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A popularidade que o TikTok conquistou recentemente não está fazendo a alegria de algumas autoridades ao redor do mundo, que estão aplicando a lei como meio de censura e punição. No Egito (por exemplo), onde as leis são utilizadas com fins “morais”, as autoridades estão rastreando “criminosas” pelo smartphone para efetuar prisões.

 

 

 

Vítimas aqui, criminosas ali

 

No dia 27 de julho de 2020, o tribunal egípcio condenou duas mulheres que são consideradas estrelas de suas respectivas redes sociais, já que contam com milhões de seguidores. Haneen Hossam, de 20 anos, e Mawada el-Adham, de 22 anos, faziam vídeos de dança no TikTok e Instagram, cantando e mostrando os seus outfits do dia.

Por causa disso, elas foram presas e sentenciadas a dois anos de prisão e multa de US$ 19 mil para cada um dos envolvidos no caso, já que três homens foram punidos por ajudá-las na publicação dos vídeos.

 

 

Hossam, estudante de arqueologia, foi processada porque seus vídeos publicados no Instagram e o TikTok foram considerados pelas autoridades locais como “indecentes”, onde ela convida outras mulheres a se cadastrarem na nova plataforma de vídeos Likee, onde os usuários podiam receber dinheiro pelas reproduções dos vídeos.

Para as autoridades egípcias, isso é visto como um convite para a venda de sua sexualidade online, o que é considerado um crime por lá.

 

 

El-Adham, que já participou de concursos de beleza e possui mais de 3 milhões de seguidores no TikTok, teve o sinal do seu smartphone rastreado, depois de semanas tentando escapar das autoridades. Seus vídeos foram considerados como “vergonhosos e insultantes”, e a gota d’água no copo transbordando foi um vídeo onde ela aparecia sorrindo, usando uma jumpsuit cinza de tubarão, com o cabelo pintado de azul.

Desde abril de 2020, foram presos pelo menos nove usuários do TikTok e/ou Instagram, e essas são as primeiras sentenças. E, apesar de tais casos acontecerem em países tão distantes, tal comportamento das autoridades está se aproximando perigosamente de alguns países da América Latina.

É de se pensar no assunto.

 

 

Via New York Times


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