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E esse cinto de castidade que foi hackeado?

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Não podemos dizer que não imaginamos que isso poderia acontecer um dia, em algum momento no futuro.

Um gadget sexual foi hackeado, e isso era algo bem previsível. O que chama a atenção é que o dispositivo que foi hackeado foi um cinto de castidade. Então… será que o hacker fez isso para ter o intercurso sexual com o usuário?

E quem instalou esse dispositivo no cara? A mulher dele, achando que isso iria segurar o cidadão no seu ímpeto de ter sexo com outras mulheres?

Que estupidez!

Fato é que…

 

 

 

A tecnologia a favor do sexo evoluiu muito

 

É que a gente não fala muito sobre isso nos blogs de tecnologia com o medo de perder a visibilidade na publicidade. Sabe como é… um assunto tabu, um tanto quanto perigoso, principalmente quando tratado de forma mais profunda. E muitos ainda não sabem lidar muito bem com esse tema.

De qualquer forma, basta fazer uma pesquisa rápida na web para descobrir como o mundo do entretenimento adulto fez com que a tecnologia evoluísse. Você sabia que a indústria do cinema pornô foi a que mais investiu na tecnologia do desenvolvimento do entretenimento em realidade virtual?

E os gadgets sexuais? Eles evoluíram a ponto de se tornarem “dispositivos inteligentes e conectados”, tal e como se fosse a lâmpada inteligente que responde aos comandos da Alexa. Aliás, tem muita gente por aí controlando o prazer da namorada ou esposa por comandos de voz.

E não é sussurrando indecências no pé do ouvido dela.

Tecnicamente, quem faz tudo acontecer nesse caso é a Alexa ou o Google Assistente, mas como ambos são inteligências artificiais que obedecem aos comandos humanos, não levam o mérito pelo prazer fornecido.

Mas não quero me prolongar nos aspectos éticos dessa narrativa.

 

 

 

Seu “menino” é meu, e eu quero resgate

 

 

O tal cinto de castidade inteligente foi hackeado de forma remota, e o hacker ainda teve a audácia de anunciar o sequestro de forma direta, sem rodeios, e com uma linguagem bem objetiva.

Vou censurar o termo utilizado pelo ciber criminoso, pois esse aqui é um blog de família, visitado por crianças e senhoras de idade curiosas sobre o gadget sexual.

“O seu [email protected]*lh0 agora é meu!”

Além do gentil anúncio de cunho sexual, o hacker pedia um resgate para liberar a intimidade do cara, em um cenário que mais lembra um episódio de American Horror Story.

Mas era real.

A única coisa que salvou a vítima de uma tortura psicológica, física e sexual foi o fato que nenhum dos sequestrados estava usando o dispositivo no momento do sequestro.

E isso levanta dúvidas: afinal de contas, uma vez que o dispositivo é hackeado… o que acontece? Ele “lacra” a parte do corpo afetada? O cinturão fica preso na cintura da vítima? Ela começa a tocar músicas do Latino, o que faz qualquer um perder o interesse em fazer sexo?

Ou pior… ele mutila a parte conectada ao gadget?

O mais importante é que, aparentemente, ninguém teve problemas mais sérios com o ataque de ransomware. Mas fica o alerta para quem recebeu de presente um gadget sexual controlado por aplicativo: pense dez vezes antes de usar o dispositivo, pois a outra pessoa pode sequestrar uma parte importante do seu corpo, e pedir coisas absurdas como resgate.

 

 

Via Vice


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