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E a Black Friday 2020 no Brasil? Como foi?

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Foi como todo ano, só que menos pior.

A Black Friday no Brasil é algo que não ganha tração, pois é difícil ver tantas carroças manejadas por burros saírem da lama. Tá, a metáfora aqui pode me afastar de vários anunciantes para os meus blogs, mas o que eu posso fazer se as práticas nefastas só mudaram o formato, permanecendo um conteúdo que já era conhecido de todos?

As “promoções” vieram, mas a sensação que ficou é que não valia a pena investir tempo em divulgá-las (até porque, diferente dos últimos anos, eu não estava ganhando nada com isso) e dinheiro em comprá-las (pois gastei tudo no Dia do Solteiro na China, e a grana que restou foi gasta no país asiático novamente).

Em um ano onde as pessoas acabaram ficando mais tempo em casa (por motivos óbvios), a maioria do comércio eletrônico não se aproveitou disso para crescer e prosperar. No lugar de oferecer descontos factíveis, na maioria dos casos adotou o esquema “vai que cola”, onde colocavam como “promoção” o formato “de R$ 200 por R$ 100”, sendo que aquele produto sempre custou R$ 100.

Ou pior: “de R$ 200 por R$ 150”, sendo o que o produto custou R$ 100 o ano inteiro.

Aí, fica difícil defender você, não é mesmo, e-commerce nacional?

Sem falar na já mundialmente conhecida prática de não cumprimento das promoções tal e como elas são descritas. Tive alguns problemas com uma determinada rede de fast food cujo nome não vou falar, mas basta imaginar um animal com pescoço comprido que não foi extinto pela queda de um meteoro na Terra, e você vai saber qual é.

Nesse caso, preciso acreditar que rolou um problema de interpretação correta do português do Brasil, ou até mesmo um problema de matemática. Afinal de contas, a promoção era “COMPRE UM, LEVE TRÊS”. Se eu comprei TRÊS PROMOÇÕES, eu deveria receber NOVE UNIDADES do produto em questão (nesse caso, três lanches… e você não precisa me perguntar o que eu iria fazer com tanta comida, já que não é você quem está pagando…).

Qual foi a minha surpresa ao receber apenas três lanches! Surpresa e frustração, obviamente.

Enfim, a Black Friday 2020 no Brasil foi um mais do mesmo, com algumas pequenas modificações de formato. Vi algumas pessoas relatando nas redes sociais que não compraram nada na última sexta-feira (27), algo perfeitamente compreensível. Eu mesmo não comprei nada no Brasil, com exceção de algumas ações pontuais de delivery.

O que é uma pena. Mesmo.

Tá, não dá para colocar a culpa de tudo no e-commerce nacional onde, em muitos casos, são carroças tentando sair da lama no que se refere às estratégias para tentar ludibriar o consumidor. A crise econômica que veio de presente como consequência de tudo o que aconteceu em 2020 acabou influenciando no comportamento do consumidor, e isso deve ser colocado na equação em algum momento.

Mesmo assim. Entendo que o e-commerce e o varejo brasileiro pode ter perdido mais uma ótima oportunidade em repensar a vida e os valores e, quem sabe, iniciar uma nova relação com o consumidor. Uma relação mais próxima com os interesses de quem compra, deixando um pouco para trás esse olhar tacanho que só visa o lucro a todo custo de quem vende.

Sim, estou sendo utópico. Mesmo porque este post foi escrito às 5h30 de um domingo.


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Publicado emOpinião