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A pergunta é meio contraditória. Na época de Lost, muita gente veio com aquela desculpa esfarrapada do “o final não é importante, pois o que realmente importa é a jornada”. Aí vem Tony Stark em Vingadores: Ultimato e diz com todas as letras: “parte da jornada é o fim”, e entrega aquele final (e, senhores… que final!).

Então, seria muito simples eu chegar até aqui e dizer que o final de Game of Thrones não importa ou não é importante. Os fãs chegaram até aqui por isso. E, mesmo achando que as apostas estão corretas (sobre quem vai ficar com o trono), eu entendo que o final da jornada é o objetivo. É o ponto que conecta cada passo dado ao longo do caminho.

O episódio final dessa série é imaginado e teorizado por muita gente por semanas, por anos. Vai entrar para o posteridade para resumir o que foi a temporada e o que foi uma série que durou oito temporadas. E é tão importante, que a responsabilidade maior é da dupla que criou a série de TV, David Benioff e D.B. Weiss.

E, independente do que eles vão entregar… isso realmente tem importância para você? Uma série é apenas o seu final?

Eu acho que não.

 

 

No lugar de reclamar, é melhor agradecer

 

Muitos se lembram de Lost (de novo, o paralelo) pelos bons momentos que a série entregou, e pelo quanto ela divertiu as pessoas. A mesma coisa deve acontecer com Game of Thrones, independente do que vai ser apresentado daqui a pouco.

Logo, tal e como aconteceu com os fãs de Lost para Damon Lindelof e Carlton Cuse, o melhor para os fãs de Game of Thrones é agradecer a Benioff e Weiss (e também para a HBO) por apresentar essa fantástica viagem de oito anos, algo que George R.R. Martin demorou demais para fazer com desculpas baratas e atrasos após atrasos. O que vai restar a esperar por Martin é para ter o verdadeiro final da história.

O melhor que você, fã de Game of Thrones, pode fazer nesse momento é aproveitar sem maiores prejuízos o episódio final, e sem tomar como ofensa pessoal ações dos seus personagens favoritos que não agradam o seu modo de ver e proceder.

Em tempos onde a Netflix estabeleceu um formato em liberar as temporadas de séries em uma tacada só para consumo em formato de maratona (ou bingewatching, que é o termo hipster para a mesma coisa), muito provavelmente não veremos no futuro um fenômeno seriado como Game of Thrones. Ou seja, é melhor aproveitar, pois hoje estaremos diante de um momento histórico.

E por causa de Game of Thrones descobrimos a mãe dos dragões, o anão foda e todo o sexo desenfreado da era medieval. O que mais poderíamos pedir?

Boa sorte a todos!

 


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