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Apenas 3% dos usuários estão dispostos a pagar US$ 1.000 por um smartphone. Ou seja, as pessoas não querem pagar uma fortuna por um telefone. Teoricamente, os fabricantes deveriam reagir, reduzindo os preços. Mas o que está acontecendo é exatamente o contrário: alguns modelos estão perigosamente se aproximando da casa dos US$ 2.000.

E isso não faz o menor sentido!

 

 

 

E a gente dava risada dos smartphones de US$ 1.000…

 

 

É fato que os smartphones top de linha estão ficando cada vez mais caros, e a culpa disso é da Apple com o iPhone X que superou de longe a casa dos US$ 1.000 (US$ 1.449, no modelo com 256 GB). Até mesmo a desculpa do iPhone ser o único a contar com o iOS não cola tanto aqui. Mesmo assim, a estratégia funcionou, pois suas vendas foram expressivas o suficiente para todo o mercado fazer a mesma coisa.

De repente, smartphones que custam US$ 1.000 viraram a regra, ou algo (quase) normal).

 

 

 

As desculpas para custar mais de US$ 1.000

 

 

O céu virou o limite para os fabricantes, e US$ 1.000 não eram suficientes para arrancar dinheiro dos usuários. Designs melhorados, telas sem bordas, 5G, telas dobráveis e (principalmente) as câmeras se tornaram as desculpas “perfeitas” para que os fabricantes elevassem ainda mais os preços dos seus novos produtos.

O resultado de tudo isso é ver smartphones dobráveis com preços entre US$ 1.499 e US$ 1.980. O Samsung Galaxy S20 Ultra com 5G e a câmera Space Zoom 100x na versão com 16 GB de RAM e 512 GB de armazenamento ultrapassa com facilidade a marca de US$ 1.500.

Essas escalas de preços tendem a se repetir em outros modelos top de linha de 2020 de outros fabricantes. O que pode ser mais questionável aqui é o uso da prerrogativa do 5G para ter um preço muito mais alto em um telefone, quando é essa a tecnologia que está começando a se popularizar no mercado.

No caso dos smartphones dobráveis, a “desculpa” é até plausível por causa do fator I+D (é uma tecnologia recente). Mas pelos novos sensores de câmera e pelo 5G, não temos uma explicação muito razoável para isso.

Mesmo por que o iPhone 11 Pro de 512 GB, que não é um telefone dobrável e nem conta com 5G custa mais de US$ 1.600 lá fora. Um preço simplesmente absurdo.

 

 

 

O dinheiro é seu, e não meu (e isso é algo genial)

 

 

Por outro lado, se estão cobrando esse valor pelos smartphones, é porque tem gente disposta a pagar esses preços. Logo, parte da culpa pelos valores astronômicos também está nas pessoas que pagam por isso.

O grande consolo de tudo isso é que, nos últimos anos, está mais fácil ter um ótimo smartphone pagando entre US$ 200 e US$ 300. Os modelos de linha média atuais são invejáveis na relação custo-benefício.

Nesse aspecto, os fabricantes chineses souberam responder a um perfil de usuário muito amplo, com modelos com especificações top de linha (ou algo próximo a isso) com preços inacreditavelmente baixos, com excelentes opções para um grande público que procura um telefone mais prático e completo.

No final das contas, cada um que arque com as suas escolhas. Tem gente que vai investir US$ 1.000 em um smartphone. Tem aqueles que vão investir US$ 300. O que realmente importa é que você seja feliz com o investimento que vai fazer.

Todo o resto é um debate provavelmente inútil.


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