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Vamos lá. O que realmente importa. Vou tentar ser muito claro no meu pensamento, para não deixar margem de dúvida.

O discurso do “presidente” (depois de ontem, acabou) não foi ridículo. Foi criminoso e genocida. Basicamente, el considera todo e qualquer cidadão brasileiro com mais de 60 anos como “descartável” (detalhe: ele tem 65 anos de idade), e que podemos voltar a seguir com a vida normal no meio de uma pandemia, palavra essa que desconfio que este senhor desconhece o seu real significado.

Ele vai na contramão de todos os especialistas em epidemiologia, da Organização Mundial da Saúde e de profissionais de saúde que conhecem o assunto muito melhor do que eu, que você… e que ele!

O senhor de 65 anos, que diz que levou uma facada e se diz atleta (mas mal sabe fazer flexão) se recusa a ouvir especialistas, mesmo quando 23 pessoas da tal comitiva nos EUA e quatro seguranças já deram positivo para COVID-19. Mesmo com mais de 16 mil mortos pela doença ao redor do mundo. Mesmo com mais de 2 mil infectados e 46 mortos no Brasil.

Quando qualquer um de nós viu uma “gripezinha” matar tantas pessoas?

Esse senhor é o rei do contraditório: diz que estamos em guerra, mas é só “uma gripezinha” (parar as Olimpíadas pode, cancelar eventos ao redor do mundo tá certo, Nova York e Califórnia em isolamento tá valendo… mas o Brasil parar para SALVAR VIDAS é um absurdo), se diz atleta mas não sabe fazer flexão, não tem medo de nada mas não mostra exame…

Aliás, queremos saber sobre os dois nomes da lista de 17 diagnosticados como positivo no Hospital do Exército. Tenho duas dicas: Jair e Michele.

Sobre o desemprego.

Antes do COVID-19, o Brasil retraiu por causa das políticas econômicas do atual governo. O PIB de 1.1% já não era bom. O país não cresceu, e o desemprego já era elevado (explodiu a quantidade de motoristas de Uber e entregadores de delivery por aplicativo).

Todos nós vamos perder. Eu sou MEI (jornalista freelancer), e estou seriamente preocupado em como vou pagar as minhas contas. Mas para mim, acima do dinheiro estão as vidas humanas, que não tem preço.

Esse senhor não tem o mínimo de respeito pelas pessoas que vão morrer no hospital ou em casa. Não tem compaixão alguma pelas famílias que terão que enterrar seus mortos.

E, principalmente: não entende nada de matemática para compreender que cuidar da população AGORA significa evitar um prejuízo muito maior depois. Crise? Desemprego? Recessão? Vamos ter de qualquer maneira. Isso é inevitável. O mundo vai passar por isso, e o Brasil também. Pois toda a economia está conectada hoje.

O que o governo deveria fazer? Enfrentar essa crise na prioridade que realmente importa: passar por isso com o menor número de vidas perdidas possível. Isso é respeitar as pessoas. Dar dignidade. Cuidar do povo. Tem gente preocupada porque não vai ter o que comer em casa ou pagar contas. Eu também estou. Por outro lado, tem também uma galera que só está olhando para o próprio umbigo, sem pensar no que realmente importa, que é cuidar do próximo de verdade.

Estamos em estado de calamidade pública. Não tem o que pensar: ou o governo injeta dinheiro para salvar a economia, ou a crise será pior do que essa projetada por aqueles que entendem que a vida precisa voltar ao normal agora. Quem realmente entende de economia sabe que este senhor só não está liberando os cofres por dois motivos: 1) evitar o PIB negativo, que é inevitável; 2) favorecer aos grandes empresários brasileiros, que são aqueles que ainda o mantém no cargo (sem eles, ele será expulso da presidência).

É isso!


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