
Uma tela traseira (em um smartphone unibody) em pleno 2025?
Foi mais ou menos desse jeito que comecei a escrever sobre a principal novidade dos recém anunciados Xiaomi 17 Pro e Xiaomi 17 Pro Max.
Dizer que eles são smartphones muito potentes com preços extremamente competitivos (pelo menos na China, já que eles devem custar o dobro no mercado internacional) seria algo completamente redundante.
O que chama mesmo a atenção nos novos top de linha da Xiaomi é essa tela na parte traseira, que promete ser útil para diferentes contextos.
Será mesmo?
O que essa tela traseira pode fazer?

A marca chinesa aposta em uma segunda tela para oferecer novas formas de interação com o usuário, expandindo as possibilidades de usabilidade a partir de uma solução simples (em teoria), mas que possui ônus e bônus (na prática).
Digo isso sem testar o produto, obviamente. E minha opinião pode até mudar com o passar do tempo. Mas vale a pena lembrar das vantagens e desvantagens dessa escolha.

Diferente de tentativas anteriores, o recurso não é apenas estético, mas vem repensado para entregar funções úteis. Com isso, a Xiaomi busca diferenciar seus modelos em um setor cada vez mais competitivo.
Essa pequena tela secundária, posicionada ao lado do módulo de câmeras, permite acesso a controles rápidos e à visualização de fotos. Algo que não é muito diferente de outras propostas de tela secundária disponíveis em outros smartphones.

A inspiração lembra os dobráveis no estilo “Flip”, mas aqui ela é aplicada em um design clássico de corpo de alumínio e vidro. O resultado é um smartphone que parece familiar e inovador ao mesmo tempo.
A tela traseira também varia em tamanho, sendo de 2,7 polegadas no modelo Pro e 2,9 polegadas no Pro Max. Essa diferença sutil reflete a proposta de cada aparelho, mas em ambos os casos o recurso promete agregar utilidade.
Isso vai dar certo?

Utilidade e usabilidade são termos que podem mudar de contexto para cada usuário. E eu estou dizendo o óbvio aqui: o que é útil para você pode não ser tão útil para mim. Logo, cada um vai ter que descobrir a sua definição de “útil” para o novo recurso.
Quero acreditar que aquelas pessoas que pontualmente deixam a tela do smartphone para baixo durante um jantar ou uma reunião importante vão desejar que a Xiaomi permita que o recurso seja desativado pelo próprio usuário.
Caso contrário, as notificações constantes na tela pequena certamente vão irritar a esse grupo que quer ter um pouco de paz e sossego na vida.

Outro detalhe importante: essa é mais uma tela consumindo bateria em um smartphone. O que salva a vida dos novos Xiaomi 17 Pro e Pro Max é que o seu módulo energético é uma autêntica powerbank (com 7.000 mAh).
Mas não sabemos qual será o impacto real dessa tela no consumo de bateria do dispositivo, de modo que só a realidade prática vai nos dizer se temos mais um elemento drenando a energia no telefone.
Trata-se de um elemento pensado para eficiência e não apenas para chamar atenção. Mas só vamos descobrir se essa produtividade prometida se materializa na realidade prática, ou quando os telefones chegarem nas mãos dos usuários finais.
Por enquanto, tudo está no campo da teoria, da proposta e da retórica da Xiaomi para nos convencer de que a inovação realmente vale a pena.
Via Xiaomi
