videogames

Quando eu leio a notícia que um jogador de videogames foi contratado como piloto de simulador de F1 pela McLaren, eu penso: “esse cara me representa”.

Eu gosto de videogames. E muito. Se hoje eu não jogo tanto é por pura falta de tempo (mais por causa do meu trabalho, algo que eu também adoro fazer), mas também porque hoje conto com outros focos de interesse na minha vida.

Porém, nunca deixei de dedicar um tempo para os jogos eletrônicos. Os videogames ajudaram a estimular e desenvolver meu cérebro nos aspectos criativo e racional. Expandiram minha capacidade de tomar decisões, e olhar de forma periférica para problemas e soluções.

Os mais antigos sempre viram os videogames como um hobby ou uma brincadeira. Aliás, meus pais insistem em ver os videogames dessa forma até hoje. Mas acho que eles ainda são meio céticos para a tecnologia. Minha mãe por exemplo não entende direito o que eu faço como blogueiro. Sabe que eu estou viajando para tudo quanto é lado e ganhando meu dinheiro escrevendo para a internet.

Não os culpo. Eles são outra geração.

De qualquer forma, é ótimo viver em um tempo onde a geração depois da minha fez o mundo dos videogames crescer nesse nível. Hoje, temos jogadores profissionais, que são pagos para competir em torneios profissionais. Grandes ligas de eSports surgiram no mundo, e a modalidade pode se tornar esporte olímpico.

Sem falar que, pelo menos dois jogadores de simuladores de corridas já se tornaram pilotos profissionais de categorias automotivas, através do GT Academy, que forma novos pilotos.

É claro que tudo isso está relacionado com as melhorias técnicas dos jogos, que hoje conseguem ser absurdamente realistas. Mas esse crescimento da popularidade dos videogames também aconteceu pela forma diferente que desenvolvedores e gamers começaram a olhar para os videogames, de um modo geral.

Em um mundo em constante transformação, os videogames evoluíram de forma impressionante e expressiva. Superar a indústria do cinema na rentabilidade não é pouca coisa. Consolidar ligas milionárias então… quem poderia prever?

Na verdade, previram isso.

Aquela galera que se reunia em casa para jogar com os amigos durante os finais de semana… eles começaram essa revolução.

Quem sabe se eu ficasse mais tardes jogando os meus games preferidos…

Enfim, prefiro escrever essa história para vocês.