativa de pressionar a empresa a regularizar o que consideram uma obrigação contratual.

Nos comentários das redes sociais da TIM, multiplicam-se relatos de bloqueios no suporte, pedidos repetidos de chave Pix e justificativas vagas sobre instabilidades no sistema. Criadores de diferentes regiões descrevem o mesmo padrão: ausência de retorno, e-mails ignorados e campanhas marcadas como pagas na plataforma sem que o dinheiro tenha sido efetivamente depositado.

A repetição desses relatos indica que o problema não é pontual, mas sistêmico, afetando tanto quem está há meses no programa quanto quem ingressou recentemente.

Um influenciador ouvido pela reportagem publicada no Minha Operadora detalha um descompasso evidente entre o que deveria receber e o que foi depositado, reforçando a percepção de falhas internas de controle. Ele relata que atrasou contas e precisou reorganizar o orçamento doméstico, enquanto tentava entender por que pagamentos menores foram feitos sem relação com as campanhas vencidas.

A tensão aumentou quando a TIM publicou um convite para novos criadores, apenas para ver o post ser tomado por críticas e, dias depois, apagado sem explicação. Para muitos, isso soou quase como um deboche na cara de quem ainda não recebeu pelo trabalho feito.

Para quem já enfrenta atrasos, o gesto soou como tentativa de silenciar a insatisfação crescente, reforçando a percepção de descaso.

A empresa, por sua vez, reconheceu a falha técnica e afirmou que trabalha para normalizar os pagamentos, mas não apresentou prazos concretos para a solução.

A falta de clareza sobre o fluxo financeiro do programa alimenta a sensação de que a operadora perdeu o controle sobre o próprio sistema de repasses de pagamentos.

E aqui, temos um claro efeito “bola de neve”, que escalonou ao ponto de se tornar algo público.

 

O que penso sobre tudo isso

A TIM nunca patrocinou um artigo ou vídeo nas minhas plataformas, e isso me livra de qualquer trava moral para emitir minha opinião sobre o assunto.

Dito isso…

O que é fato aqui, após ler com atenção a tudo o que aconteceu, é que posso SIM erguer a placa do “eu já vi esse filme antes”.

Não foram poucas as vezes que as agências que cuidam da divulgação de marcas de tecnologia passaram pela mesma situação. E existe um histórico indigesto de assessorias ou empresas que cuidam dessas ações em pisar na bola com os influenciadores e produtores de conteúdo.

Entendo perfeitamente que a situação é mais complexa do que parece. Há toda uma burocracia para liberar pagamentos de ações como essa e, em alguns casos, o cliente (no caso, a marca ou a empresa) pode “viajar na maionese” e não querer pagar pela ação porque os resultados não foram os esperados.

Até por isso me incomoda (e muito) esse delay no pagamento das ações, algo que pode chegar a até 90 dias. Aparentemente, ninguém entende que as pessoas precisam pagar as contas no presente, e não apenas no futuro.

E isso, porque estamos falando de campanhas com valores pequenos. R$ 250 é dinheiro de Guaraná Jesus para uma das maiores operadoras de telefonia móvel do Brasil.

O que me incomoda, de verdade, é essa aparente falta de profissionalismo que algumas agências apresentam. E não falo apenas em não pagar nos prazos. Falo no amadorismo na condução desses projetos.

Nem preciso dizer que algumas pessoas erraram dentro da agência que cuida do marketing da TIM para que tudo isso acontecesse. Se bobear, o executivo máximo da operadora no Brasil só está sabendo do que está acontecendo agora.

Então, dá sim para entender o hate para cima da dona TIM.

O que espero, de verdade, é que a operadora contrate uma agência mais competente para gerenciar suas ações no futuro.

Porque é triste ver pseudo profissional tratando essa galera como se fosse um bando de amadores.